Por que as garrafas Stanley viraram febre? Desvendando o fenômeno

Já se pegou pensando por que essas garrafas, que começaram com uma pegada super prática, de repente se tornaram o must-have do momento? Nessa análise, vamos fuçar nos motivos por trás dessa popularidade estrondosa.

De estretágias de marketing à psicologia do consumidor, descubra como as garrafas Stanley transcenderam sua função original para se tornarem ícones de estilo de vida, aspiração e status social.

A história da ascensão viral das garrafas Stanley é de cair o queixo. Estamos falando de como a garrafa Quencher da Stanley virou um fenômeno cultural. Então, se ajeita aí, pega sua bebida favorita (de preferência num copo Stanley) e vamos desvendar esse mistério.

A Evolução das garrafas Stanley: De Utensílios a Acessórios de Estilo de Vida Icônicos

As garrafas Stanley, que surgiram em 1913 como companheiras de aventuras ao ar livre, passaram por uma transformação radical. Imagina só, elas saíram dos canteiros de obras para as mesas de café da galera mais antenada. É uma evolução digna de aplausos.

Olhando de relance, uma garrafa é só uma garrafa, certo? Mas aí entra a garrafa Stanley, e a história muda. A pergunta “por que as garrafas Stanley são tão populares?” vai além do visual. A Stanley sacou uma mistura de qualidade, nostalgia e um toque de genialidade nas redes sociais que transformou um simples recipiente em um item de desejo. O segredo? Uma combinação de charme da marca tradicional com um olhar apurado para o que o consumidor moderno quer.

No marketing, ser adaptável é mais do que uma habilidade – é o que te faz vencer o jogo. Além disso, as garrafas Stanley não só se adaptaram, mas também dominaram essa arte ao longo de um século, tornando-se um símbolo de versatilidade que nunca sai de moda.

Nos últimos quatro anos, a Stanley lançou mais de 100 cores, transformando um item prático em um statement de moda. A lição de marketing aqui? A cor comunica mais do que palavras.

Target's New Stanley Cup Colors Have Fans Rushing To The Nearest Store

As cores não são apenas tons; elas são expressões de emoções, personalidade e individualidade. Nessa revolução das cores, a Stanley não só entendeu, mas abraçou a essência de cada matiz. Agora, todo mundo quer uma garrafa Stanley para cada vibe, para cada momento – um verdadeiro reconhecimento da habilidade da marca em contar histórias visuais.

A Febre das Cores: Um Toque de Gênio

A estratégia de cores da Stanley foi um golpe de mestre. Eles não só lançaram um produto, mas uma paleta que capturou as tendências do momento. Ao lançar novas cores em edições limitadas regularmente, eles criaram um frenesi de empolgação e expectativa. Essa jogada inteligente não só manteve o interesse vivo, mas também fez das garrafas itens colecionáveis, aumentando ainda mais sua popularidade.

Em um mundo onde as tendências mudam tão rápido quanto os desafios do TikTok, a Stanley conseguiu se manter relevante através das gerações. O efeito de posse, onde quanto mais você usa algo, mais valor ele tem para você, é um ponto psicológico chave.

Ser trendy é legal, mas ser atemporal é demais. As garrafas Stanley encontraram esse equilíbrio perfeito.

A Influência do TikTok e a Revolução Quencher: Stanley Criando Tendências

Na era do TikTok, onde os tempos de atenção são mais curtos que um vídeo viral, as garrafas Stanley não só sobreviveram, mas se destacaram. Com mais de 7 bilhões de visualizações sob a hashtag #stanleycup, esse fenômeno é mais do que um reflexo da influência do TikTok. É uma história de como vídeos curtos podem dar início a uma revolução cultural.

A estratégia certa nas redes sociais pode levar uma marca do esquecimento à fama da noite para o dia. A ascensão da Stanley no TikTok mostra o poder do conteúdo autêntico gerado pelo usuário. Quando influenciadores e usuários comuns compartilharam seu amor sincero pela marca, as garrafas Stanley não só se tornaram populares; elas se tornaram parte da identidade das pessoas.

Mas como uma marca que começou com foco nos trabalhadores da construção civil se transformou em um acessório desejado por todos? A jogada mestra veio com o modelo Quencher e a aposta estratégica do The Buy Guide – um movimento que iniciou uma revolução e revelou uma verdade do marketing: conhecer seu público é como encontrar um tesouro.

Via TikTok

O Mercado Feminino: Conquistando um Novo Público

Uma das jogadas inteligentes da Stanley foi abraçar um segmento muitas vezes esquecido pelas marcas de utensílios para bebibdas: as mulheres. Ao reconhecer e atender às preferências femininas, a Stanley não só ampliou seu mercado, mas também criou uma comunidade de fãs da marca. Essa inclusão estratégica foi fundamental para a popularidade generalizada das garrafas.

Sustentabilidade: Uma Caneca para o Consumidor Consciente

Num mundo onde a sustentabilidade é mais do que uma tendência, é uma necessidade, as garrafas Stanley brilham. Seu design durável e a mensagem da marca sobre sustentabilidade ecoam com os consumidores que buscam fazer escolhas responsáveis. Esse alinhamento com os valores dos consumidores tem sido crucial para construir confiança e lealdade.

Colaboração é fundamental: Parcerias Estratégicas

A habilidade da Stanley em escolher os parceiros certos para colaborações ampliou seu alcance e apelo. Seja em produtos co-branded ou alinhando-se com iniciativas eco-conscientes, essas parcerias ajudaram a Stanley a se manter relevante e empolgante.

Além da Garrafa: Criando um Estilo de Vida

O sucesso da Stanley não é só sobre vender garrafas; é sobre vender um estilo de vida. Com um marketing inteligente e uma mensagem de marca consistente, eles criaram um ecossistema onde ter um produto Stanley significa pertencer a uma comunidade. Esse senso de pertencimento transforma clientes em fãs fiéis.

Para os profissionais de marketing, a história da Stanley é uma fonte de lições valiosas. Autenticidade, engajamento estratégico com o público, aproveitar a nostalgia e abraçar as plataformas digitais não são apenas jargões, mas os pilares de uma estratégia de marca de sucesso. A Stanley mostra que entender seu público e atender genuinamente às suas necessidades pode transformar um produto simples em um ícone cultural.

Surfando na Onda Viral: A Maestria de Conteúdo da Stanley

A maestria de conteúdo da Stanley desempenhou um papel significativo em sua viralidade. Criando conteúdo compartilhável e envolvente que ressoava com o estilo de vida e valores de seu público, eles não só venderam produtos; eles criaram momentos. Seu uso estratégico de hashtags, desafios e parcerias com criadores de conteúdo transformou a garrafa Stanley em um símbolo de um estilo de vida vibrante e ativo que muitos desejam.

Quando a ícone da Geração Z, Olivia Rodrigo, declara seu amor pela garrafa Stanley, você sabe que a marca acertou em cheio. A lição aqui? Influenciadores podem transformar uma marca em um estilo de vida.

Uma garrafa Stanley agora simboliza uma pessoa bem hidratada, dinâmica e antenada. Não é só sobre a bebida; é sobre o que a sua garrafa diz sobre você. Aprendizado? Seu produto não é apenas um produto; é uma história.

Na era das redes sociais, sua marca é a história que você conta. As garrafas Stanley se tornaram contadoras de histórias nas mãos de cada usuário.

Engajamento com Autenticidade: Construindo Confiança e Lealdade

Um dos segredos do sucesso da Stanley é seu compromisso inabalável com a autenticidade. Em uma era em que os consumidores são bombardeados com anúncios e recomendações, a abordagem da Stanley foi refrescantemente genuína. Eles se concentraram em construir relacionamentos reais com seu público, engajando-se em conversas e ouvindo feedback. Esse engajamento autêntico criou um profundo senso de confiança e lealdade entre os consumidores, tornando a marca não apenas uma escolha, mas uma comunidade.

Domínio do Marketing FOMO: A Urgência em Cada Gole das Garrafas Stanley

O medo de perder (FOMO – do inglês ‘fear of missing out’) não é apenas uma tática psicológica; é o ingrediente secreto da Stanley. Edições limitadas, colaborações e lançamentos esgotados criam um senso de urgência que todo profissional de marketing sonha em alcançar.

As garrafas Stanley esgotando mais rápido que pão quente não é mágica; é FOMO em ação. 

A exclusividade pode ser uma ferramenta poderosa, e a Stanley usou isso com maestria. Ao tornar certos produtos ou cores disponíveis por tempo limitado, eles criaram um senso de urgência que impulsionou as vendas e o burburinho nas redes sociais. Essa estratégia de escassez e exclusividade não só fez com que possuir uma garrafa Stanley se tornasse um símbolo de status, mas também aumentou ainda mais seu desejo.

De US$ 75 milhões para impressionantes US$ 750 milhões em vendas apenas em 2023 – essa é a transformação da Stanley. A mudança estratégica da empresa, liderada por Terrence Reilly, mostra o impacto de uma reformulação de marca bem executada.

No marketing, a reinvenção não é uma opção; é uma necessidade. A história de sucesso da Stanley é um testemunho disso. 

Alavancando Conteúdo Gerado pelo Usuário: Os Verdadeiros MVPs

Central para o sucesso viral da Stanley foi seu uso hábil de conteúdo gerado pelo usuário (UGC). Ao incentivar e exibir as experiências reais dos clientes, as garrafas Stanley se tornaram mais do que um produto; elas se tornaram uma experiência compartilhada. Além disso, esse UGC não só forneceu recomendações autênticas, mas também ampliou o alcance da marca exponencialmente, tornando cada cliente um embaixador em potencial.

Parcerias que Fazem a Diferença

A colab com a Starbucks não só criou um burburinho; ela gerou filas que dobravam quarteirões. A lição para os profissionais de marketing? Colaborações devem ser mais do que uma fusão de logotipos; elas devem contar uma história que cativa o público.

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Uma colaboração deve parecer um filme de sucesso – ansiosamente antecipado, completamente desfrutado e deixando o público querendo mais. A Stanley acertou em cheio.

O legado centenário da Stanley não é um relicário do passado; é uma força motriz por trás de seu sucesso contemporâneo. Equilibrar nostalgia com inovação é um desafio de marketing, e a Stanley está fazendo isso muito bem.

Inovação sem raízes é uma árvore sem galhos. As garrafas Stanley têm raízes profundas, e é por isso que elas podem alcançar o céu.

A Arte de Construir Comunidade

Além de ser um recipiente para bebidas, as garrafas Stanley se tornaram um símbolo de comunidade. De fóruns online a encontros locais, os fãs da marca estão criando uma comunidade. Profissionais de marketing, tomem nota: seu produto não é apenas uma mercadoria; é um conector.

Na era digital, a comunidade é uma moeda. As garrafas Stanley se tornaram o emblema de uma comunidade que bebe junta e permanece junta.

Conclusão: Uma Odisseia de Marketing com a Stanley

Então, por que as garrafas Stanley são tão populares? Não é apenas o aço inoxidável ou as cores vibrantes; é a capacidade da marca de se adaptar, se reinventar e se tornar um símbolo de estilos de vida diversos. De suas origens utilitárias a se tornarem um fenômeno global, a jornada da Stanley é uma história de adaptabilidade, inovação e um profundo entendimento da psique humana.

Como vimos, a popularidade das garrafas Stanley vai muito além de sua funcionalidade. É uma história de genialidade no marketing, onde entender o comportamento do consumidor, alavancar as redes sociais e manter-se fiel aos valores da marca pode criar uma sensação viral. Então, para todos os profissionais de marketing, peguem uma página do livro da Stanley: inovem, envolvam-se e sempre, sempre ouçam seu público. No mundo do marketing, as melhores histórias são aquelas vividas pelos próprios clientes.

A ascensão da Stanley é mais do que um estudo de caso; é um plano para a imortalidade da marca na era digital. Ao unir tradição com tendências e qualidade do produto com narrativa perfeita, a Stanley não apenas vendeu garrafas; eles criaram uma cultura. E nesta cultura, todos estão convidados à mesa, garrafa na mão, prontos para fazer história.

O Google vai acabar com os cookies, mas não totalmente: Tudo o que você precisa saber

Apesar do cenário de constantes mudanças do marketing digital, o Google surpreendeu a todos ao tomar a decisão de acabar com os cookies de terceiros para alguns usuários do Chrome. Há poucos dias, o Chrome eliminou os cookies de 30 milhões de usuários, ou cerca de 1% de toda sua base. Além disso, os cookies no Chrome serão completamente eliminados até o final deste ano – ou quase!

Cookie GIF by NBC

A verdadeira história dos cookies 

A mudança que o Google fez em relação aos cookies de terceiros é um grande avanço no debate constante sobre a privacidade do usuário e a busca por anúncios personalizados. Essa mudança está obrigando as empresas a repensar suas estratégias publicitárias, encorajando a criatividade em um ambiente em que a privacidade do usuário é prioridade.

Como isso impacta as plataformas SaaS?

A falta de cookies de terceiros cria obstáculos e oportunidades para as empresas do setor de Software como Serviço (SaaS), que estão fortemente concentradas em anúncios direcionados. As empresas de SaaS terão que reconsiderar suas estratégias de anúncio sem esses cookies. O estudo de diferentes estilos de anúncios, o uso de seu próprio conjunto de dados ou o uso de tecnologias inteligentes como a Inteligência Artificial, para fornecer orientação precisa, podem ser exemplos disso.

E o que muda no marketing B2B?

No setor de business-to-business (B2B), dizer adeus aos cookies exige uma reconstrução de estratégia. Profissionais de B2B devem considerar a adoção de táticas como marketing baseado em contas, aprimoramento de estratégias de conteúdo, melhoria de sistemas de gerenciamento de relacionamento com o cliente (CRM), exploração de iniciativas colaborativas dentro da comunidade B2B e avaliação do impacto dessa mudança em setores como indústria, finanças e saúde.

Privacy Sandbox: O Novo Jogo do Google

Mas não se preocupe! O Privacy Sandbox do Google é um recurso valioso. Ao garantir um ambiente sólido de privacidade, essa iniciativa visa mudar a forma como monitoramos os dados dos usuários. 

SaaS e B2B podem aproveitar isso, buscando o melhor equilíbrio entre fornecer aos usuários uma experiência personalizada e proteger seus dados.

A colaboração na comunidade Privacy Sandbox pode fortalecer o espírito de equipe, ajudando os times a superar obstáculos, aproveitar oportunidades importantes e navegar pelas leis de privacidade globais.

Simples passos para a adaptação de SaaS e B2B

Verifique como seus dados são armazenados:

Profissionais de marketing B2B e fornecedores de SaaS devem revisar cuidadosamente suas práticas de dados para garantir que elas estejam alinhadas com os novos padrões de privacidade. Colaborar em auditorias dentro de grupos do setor pode trazer alguns insights e promover uniformidade.

Uso Inteligente de Dados Primários: 

As plataformas SaaS podem colocar seus dados primários para trabalhar de forma estratégica, mantendo os anúncios direcionados e respeitando as regras de privacidade.

Isso pode envolver a criação de recompensas atraentes para usuários que compartilham dados e a oferta de serviços relevantes com base nas informações fornecidas por eles diretamente.

Conectando-se à tecnologia de ponta e anúncios contextuais:

Entusiastas de B2B podem se concentrar em anúncios contextuais, mergulhando na essência do conteúdo e entendendo como os usuários interagem com ele. 

Eles também estão se inserindo em novas tecnologias, aproveitando a Inteligência Artificial para refinar seu direcionamento. 

Colaborar com especialistas em tecnologia permite se manter à frente nas tendências tecnológicas e compreender as implicações do ‘Metaverso’ para a publicidade.

Informe o Usuário e Seja Transparente:

Ambas as equipes de SaaS e B2B podem obter êxito ao manter os usuários informados. Fornecer insights essenciais sobre práticas de dados constrói confiança.

Além disso, oferecer aos usuários informações sobre por que os anúncios direcionados são atraentes pode criar uma legião de usuários engajados e antenados.

Mudanças para Profissionais de Marketing:

Os profissionais de marketing estão desbravando esse novo território. A mudança de cookies é como recalcular a rota do GPS, levando esses profissionais a flexibilizar suas habilidades com novos dados, criar campanhas contextuais matadoras, mergulhar em novas tecnologia, promover o trabalho em equipe e ficar por dentro das novidades e tendências da sua indústria.

Dando uma espiada no que está por vir:

Além do burburinho da mudança nos cookies do Google, vamos dar uma visão mais O foco está em coisas como:

  • Dar aos usuários o controle: as regulamentações globais de privacidade, como o GDPR e o CCPA, estão dando aos usuários mais controle sobre seus dados. 
  • A ascensão da tecnologia: a tecnologia legal, como a criptografia e a anonimização, está ajudando as empresas a proteger os dados dos usuários de forma mais eficaz.
  • O surgimento de novas tecnologias: o Metaverso e outras novas tecnologias estão levantando questões sobre privacidade de dados.

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A colaboração com os colegas do setor pode ajudar as empresas a se alinharem com essas tendências e aproveitar as oportunidades que elas oferecem. Por exemplo, as empresas podem colaborar para desenvolver novos padrões de privacidade ou para compartilhar insights sobre como as novas tecnologias estão impactando a privacidade de dados.

Onde a privacidade e as ideias legais se fundem:

Claro, as regras de privacidade podem ser um pouco difíceis de entender, mas também são o toque secreto que faz a inovação na tecnologia ferver. Os rockers do SaaS e B2B podem usar esse tempo de transição para criar ideias novas, não apenas para seguir as regras, mas para estabelecer novos padrões para o tratamento de dados.

O ponto onde privacidade e as boas ideias se encontram é onde a verdadeira mágica acontece – com tecnologia de ponta focada na aprovação do usuário, transparência e dando aos dados aquele tratamento VIP merecido.

A Nova Era Digital Pós-Mudança de Cookies do Google

À medida que as equipes de SaaS e B2B navegam nessa onda de transformações na cena do marketing digital, o mais importante é unir forças e olhar para frente.

Promover a privacidade, esclarecer usuários sobre vantagens e desvantagens, gerenciar dados primários com expertise e explorar novas tecnologias não são apenas respostas a desafios, mas estratégias inteligentes para criar um ambiente digital ético, amigável e repleto de inovação.

Nesta era de revolução digital, onde a privacidade é a chave do sucesso, as empresas que se sobressaem nesses princípios não estão apenas cumprindo requisitos de conformidade – elas lideram na promoção de experiências positivas. 

O caminho adiante exige manter o ritmo, engajar-se nas discussões e cumprir a promessa de um ambiente online onde os usuários se sintam seguros, valorizados e no controle de sua jornada digital.

Últimas palavras

Em resumo, o declínio dos cookies não marca o fim da personalização; é um palco aberto para as empresas redefinirem seu engajamento com o público. 

Ao navegar pelos padrões de privacidade em constante evolução, as equipes de SaaS e B2B não apenas acompanham a jornada – elas estão abrindo caminho para o futuro do marketing digital.

A jornada ainda está em andamento, mas a parada final promete uma cena que gira em torno de promover a inovação e a privacidade do usuário.

Considere este artigo seu acesso aos bastidores, dando aos profissionais de marketing as informações e estratégias para navegar em águas agitadas. À medida que a arena digital continua girando, estar por dentro, saber aproveitar as mudanças e construir conexões, fatalmente levará ao sucesso.

Encarar o futuro do marketing digital exige mais do que apenas percepções – requer maestria. Pronto para reinventar sua estratégia de conteúdo pós a revolução nos cookies do Google? 

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Tendências de conteúdo para 2024: descobrindo novas possibilidades

Que a verdade seja dita: eu nunca fui bom de previsões e antecipação de tendências. Aliás, 2023 confirmou isso claramente: quem poderia imaginar que a IA seria tão relevante no ano passado? Acredito que não fui o único surpreendido por isso.

De modo geral, 2023 funcionou como um ótimo lembrete de que algumas coisas simplesmente não seguem um roteiro, principalmente no dinâmico universo da tecnologia, marketing e conteúdo.

Em vez de tentar decifrar uma bola de cristal, optei por direcionar minha atenção para as possibilidades e tendências emergentes que já estão transformando os panoramas de marketing e conteúdo. A ideia é identificar as bases do futuro, as coisas que poderão mudar a forma como nos engajamos e nos conectamos nos próximos anos.

O caminho de 2023 até 2024

O mundo do marketing e do conteúdo nunca esteve tão dinâmico. O ano de 2023 tratou de desbancar as previsões, presenteando-nos com uma mistura de disrupção e oportunidades emocionantes.

Um grande destaque para 2024 é a ascensão constante da IA. Esse tema já está inundando a internet com uma variedade de conteúdos, alguns brilhantes, outros nem tanto.

Mas aqui está a parte mais empolgante: o ano de 2024 será marcado pela busca do equilíbrio perfeito, combinando a eficiência da IA com o toque singular da criatividade humana. Estou falando de conteúdo envolvente e de alta qualidade que verdadeiramente se conecta com o público.

Enquanto isso, o Google está correndo atrás do prejuízo. Com o ChatGPT ganhando cada vez mais destaque, a plataforma de pesquisa está concentrando seus esforços na experiência do usuário e em perspectivas mais diversas. Adeus às pesquisas genéricas; agora, espere encontrar conteúdos personalizados que realmente geram identificação com diferentes perfis.

Leia também: O paradoxo da IA: o impacto do ChatGPT no marketing de conteúdo

Além disso, o Google e outras grandes plataformas de publicidade continuarão atribuindo méritos aos resultados orgânicos, distorcendo efetivamente a percepção da eficácia dos esforços pagos.

Por fim, conforme o cenário se desenvolve, os criadores de conteúdo B2B se destacam ao assumirem o papel de verdadeiros arquitetos de narrativas que vão além da simples informação, proporcionando ao público conteúdos valiosos, envolventes e autênticos. O ano de 2024 é o momento para brilhar, entregando um conteúdo genuíno e valioso que realmente envolve e conecta.

Por todas essas razões, 2024 vem como um ano de mudanças, evolução e, de certa forma, estabilização.

O cenário do conteúdo está mudando

  • O conteúdo torna-se uma mercadoria, mas, ao mesmo tempo, novas oportunidades estão se revelando.
  • A excelência no conteúdo é agora comparada ao novo ouro.
  • Os criadores de conteúdo B2B estão ganhando destaque, enfatizando a confiança em vozes individuais em vez de marcas impessoais. ️
  • Os profissionais de marketing estão indo além das plataformas digitais tradicionais, descobrindo novos caminhos para o conteúdo.
  • A pesquisa online está evoluindo para algo mais envolvente. O Google e outros sistemas de busca não se limitam mais a fornecer respostas diretas; agora, estão trocando essas respostas por experiências, histórias e perspectivas diversas.

O conteúdo será uma mercadoria, mas novas possibilidades estão surgindo

O conteúdo está se encaminhando para se tornar uma mercadoria.

A onda crescente de criação de conteúdo impulsionada pela IA generativa ameaça transformar todas as plataformas em um mar de artigos, postagens de blog e posts de redes sociais praticamente indistinguíveis.

Imagine uma paisagem inundada por uma onda gigantesca de informações carentes de autenticidade e insights. O custo de geração de conteúdo está caminhando para zero graças ao conteúdo gerado por IA.

Antes, tínhamos redatores dedicados para criar conteúdo manualmente, otimizando para palavras-chave específicas. No entanto, agora, com a IA capaz de gerar esse tipo de conteúdo em minutos e o acesso generalizado a essas ferramentas, o valor do conteúdo deixou de ser baixo para ser praticamente zero.

Conforme o custo de criar conteúdo medíocre diminui, o seu valor percebido também diminui. Mas, ao mesmo tempo que a mediocridade perde espaço, surge uma nova possibilidade valiosa: o conteúdo de alta qualidade.

Neste novo cenário, aquele trabalho excepcional, perspicaz e original se torna a força vital do engajamento e do crescimento.

À medida que o custo de criação de conteúdo de alta qualidade inicialmente diminui, há um ponto em que seu valor não apenas se mantém, mas aumenta, tornando-se um farol no vasto oceano de conteúdo.

As experiências humanas autênticas ganharão valor, ajustando-se às demandas e dinâmicas do mercado. Experiências autênticas, contadas com o poder da criatividade humana, serão a nova moeda.

Em tempos passados, o SEO e as estratégias de outbound marketing dominavam, mas em um mundo onde a eficácia da IA diminui sua relevância, o que conduz as marcas para a visibilidade é o brand awareness, impulsionado por conteúdos impactantes.

Já não basta apenas ser visto; é essencial ser lembrado, criar identificação e estabelecer relacionamentos genuínos com clientes em potencial.

Neste cenário em evolução, o verdadeiro valor do conteúdo não está na quantidade, mas na qualidade, na sua capacidade de se destacar e estabelecer conexões de verdade. O poder das narrativas autênticas e envolventes, criadas com um toque humano, sempre prevalecerá sobre a maré da mediocridade algorítmica. Não estamos nos afogando em conteúdo; em vez disso, estamos navegando em direção a um oceano repleto de verdadeiros tesouros.

Foque em criar conteúdo excelente

Com 4,6 bilhões de conteúdos produzidos diariamente, o desafio de atrair a atenção do público nunca foi tão grande. E isso só tende a piorar com a ascensão da IA.

Contudo, esse tsunami traz consigo uma oportunidade de ouro: destacar-se na concorrência por meio de um conteúdo excepcional que se conecta verdadeiramente com as pessoas.

Veja só as previsões da Forrester para 2024:

“A IA generativa pouco personalizada prejudicará a experiência de compra para 70% dos compradores B2B. Os primeiros testes de marketing com IA generativa resultarão em ideias simples, ofertas inadequadas e traduções sem nuances locais, aumentando a frustração dos compradores B2B já saturados de conteúdo irrelevante.”Previsões da Forrester para 2024

A Forrester prevê que mais de 70% desses compradores ficarão insatisfeitos com o material compartilhado pelos fornecedores. No entanto, não devemos descartar completamente a IA.

Jon Miller, um nome conhecido no mercado de conteúdo, vê a IA como um valioso copiloto, capaz de amplificar a criatividade humana e o pensamento estratégico. A verdadeira mudança de jogo em 2024 não será a automação sem estratégia, mas a criação intencional de conteúdo excepcional.

“Em 2024, veremos muitas postagens em nossos feeds sociais destacando falhas de IA, como fatos inventados, personalização inadequada e ofertas inconvenientes. Embora possam ser divertidas, esses problemas nos lembram que, por enquanto, a IA é mais útil como um copiloto do que como um piloto automático. Ela amplifica as habilidades humanas e colabora com nossa criatividade e pensamento estratégico.”Jon Miller, CMO, Demandbase

As previsões da Forrester reforçam a necessidade das marcas contarem com um conteúdo excepcional para se sobressaírem.

É nesse ponto que você entra. Deixe de lado os artigos entupidos de palavras-chave e as postagens de blog robotizadas.

Ofereça o que a IA não consegue replicar

  • Conexão emocional: conte histórias que gerem identificação, despertem curiosidade e explorem emoções humanas verdadeiras.
  • Insights exclusivos: mergulhe fundo em seu nicho, oferecendo perspectivas valiosas e soluções viáveis.
  • Voz autêntica: abandone aquele tom robótico e deixe a personalidade da sua marca brilhar.
  • Experiências personalizadas: crie conteúdo feito sob medida para o seu público, e não produzido em massa para bots.

Conteúdo de alta qualidade, alto impacto e alto desempenho

Mas afinal, o que significa realmente um conteúdo excepcional?

Com grandes volumes de conteúdo mediano gerado por IA inundando a web, as pessoas agora buscam por conteúdos que contem histórias pessoais, ofereçam experiências compartilháveis, apresentem perspectivas intrigantes e ofereçam insights únicos.

É isso que entendemos como conteúdo de qualidade?

A qualidade depende do contexto. Podemos concordar ou discordar sobre a qualidade de um conteúdo específico, e por isso é fundamental esclarecer qual é o contexto dele. A qualidade pode ser subjetiva, mas o impacto não.

O conteúdo de alto desempenho vai além da simples informação: ele evoca emoções, impulsiona ação e gera resultados mensuráveis. É aqui que ultrapassamos a ideia de “qualidade” e entramos no reino do conteúdo de alto impacto.

Jay Acunzo, uma autoridade respeitada desse segmento, define conteúdo de alta qualidade como conteúdo de alto impacto, onde o impacto é proporcional ao seu valor e originalidade.

O conteúdo de alta qualidade deve ser esclarecedor e transmitir uma perspectiva pessoal.

Os principais pilares do conteúdo de alto impacto:

  • Histórias pessoais e experiências compartilháveis: A conexão humana se desenvolve em momentos compartilhados. Ou seja, é o caso de conteúdo que revela vulnerabilidades, celebra triunfos e convida o público a se destacar.
  • Insights exclusivos e novas perspectivas: Desafie as normas, ofereça pontos de vista únicos e vá além do superficial. Num mar de mesmice, insights únicos são o que mais chama a aatenção.
  • Entregas impactantes: Domine a arte de contar histórias. Entregue sua mensagem com inteligência emocional, garantindo que ela gere identificação profunda com seu público.

O pensamento estratégico, a adaptabilidade e a compreensão do público-alvo que os humanos têm são fundamentais para criar conteúdo excepcional.

A IA pode servir como apoio na análise de dados para otimização, mas a estratégia central muitas vezes se origina de ideias de humanos.

Conteúdo de alta qualidade ou alto impacto pode ser entregue por personalidades em quem confiamos. Sobre isso, você vai ler a seguir.

Leia também: Como a equipe da Rock Content utiliza a Inteligência Artificial

O ano do criador B2B

2024 será o ano do criador B2B. O segmento de criadores de conteúdo está repleta de influenciadores de consumo e marcas de estilo de vida, mas agora está migrando para o segmento B2B. Essa mudança não é apenas uma tendência passageira, mas sim uma transformação significativa na confiança.

As pessoas buscam aprender, se inspirar e se conectar com vozes individuais que oferecem experiência aliada a histórias envolventes. Não se trata apenas de habilidades de marketing, mas sim de compartilhar conhecimentos e histórias impactantes.

As redes sociais amplificam essa mudança. Seus feeds são inundados com a autenticidade e a capacidade de identificação dos indivíduos, deixando as páginas das marcas sem espaço.

O veredicto é claro: para marcas B2B em 2024, ter uma boa estratégia de criação de conteúdo não é apenas algo bom de se ter, é algo obrigatório. 

Os profissionais de marketing começarão a abraçar a humanização do B2B, a libertar criadores ainda não descobertos e a ver as suas marcas não apenas sobreviverem, mas também prosperarem na era da conexão genuína.

A busca por novas plataformas

Gigantes da web como Amazon, Google e Facebook construíram seus impérios com base na confiança e no valor do usuário. Mas, como sugere o termo perspicaz de Cory Doctorow, “enshittificação”, isto muitas vezes toma um rumo negativo.

As plataformas priorizam os lucros em detrimento dos usuários, fazendo com que tanto os consumidores como as empresas se sintam explorados e encurralados.

Vamos começar com uma definição. Aqui está como Cory Doctorow se refere a “enshittificação” de plataformas web, incluindo Amazon, Google, Facebook, LinkedIn e outras:

“Primeiro, eles são bons para seus usuários; então eles abusam de seus usuários para melhorar as coisas para seus clientes corporativos; por fim, eles abusam desses clientes corporativos para recuperar todo o valor para si próprios. Então, eles morrem.

Chamo isso de enshittificação, uma consequência aparentemente inevitável da combinação entre a facilidade de modificar a forma como uma plataforma distribui valor e a natureza de um ‘mercado bilateral’, onde a plataforma lida com compradores e vendedores, mantendo todos dependentes uns dos outros e absorvendo uma fatia crescente do valor que circula entre eles.” – Cory Doctorow

A questão sobre se essa evolução inevitavelmente leva ao desaparecimento da plataforma, como sugerido por Doctorow, ainda é um tema de debate.

Existem exemplos recentes notáveis, como o Facebook ou o X/Twitter, que muitos argumentam terem entrado em um estado de utilidade reduzida.

Veja o caso da Amazon, por exemplo. No início, ela funcionava no prejuízo, vendendo seus produtos abaixo do custo enquanto se expandia para um mercado mais abrangente. Com o tempo, a plataforma passou por uma mudança estrutural, com resultados de pesquisa influenciados por canais pagos, alterando a experiência do usuário e levantando questões sobre a promessa original da plataforma de ser a loja onde se encontrava de tudo.

O mesmo acontece com o X/Twitter, Inc. de Musk, hoje uma plataforma com doença terminal, um lugar terrível para se estar, seja você um usuário, uma empresa de mídia ou um anunciante.

Leia também: O X de Elon Musk. É o fim do Twitter?

Isto tem reflexos significativos para os profissionais de marketing B2B, conforme destacado na conversa de Rand Fishkin com Justyna Brownbridge: Rand observa a tendência das plataformas de publicidade de reivindicar crédito pelos resultados orgânicos, distorcendo a eficácia percebida dos esforços pagos.

Em resposta a esses desafios, Rand recomenda uma abordagem estratégica de “reinvestir os esforços de conteúdo pago em canais experimentais”.

Isso significa se afastar das plataformas estabelecidas e explorar proativamente os canais emergentes que possam oferecer um potencial inexplorado. Em um cenário de evolução, torna-se essencial que os profissionais de marketing B2B permaneçam adaptáveis, enfatizando a experimentação e uma postura com visão de futuro.

A exploração de territórios desconhecidos, como proposta por Fishkin, reforça a necessidade dos profissionais de marketing anteciparem as mudanças do mercado e procurarem proativamente novos caminhos para além das plataformas estabelecidas. Num mundo onde as plataformas de publicidade parecem estar numa passagem só de ida para o lixo, vamos permanecer ágeis, experimentais e um passo à frente.

Indo das respostas às experiências

A era de ser apenas um lugar para encontrar respostas está desaparecendo para o Google. Sentindo a pressão de rivais de IA como o ChatGPT, o gigante das buscas está tomando uma atitude ousada: mudando seu foco de respostas para experiências enriquecedoras.

Não se trata apenas de ajustar algoritmos; é uma mudança fundamental na forma como o Google vê seu papel no cenário da informação.

Leia também: Google anuncia seu chatbot Bard. Qual será o impacto em SEO e no marketing digital?

O Google está claramente ameaçado pelo ChatGPT como um mecanismo para se obter respostas. Se os usuários acessam o ChatGPT para ter respostas às suas perguntas, há menos sessões que eles podem monetizar.

Percebendo essa ameaça, o Google está dinamizando sua estratégia para reter o engajamento do usuário, priorizando experiências e personalização. A iniciativa envolve uma atualização significativa em suas diretrizes EAT (Expertise, Authoritativeness, Trustworthiness), colocando uma nova ênfase na experiência do mundo real dos criadores de conteúdo.

Um resultado intrigante disso é a introdução da Search Generative Experience, desenvolvida por LLMs (Large Language Models, ou grande modelos de linguagem), um recurso que adiciona uma resposta gerada própria aos resultados de pesquisa.

Essa melhoria não apenas altera a experiência de pesquisa, mas também se alinha com a mudança abrangente em direção a um conteúdo que prioriza a qualidade em vez da quantidade.

Leia também: O que é a Search Generative Experience que chegou ao Brasil e como impacta o SEO?

Além disso, o Google lançou o recurso de Perspectivas, um novo filtro que concede aos usuários acesso a conteúdo selecionado de diversas plataformas, como YouTube, Reddit, TripAdvisor e fóruns de nicho.

Esta mudança significa um afastamento de uma abordagem exclusivamente orientada por algoritmos, reconhecendo o valor do conteúdo com curadoria do usuário no enriquecimento dos resultados de pesquisa. Eles acreditam que seu modelo baseado em indexação pode lhes dar uma vantagem ao responderem a usuários do mundo real. Isso é algo que o ChatGPT não tem.

Perspectivas do Google

A mudança de paradigma em direção ao conteúdo experiencial torna-se claramente aparente em junho de 2023, com o Reddit tendo um aumento substancial na visibilidade dos resultados de pesquisa.

As sessões mensais dispararam de 69 milhões para impressionantes 200 milhões. O catalisador disso? Conversas do Reddit se transformando em repositórios inestimáveis ​​de experiências da vida real, respondendo a dúvidas por meio de discussões envolventes.

O pivô do Google em relação às experiências é mais do que apenas uma mudança tática; é uma profecia para o futuro da criação de conteúdo e exploração digital.

A lição é clara: os criadores de conteúdo e profissionais de marketing devem recalibrar suas estratégias para se alinharem à priorização de experiências do Google.

O conteúdo que não apenas fornece informações, mas também reúne uma narrativa rica em experiências do mundo real, está preparado para captar a atenção dos sites de busca e dos usuários, definindo uma nova era na criação de conteúdo e na exploração digital.

Nesta nova era, o segredo do sucesso não está em saber tudo, mas em oferecer experiências que despertem a curiosidade, aprofundem a compreensão e formem conexões significativas.

Como o Google está respondendo a isso?

  • EAT 2.0: Os principais critérios de ranqueamento do Google estão passando por uma reformulação. Expertise, autoridade e confiabilidade estão agora interligadas com a experiência do mundo real. Os criadores de conteúdo com conhecimento em primeira mão e perspectivas únicas subirão no ranking.
  • Experiência generativa de pesquisa (SGE): Imagine resultados de pesquisa com respostas instantâneas, atualizações ao vivo e elementos interativos. A SGE aproveita os LLMs do Google para transformar informações em experiências dinâmicas, misturando pesquisa e exploração.
  • Perspectivas: O Google abre as portas para a web com curadoria de usuários. O recurso de Perspectivas permite filtrar resultados por meio de diversas vozes em plataformas como YouTube, Reddit e fóruns. Essa mudança de silos orientados por algoritmos para insights alimentados pela comunidade acrescenta um toque humano à jornada de pesquisa.

O que criadores de conteúdo e profissionais de marketing devem aprender com isso?

  • Abrace histórias e narrativas do mundo real. Crie conteúdo que vá além de fatos e números, oferecendo insights e perspectivas baseadas em suas experiências únicas.
  • Envolva-se com sua comunidade. Construa relacionamentos com seu público em diversas plataformas, não apenas no seu site. Participe ativamente de fóruns, discussões e sessões de perguntas e respostas.
  • Concentre-se em qualidade em vez de quantidade. Invista em conteúdo autêntico e bem pesquisado que agregue valor genuíno. A era do excesso superficial de palavras-chave acabou.

Conclusões

Três poderosas ondas estão transformando o cenário da criação de conteúdo e marketing, delineando um caminho para marcas que buscam relevância numa era dominada pela IA e pela evolução dos algoritmos de busca.

A primeira reforça o desafio colocado pelo excesso de conteúdo medíocre que satura o espaço de marketing. A necessidade das marcas superarem essa concorrência se torna essencial.

Essa inundação necessita de uma mudança estratégica em direção a conteúdos de alta qualidade que não só captem a atenção, mas também proporcionem valor genuíno.

Ao mesmo tempo, um segundo acontecimento se desdobra no meio dos sites de busca que priorizam experiências envolventes e perspectivas diversas em vez de simplesmente entregar informações, com o Google tomando medidas proactivas para garantir o seu território contra a influência crescente do ChatGPT.

A estratégia de defesa é clara: favorecer experiências e perspectivas dos usuários. Isto marca um afastamento da era da abundância de informação para uma era onde a qualidade do conteúdo é fundamental, principalmente a sua dimensão experiencial. Não se trata apenas de responder perguntas, e sim de oferecer insights, histórias e perspectivas que repercutam no público.

A terceira questão é sobre grandes plataformas de anúncios e a oportunidade para os profissionais de marketing descobrirem novos caminhos no que diz respeito à distribuição de conteúdo. 

O ponto ideal está na elaboração de conteúdo altamente experiencial, o tipo de conteúdo que não apenas informa, mas envolve o público em narrativas, experiências e perspectivas.

Os principais rebrandings de 2023 – e o que podemos aprender com eles

Você também está com a sensação que piscou e o ano acabou? Mas, ao mesmo tempo, temos que admitir que nesse 2023 muita coisa aconteceu. 

A Inteligência Artificial explodiu e se tornou o principal assunto das rodas de marketing e negócios — e, nessas conversas, teve gente que comemorou e gente que ficou com o pé atrás.

Outro assunto que veio a tona mais que o “normal” (e também acabou dividindo opiniões) ao longo de 2023 foi o “rebranding”. Alguns a gente amou e ficou babando na genialidade ao redesenhar uma marca, outros nos deixaram na dúvida se realmente entendeu a proposta, e claro que alguns outros a internet simplesmente não perdoou.

É por isso que, nesse artigo, vou relembrar com você os principais rebrandings de 2023, o que motivou as marcas a abraçarem a mudança, e também quero compartilhar um pouquinho de como fizemos isso aqui na Rock Content com um de nossos principais produtos:  WriterAccess, nosso marketplace de conteúdo.

Atenção: Não vai ser meu objetivo aqui falar se gostei ou não das escolhas feitas pelas marcas, ok?! Vamos focar nas motivações estratégicas e os resultados. Quer saber a minha opinião pessoal? Me chama lá no LinkedIn, vai ser um prazer conversar contigo. 

Mas, antes de tudo, o que é rebranding?

Aqui no blog da Rock Content, tem um texto incrível do Cayo que vai te contar tudo sobre branding. Mas, se você estiver com pouco tempo, aqui vai um resumão.

Antes do rebrand vem o brand

Construir uma marca não é uma tarefa fácil, é preciso trabalhar diariamente para que as pessoas comecem a associar a seu produto a mensagem, a uma função. 

Todo profissional de marketing quer que seu produto seja lembrando espontaneamente pelos clientes. Nós trabalhamos para criar marcas que sejam memoráveis.

Assim, quando falamos de rebranding, não estamos falando apenas de mudar os elementos visuais de uma marca, estamos falando de algo maior, que precisa ter uma estratégia, que precisa ser muito bem pesado antes de ser implementado – e é isso que vamos analisar dentro da nossa lista de rebrandings de 2023. 

Na era das redes sociais, onde os clientes estão ativamente expressando suas opiniões, uma empresa que investe em redesenhar sua marca está automaticamente disposta a passar por um momento de desconforto com a sua audiência. 

Então por que fazer isso? O que leva uma marca a optar por um rebranding? A necessidade de comunicar uma mudança estratégica, que envolve alterações no propósito e na proposta de valor da marca. 

O rebranding impacta a essência da marca em diversos níveis, exigindo uma abordagem mais profunda.

Ao optar por fazer um processo de rebranding, as empresas estão buscando comunicar para o mercado mudanças tanto internas quanto externas, como fusões, mudanças na visão dos executivos, novas tecnologias ou concorrentes. 

Esse não é um processo simples de ser feito e, normalmente, reflete um trabalho de muitos meses (ou até anos). 

Aqui estão 10 grandes rebrandings de 2023

WriterAccess

Para começar essa retrospective dos maiores rebrandings de 2023, nada melhor do que falar de um projeto que tocamos aqui dentro da Rock Content em um de nossos principais produtos: WriterAccess, nosso marketplace de conteúdo.

Em abril de 2022, a Rock Content deu um passo significativo em direção à expansão de sua oferta de serviços de Marketing de Conteúdo ao adquirir a WriterAccess, um marketplace sediado nos EUA especializado em conectar talentos freelancers (como redatores, editores, designers e estrategistas digitais) a clientes que buscam conteúdo de alta qualidade. 

Após anúncio da aquisição, a logo de WriterAccess passou a ter uma tag “by Rock Content”. Mas sabíamos desde o princípio que esta seria uma mudança provisória.

No início de 2023, chegou o momento de atualizarmos realmente a identidade visual.

Com a nova logo, buscamos comunicar para o mercado que WriterAccess agora é parte integral do leque que produtos da Rock Content. 

Para que o produto tivesse coesão com as demais soluções da Content Cloud (Ion, Studio e Stage), o verde de WriterAccess deu lugar para o azul da Rock Content. A tipografia e o ícone também foram atualizados, dando coesão entre todos os nossos produtos.

Nokia

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No final de fevereiro, pela primeira vez em 60 anos, a Nokia lançou sua nova identidade de marca, que incluia um novo logotipo, acompanhado por uma paleta de cores vibrante. 

A mudança tinha como objetivo transformar a percepção da Nokia de uma empresa de telefones celulares para uma inovadora empresa de tecnologia B2B.

Na nova logo, predominam características geométricas e abstratas, substituído a tipografia clássica. 

A Lippincott, que trabalha com a Nokia a mais de 15 anos, simplificou as letras do logotipo para que se leiam como “Nokia” apenas quando estão juntas, e a forma de algumas letras também foram reaproveitadas como gráficos distintos. 

Outra mudança foi no propósito de marca para: “Na Nokia, criamos tecnologia que ajuda o mundo a agir em conjunto”, a fim de refletir a criação de tecnologia que promove a ação global.

Johnson & Johnson

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Esse foi um dos rebrandings de 2023 que gerou controvérsias na internet. Quando a Johnson & Johnson fez o anúncio do seu rebrand, também foi para anunciar uma mudança de posicionamento. A nova identidade visual marcou uma mudança significativa, substituindo a tradicional fonte cursiva do logotipo por uma abordagem mais moderna. 

Essa alteração teve como objetivo refletir uma transformação mais ampla na empresa, que passou a se concentrar em inovações em saúde e os desafios mais complexos na área.

Essa transformação incluiu a renomeação da divisão farmacêutica, que era anteriormente conhecida Janssen, para Johnson & Johnson Innovative Medicine. Além disso, a linha de produtos de consumo, mais amplamente conhecida, incluindo as marcas BandAid e Listerine, passaram a ser chamadas de Kenvue. 

Porem, a estratégia de reposicionamento optou por fazer essa transição de forma gradual, e assim manter temporariamente o nome Johnson & Johnson nos produtos até ocorra uma substituição completa do estoque.

A mudança de design, do logotipo que era utilizado desde 1987, foi conduzida pela Wolff Olins, dando prioridade em construir uma identidade online que fosse mais eficaz e, assim, mais alinhando com as demandas da Era Digital. 

Isso envolveu não apenas a modernização do logotipo, mas também manter a cor vermelha e o símbolo “&”, que foi redesenhado para ser mais globalmente reconhecível. 

A nova logo da Johnson & Johnson não só está alinhada com as tendências atuais de design farmacêutico, como também pode ser vista na identidade Kenvue e no recente redesenho da GSK (também pela Wolff Olins). E certamente fornece um sinal visual de que a marca mudou. 

Western Union

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A Western Union é globalmente conhecida quando falamos em transações financeiras. A empresa está presente em mais de 200 países e territórios e, em 2023, também foi uma da empresa que anunciou o seu rebrand. 

Diante do crescente uso de pagamentos digitais e da diminuição de serviços bancários tradicionais, a Western Union fez seu rebranding para alinhar a empresa com as expectativas dos consumidores e criar uma ponte entre seus serviços atuais e futuros, investindo em sua plataforma online e aplicativo.

O rebranding foi liderado pela agência Love Street and Company de Los Angeles. 

O novo logotipo representa uma mudança significativa quando comparamos à identidade anterior da empresa. O novo design é mais moderno e dinâmico. 

A mudança incluiu a alteração da tipografia e criação de um monograma abstrato. A paleta de cores, com o tradicional amarelo vibrante, foi mantida para dar continuidade de reconhecimento de marca.

Pepsi

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Para celebrar seus 125 anos, a A Pepsi anunciou o seu rebranding primeiro na América do Norte e, ao logo de 2024, no mundo todo. 

Após quase 15 anos desde a última atualização, a empresa trouxe uma homenagem à rica herança da marca, incorporando elementos contemporâneos.

O novo logotipo se destaca pela tipografia personalizada em negrito, introduzindo um “pulso” característico e uma paleta de cores atualizada. O preto ganha destaque, refletindo o compromisso da marca com a Pepsi Zero Sugar, que é uma das tendências de consumo atuais. 

Além disso, a Pepsi buscou não apenas modernizar sua imagem, mas também garantir flexibilidade e impacto em um mundo digital em constante expansão

A introdução de movimento e animação na nova identidade visual visa proporcionar versatilidade em diferentes contextos, desde prateleiras de varejo até espaços digitais, permitindo colaborações criativas e mantendo a marca relevante em diferentes pontos de contato. 

Max

Em um primeiro momento, talvez você tenha estranhado a notícia que o HBO Max ia passar a ser chamado apenas de Max. Mas, quando analisamos a estratégia por trás dessa ação, fica claro que o rebranding era necessário.

Em uma primeira análise, o objetivo foi apresentar a mistura da programação. Inicialmente, a HBO Max era o sucessor da HBO, mas incluía conteúdo além das ofertas tradicionais do canal a cabo. 

Por isso, ao adotar o nome Max, a Warner Bros. Discovery quis destacar que, dentro do streaming, há conteúdos mais diversificados para além da HBO.

Outro favor que motivou o rebranding foi o desejo de tornar o serviço de streaming mais “amigável para a família”, uma vez que a marca HBO poderia estar limitando o alcance do serviço para famílias com crianças.

Reddit

O Reddit passou por uma transformação significativa em sua identidade visual, marcando uma nova fase em sua história. 

O projeto, em parceria com a agência de design Pentagram, resultou em uma identidade visual mais coesa e atualizada, com destaque para a icônica mascote Snoo, que agora possui uma versão em 3D.

Além da revitalização da mascote, o redesenho incluiu a introdução de novas tipografias, como a Reddit Sans e a Reddit Display, bem como uma paleta de cores expandida para representar a vibrante diversidade das comunidades presentes na plataforma. 

O novo logotipo, composto pela cabeça estilizada do Snoo e a marca nominal “Reddit”, reflete a evolução da plataforma para uma era mais madura, preparando-se para uma possível oferta pública inicial em 2024.

A plataforma utilizou o rebranding para reafirma seu compromisso em ser o ponto de encontro digital para comunidades de todos os tipos, celebrando a inclusão e a expressão criativa de seus usuários.

Petz 

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Ao fazer o seu rebranding, a Petz tinha o objetivo de integrar suas marcas próprias e serviços. A empresa buscou mostrar que oferece mais do que apenas produtos, tornando-se um ecossistema completo para tutores e seus animais de estimação. 

A transformação inclui a unificação de aplicativos, facilitando o acesso a serviços veterinários e de banho, e a repaginação do programa de fidelidade, agora chamado de Clubz. 

Sobre o novo design foi criado pela agência Ginga, trazendo uma nova logo que, apesar de apresentar um peso maior, ainda mantém uma aparência sintática e carismática. 

Essa foi uma identidade desenvolvida para funcionar tanto no offline, em lojas físicas, quanto online no app, site e redes sociais.  

Itaú

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Outra marca que, na lista dos rebrandings de 2023, movimentou a internet.

O banco Itaú é o líder no ranking de marcas mais valiosas do Brasil em 2023 e, quando anunciou seu rebranding optando por uma transformação profunda em sua identidade visual, chamou a atenção de todo o mercado brasileiro.

A nova identidade preserva elementos como o uso do quadrado abaulado, associado à pedra preta (itaú em tupi-guarani), destacando ainda mais esses símbolos e modernizando a comunicação. O design flexível e contemporâneo transmite uma imagem de segurança, cuidado e prontidão para atender as necessidades dos clientes.

Além das mudanças visuais, a estratégia inclui a atualização da tagline para “Feito de Futuro”, reforçando o compromisso do Itaú com as futuras gerações. 

A paleta de cores foi repensada para reforçar os valores de flexibilidade e modernidade, categorizando cada área de atuação do banco por cores distintas. 

A tipografia também passou por ajustes, tornando-se mais ousada e arredondada, visando uma maior legibilidade e uma conexão mais próxima com o público.

A mudança na tipografia, juntamente com a associação de cores, busca criar uma atmosfera amigável e acessível para todas as gerações. 

Twitter X

Posso falar sem medo de estar errada, entre os rebrandings de 2023, o mais polêmico foi o Twitter. Esse case ainda vai ser comentado por muitos anos nas aulas de marketing pelo mundo. 

Mas, caso você esteve em outro planeta ou off do mundo digital e quer se inteirar sobre o caso do Twitter, a história completa foi contada em nosso blog post

O rebranding do Twitter, agora chamado de “X”, aconteceu sobre a liderança de Elon Musk. 

Desde que Musk adquiriu oficial a rede social em 2023, a empresa passou por mudanças drásticas. Quem lembra da demissão de cerca de 80% de seus funcionários? Ou da introdução de medidas como limitar o número de postagens e mensagens diretas?

Sobre o rebranding, o anúncio veio após uma série de tweets misteriosos de Musk, revelando o novo nome e logotipo. 

A mudança para “X” reflete a visão de Musk de transformar o Twitter em um “aplicativo completo”, ou “super app”, semelhante ao chinês WeChat, incorporando não apenas interações sociais, mas também funcionalidades financeiras e de compras. 

A escolha da letra “X” é consistente com a visão de Musk, que já usou a mesma letra em sua empresa SpaceX.

Para muitos especialistas em marketing, a mudança foi um erro, pois destruiu uma marca construída ao longo de 17 anos, além de diversas outras críticas e memes que surgiram após o anúncio do rebranding.

E, afinal, por que tantas marcas fizeram rebranding em 2023?

Você provavelmente já deve ter percebido que desde a COVID-19, o mundo vem passando por grandes mudanças e cada vez mais aceleradas. No mundo do branding isso não é diferente. 

Um estudo feito pela Hanover Research mostrou que 75% das empresas passaram por uma reformulação de marca desde 2020. Já uma pesquisa feita pela UPCity em 2022 concluiu que 51% das empresas alteram sua identidade visual desde a pandemia da COVID-19

Mas o que tem motivado essas empresas a investirem nesse tipo de reposicionamento? 

Pelo que consegui perceber ao estudar sobre o assunto, chego a dois pontos principais: necessidade e oportunidade

A necessidade é motivada por razões como fusão, mudança na liderança ou uma crise que impacta a forma como a empresa é percebida pelo público.

Já a oportunidade, surge de expectativa de crescimento, mudança significativa no produto ou serviço, ou até uma reorganização da empresa diante do mercado. 

Independente do motivo que leve uma empresa a investir no rebranding, esse é um processo que demanda tempo, e que não traz ganhos financeiros em um curto prazo, e dependendo das estratégias escolhidas pode trazer um desconforto para o público. Mas é sempre (ou deveria ser) uma estratégia que busca construir um futuro melhor. 

Teve mais uma centena de marcas que fizeram parte dos rebrandings de 2023, mas essa é a nossa lista. Teve alguma marca aqui que também chamou sua atenção? Se você fosse escrever esse texto, teria escolhido outras marcas para relembrar? 

Compartilhe esse texto nas redes sociais contando a sua opinião pra gente.

Desafios do marketing de filmes em tempos de greves de atores

É curioso pensar em uma greve que reúne todo o elenco de profissionais de Hollywood, desde roteiristas e equipe até atores mundialmente famosos. Mas é exatamente isso que estamos vivenciando agora. Novas séries e conteúdo cinematográfico estão parados, enquanto aqueles responsáveis por lhes dar vida buscam condições de trabalho mais justas e reconhecimento.

A indústria do entretenimento, um reino de criatividade e inovação, está enfrentando um desafio sem precedentes: roteiristas e atores uniram-se em um esforço coletivo, envolvendo-se em greves que estão causando inquietações pelo cenário do marketing de filmes.

A greve do Sindicato de Roteiristas da América (WGA), iniciada em 2 de maio, reuniu mais de 11.000 roteiristas em sua causa. Seguindo o exemplo, a greve do Sindicato de Atores de Cinema (SAG), que surgiu em junho de 2023, contou com o apoio impressionante de 65.000 atores.

As demandas expressas por essas greves abrangem contratos justos, estabilidade salarial e a resolução de questões relacionadas ao avanço tecnológico. Mas à medida que as greves persistem, seus efeitos se espalham profundamente, alterando de maneira significativa estratégias de promoção, paradigmas de publicidade e o panorama do marketing de filmes — revelando caminhos até então inexplorados.

Greves na indústria do entretenimento

A base dessas greves é construída sobre questões fundamentais que assolam a indústria do entretenimento. Roteiristas e atores estão defendendo seus direitos em uma era marcada por avanços tecnológicos transformadores, como o surgimento de plataformas de streaming e entrega de conteúdo digital.

Essas mudanças alteraram modelos de receita, levando os sindicatos a se unirem em prol de estruturas de compensação que melhor reflitam o cenário contemporâneo da mídia. A greve dos atores, em particular, destaca a necessidade de compensação justa, à medida que os atores veem seu trabalho transcender as tradicionais telas de cinema e alcançar telas digitais de vários tamanhos em todo o mundo.

Mas como isso afeta a publicidade de produções cinematográficas? Bem, promover um filme é uma “dança complexa” que envolve a coreografia poderosa das estrelas, narrativas envolventes e estratégias de marketing inovadoras. No entanto, podemos dizer que a greve dos atores perturbou esse equilíbrio.

A ausência de estrelas-chave em eventos de promoção e circuitos de imprensa levou os estúdios a repensarem suas abordagens: os tapetes vermelhos continuam guardados, os programas noturnos carecem de seu carisma habitual e as entrevistas não são as mesmas sem o atrativo das estrelas. Os estúdios agora enfrentam o desafio de capturar a atenção do público sem a presença ilustre de seus atores favoritos.

Diante dessas greves, anunciantes e profissionais de marketing estão reformulando suas estratégias. Canais tradicionais, como comerciais de TV e outdoors, estão passando por uma metamorfose à medida que os estúdios se voltam para táticas mais inventivas.

As mídias sociais, antes um complemento à publicidade tradicional, agora estão assumindo o centro do palco. Os estúdios estão investindo em campanhas interativas, conteúdo sobre os bastidores e iniciativas de engajamento dos fãs para gerar interesse.

Essa mudança reflete a percepção da indústria de que, na ausência de meios promocionais tradicionais, o ambiente virtual pode ser explorado para manter o interesse do público.

→ Saiba como criar Conteúdo Interativo para sua estratégia de marketing

Estratégias eficazes de marketing de filmes

Em meio à turbulência, uma nova era de estratégias de marketing de filmes está surgindo. Os estúdios estão reavaliando sua dependência do modelo centrado nas estrelas e adotando abordagens alternativas. O foco está mudando para um storytelling que vai além de atores específicos e que ressoa com públicos diversos.

Além disso, profissionais de marketing na indústria cinematográfica estão explorando parcerias com talentos menos conhecidos, dando espaço para novas perspectivas e esforços promocionais econômicos. No meio desses tempos tumultuados na indústria do entretenimento, uma coisa fica bem clara: a resiliência e a inovação são os maiores ativos da indústria.

As greves de roteiristas e atores podem ter inaugurado uma era de incerteza, mas também catalisaram uma onda de criatividade e pensamento estratégico. Profissionais de marketing de filmes e estúdios estão aproveitando este momento como uma oportunidade para reavaliar sua abordagem para engajamento do público.

A ausência do poder das estrelas tem ido de encontro a uma vontade de contar histórias cativantes que ressoam com espectadores em todo o mundo. Isso representa uma mudança drástica na indústria, inaugurando uma nova era em que a qualidade do conteúdo e sua capacidade de cativar o público sobressaem à tradicional dependência do esplendor dos famosos.

O impacto disruptivo das greves de atores no marketing de filmes não é apenas um desafio; é um catalisador para a transformação. Essas greves estão compelindo a indústria a enfrentar questões há muito tempo varridas para debaixo do tapete vermelho de Hollywood, buscando uma remuneração justa e estruturas de compensação que reconheçam as mudanças tecnológicas em curso.

À medida que a poeira baixa e as greves caminham em direção à resolução, acredito firmemente que a indústria do entretenimento emergirá mais forte e mais sintonizada com a era digital. A resiliência demonstrada durante essas disputas trabalhistas serve como um testemunho do espírito persistente da indústria, demonstrando que mesmo diante da adversidade, ela tem a capacidade de evoluir, se adaptar e continuar entregando a magia do cinema ao público mundial.

Navegando nos Desafios de Marketing de Filmes em Meio às Greves de Atores - pessoas assistindo a um filme (imagem ilustrativa)

Navegando nos Desafios de Marketing de Filmes em Meio às Greves de Atores - pessoas assistindo a um filme (imagem ilustrativa)

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Acordo com influenciadores: prós e contras

O surgimento do marketing de influência no rastro das greves de atores coloca uma faca de dois gumes no centro do marketing de filmes. Por um lado, ele oferece uma espécie de “boia salva-vidas” para estúdios que buscam manter seu poder promocional na ausência das estrelas. Influenciadores, com seus seguidores dedicados e vozes autênticas, oferecem uma maneira de se conectar com o público em um nível pessoal.

Por outro lado, essa mudança para campanhas centradas em influenciadores traz um novo conjunto de considerações. A autenticidade se torna fundamental, pois os espectadores percebem rápido quando as recomendações parecem forçadas. Parcerias bem-sucedidas com influenciadores dependem não apenas do alcance, mas da harmonização de valores, interesses e da capacidade de transmitir a essência do filme de uma maneira que ressoe com seu público.

Além disso, a crescente dependência dos influenciadores tem profundas implicações para a realidade desses indivíduos: à medida que os profissionais de marketing de filmes competem cada vez mais por parcerias, os influenciadores têm mais oportunidades à disposição.

Dessa forma, eles estão agora em posição de ditar regras e buscar acordos alinhados com sua marca pessoal. Essa mudança destaca a necessidade de estúdios se envolverem em negociações transparentes e criar colaborações mutuamente benéficas.

Por último, as greves aceleraram de forma não intencional a maturação do marketing de influência na indústria cinematográfica, levando tanto estúdios quanto influenciadores a melhorar seu desempenho e entregar conteúdo que realmente cativa o público.

Considerações finais

A agitação infligida à indústria do entretenimento pelas greves lideradas por roteiristas e atores sem dúvidas se tornou o catalisador para uma transformação profunda no campo do marketing de filmes.

É um momento crucial que demanda uma mudança de paradigma e pensamento inovador. Tradições estabelecidas há muito tempo estão sendo questionadas, levando a indústria a explorar caminhos não convencionais que aproveitem o potencial do mundo digital.

Mas nesta era de incerteza, uma coisa é clara: a indústria do entretenimento está provando seu valor, demonstrando resiliência diante de desafios nunca experimentados.

Conforme as disputas trabalhistas evoluem, a indústria do entretenimento está moldando um futuro que se alinha com as dinâmicas em constante mudança da era digital. As estratégias que estão sendo criadas hoje refletem a capacidade de adaptação da indústria e seu compromisso inabalável de entregar conteúdo cativante para audiências globais.

É uma jornada em território desconhecido, onde a criatividade e a inovação reinam supremas, abrindo o caminho para uma nova era no marketing de filmes!

É o fim do Twitter? O que os profissionais de Marketing devem saber sobre o rebranding de Elon Musk do Twitter para X

Desde que Elon Musk adquiriu o Twitter em outubro do ano passado por modestos $44 bilhões, ele demitiu aproximadamente 80% de seus funcionários e introduziu mudanças controversas na plataforma, o que causou frustração entre os usuários.

Em 2022, compilamos algumas dessas mudanças e apresentamos uma retrospectiva desse ano controverso do Twitter.

Cerca de um mês atrás, ele anunciou limitações no número de postagens e mensagens diretas na plataforma, direcionadas principalmente aos usuários sem o selo de verificação azul.

No entanto, desta vez, após uma série misteriosa de tweets na noite de domingo, 23, Musk revelou em sua própria rede social que o Twitter está passando por um processo de rebranding e agora se chama “X.” Ele então apresentou o novo logotipo, apresentando um “X” preto e branco em vez do antigo pássaro azul.

Razões e motivações por trás do rebranding do Twitter

Elon Musk tem falado sobre sua intenção de criar o que ele chama de “aplicativo completo” há algum tempo. Quando ele adquiriu o Twitter, ele twittou (ainda podemos dizer “twittou” para esse período?) de sua conta: “Comprar o Twitter vai acelerar a criação do X, o aplicativo completo.

Ele estava proponSua ideia seria algo semelhante ao chinês WeChat, onde os usuários não apenas encontram entretenimento, mas também fazem compras e realizam outras transações financeiras.

De acordo com Walter Isaacson, que já estava escrevendo a biografia de Elon Musk antes mesmo da aquisição do Twitter, Musk enviou uma mensagem para ele, dizendo: “Estou muito animado para finalmente implementar o X.com como deveria ser, usando o Twitter como um acelerante!”

Mas por que substituir o nome da marca? Por que remover o logotipo do pássaro?

Isaacson também lembrou que, no início dos anos 2000, Musk já havia planejado usar a marca “X.com” para o que mais tarde se tornou o PayPal, mas não conseguiu convencer seus investidores na época.

No entanto, Musk reforçou seu misterioso desejo de usar a letra “X” em uma de suas marcas. Em 2002, ele nomeou sua empresa aeroespacial de SpaceX.

Como de costume, Musk esclareceu isso para os usuários do Twitter (agora conhecido como “X”):

“O Twitter foi adquirido pela X Corp tanto para garantir a liberdade de expressão quanto como um acelerador para o X, o aplicativo completo. Isso não é apenas uma simples mudança de nome da empresa, mas fazendo a mesma coisa.

O nome Twitter fazia sentido quando eram apenas mensagens de 140 caracteres indo e vindo – como pássaros twittando – mas agora você pode postar quase qualquer coisa, incluindo várias horas de vídeo.

Nos próximos meses, adicionaremos comunicações abrangentes e a capacidade de conduzir todo o seu mundo financeiro. O nome Twitter não faz sentido nesse contexto, então devemos nos despedir do pássaro.”

Linda Yaccarino, a CEO recentemente contratada do Twitter (agora X), acrescentou ainda: “X é o estado futuro de interatividade ilimitada – centrado em áudio, vídeo, mensagens, pagamentos/bancos – criando um mercado global para ideias, bens, serviços e oportunidades. Impulsionado pela inteligência artificial, o X nos conectará de maneiras que estamos apenas começando a imaginar.”

O que os especialistas estão dizendo sobre o rebranding do twitter?

Desde que o rebranding foi anunciado, muitos especialistas em marketing criticaram a decisão. Alguns deles estão firmes em afirmar que essa mudança é um grande erro. Aqui estão algumas dessas opiniões:

  • Becci Salmon, diretora de design da agência de publicidade FCB London, pertencente à IPG: Segundo o The Drum, Salmon diz que “Há muito a ser dito sobre a equidade da marca – a reputação e o reconhecimento do Twitter não foram construídos da noite para o dia,” e “Twitter, tweets, twittar – tudo isso faz parte do vocabulário, uma familiaridade que foi construída ao longo de 17 anos. [Musk está] destruindo uma marca que tem sido fundamental nas mídias sociais… minha primeira reação foi pensar que isso é algo que apenas um bilionário em uma viagem de ego faria.”

  • Mike Proulx, diretor de pesquisa e vice-presidente da Forrester: “Enquanto a visão de Musk é transformar o ‘X’ em um ‘aplicativo completo’, isso levará tempo, dinheiro e pessoas – três coisas que a empresa já não tem mais,” e também acrescentou que Musk “destruiu sozinho mais de quinze anos de uma marca que conquistou seu lugar em nosso léxico cultural,”

  • Richard Michie, CEO e fundador da The Marketing Optimist: Michie chamou o rebranding de “suicídio absoluto de marketing” e disse que “Elon Musk tem dado uma aula magistral sobre como matar uma marca com uma morte lenta e dolorosa.”

  • Mark Ritson, doutor em Marketing e ex-professor em programas de MBA de importantes escolas de negócios, incluindo a London Business School e o MIT: Ritson escreveu um artigo para o MarketingWeek listando “12 razões pelas quais o rebranding do Twitter para X é um erro” e disse “Ele está tomando essas decisões sozinho. Correndo nu durante a noite. Impulsionado pelo ego e um desejo veemente de tornar sua aquisição errada um sucesso.”

O que significa esse rebranding para os profissionais de marketing e empresas?

Há um pouco mais de duas semanas, o próprio Musk twittou: “Ainda estamos com fluxo de caixa negativo, devido a uma queda de ~50% na receita de publicidade, além de uma pesada carga de dívidas. Precisamos alcançar um fluxo de caixa positivo antes de termos o luxo de qualquer outra coisa“, em resposta a sugestões de recapitalização de usuários.

Mas com o que devemos realmente nos preocupar?

Uma pesquisa realizada pelo Pew Research Center, publicada em maio, fornece alguns dados sobre o comportamento dos usuários americanos na plataforma que preocupa os profissionais de marketing sobre seu potencial. Vale ressaltar que os Estados Unidos ocupam o primeiro lugar em número de usuários no Twitter.

A pesquisa do Pew Research Center destaca dois pontos principais:

  • Aqueles que usaram o Twitter no último ano relataram ter feito uma pausa na plataforma durante esse período.
  • Um quarto deles afirma que é pouco provável ou nada provável que estarão no Twitter daqui a um ano.

A verdade é que, com as pessoas considerando deixar a plataforma, as empresas estão hesitantes em investir em publicidade no Twitter. Na tentativa de lidar com isso, parece que a rede social do bilionário Musk tem tomado algumas ações rápidas.

Por exemplo, pouco antes do anúncio do rebranding, Musk postou que um plano de monetização estará disponível para qualquer pessoa que se junte à conta verificada.

Isso significa que os usuários terão a chance de ganhar dinheiro com anúncios que podem ser vistos em seus perfis, desde que paguem para ter uma conta verificada.

O futuro incerto da X.com

Para mim, parece que a X.com está fazendo uma tentativa desesperada para manter os “dois pássaros na mão”.

Com isso, a empresa assume uma posição de atrair os usuários de contas verificadas (pagas), tornando a adesão mais atraente (especialmente para criadores de conteúdo) e, consequentemente, aumentar o investimento dos anunciantes na plataforma.

No meio de tudo isso, outras redes sociais podem se beneficiar do momento e atrair a atenção dos anunciantes, incluindo a Threads, lançada recentemente.

Após experimentar uma queda significativa no número de usuários ativos, o aplicativo concorrente criado pela Meta e integrado com o Instagram tem uma grande chance de crescer novamente em meio à crise enfrentada pelo que agora é conhecido como “X”.

Em resumo, o caminho do “X” permanece incerto. As escolhas da empresa nos próximos meses serão cruciais para que eles se mantenham competitivos no acirrado mundo das redes sociais. Do contrário abrirão vantagem para seus concorrentes. Portanto, fique atento para ver como tudo isso vai se desenrolar e descobrir, finalmente, onde apostar as suas fichas!

Geração Z: crie anúncios na medida com base em 3 dicas fundamentais

Você já parou para pensar como fazer com que os anúncios sejam ainda mais interessantes para os jovens nascidos entre 1995 e 2010, os chamados Geração Z?

Realizar criações para jovens deve contar com uma comunicação objetiva, inovadora e  divertida, isto é, deve se conectar de forma ágil com a realidade de cada um, apresentando o produto e o que ele pode proporcionar no dia a dia.

Essa missão não se trata de uma tarefa fácil, já que demanda esforços e muito conhecimento sobre esse público.

Por essa razão, ao longo deste conteúdo, será possível entender o que é a Geração Z, como ela impacta o mundo digital, o que esperar para o futuro e ainda dicas incríveis para criar um anúncio relevante. Boa leitura!

Entenda de uma vez por todas o que é a Geração Z

A Geração Z vem crescendo cada vez mais junto com a tecnologia, atuando diretamente nas tomadas de decisões. Assim, os jovens dessa geração estão preocupados com o futuro pessoal e do planeta, tornando-se mais unidos e atuantes em causas sociais e ambientais.

Enquadram-se nesse perfil, os nascidos entre 1995 e 2010, que atualmente são aqueles jovens prestes a entrarem para o mercado de trabalho.

São classificados nativos digitais, pois convivem com a internet e recursos tecnológicos desde muito cedo, sem esquecer da capacidade de aprendizagem com múltiplas fontes e objetos para essa finalidade.

De forma geral, os jovens da Geração Z têm sede de acompanhar tudo em tempo real,  comunicando-se quase que totalmente de forma online e imersos nos meios digitais.

O que esperar com a nova Geração Z?

Uma coisa é certa, a Geração Z é uma das mais conectadas e antenadas em todo o mundo, e essa realidade faz com que os jovens sejam os responsáveis em proporcionar soluções inovadoras para o futuro. 

No entanto, além dos avanços tecnológicos, também podemos esperar resoluções para problemas comuns presentes nas empresas e até mesmo aqueles que fazem parte da nossa sociedade atual, afinal, os jovens estão cada vez mais antenados e preparados para implementar grandes ideias.

Estudos mostram que a Geração Z conta com mais de 70% dos seus integrantes presentes em questões sociais ou políticas. Isso faz com que nos próximos 15 anos essa geração defina o rumo de toda indústria focada na Publicidade e no Marketing Digital.

Entende-se que as Agências de Marketing Digital necessitam reformular tudo o que já foi criado, utilizando áreas que desejam se aprofundar, e assim se adaptando às novas infraestruturas.

Tudo isso porque os jovens têm características e personalidades preparadas para beneficiar empresas e comunidades, sempre com estratégias capazes de proporcionar uma verdadeira harmonia entre as gerações.

Confira 3 dicas essenciais para criar anúncios para a Geração Z

Se você atua com a elaboração de anúncios, certamente já deve ter se perguntado em como torná-lo interessante para o público conhecido como Geração Z, certo?

Cores fortes, frases curtas, gírias, enfim… criar para jovens dessa geração pode parecer um desafio. Isso porque estamos falando de uma comunicação que tem a obrigatoriedade de ser inovadora, divertida e relevante.

Foque sempre em unir a realidade virtual com a desse público, mostrando que os produtos ali anunciados podem ser incríveis e dessa forma suprir as suas necessidades.

Pensando nisso, separamos três pontos fundamentais que devem fazer parte de uma criação de anúncio para o público incluído na Geração Z. Acompanhe!

1.  Seja culturalmente relevante

Para criar anúncios voltados a uma geração jovem, é imprescindível estar por dentro de tudo o que vem acontecendo no mundo, assuntos que estão em alta, e ainda como a sua marca pode se fazer presente nesse meio.

Isso só será possível se você deixar as conversões de lado e ir atrás de conversas, sempre visando conquistar audiências e consequentemente promover engajamento dentro da comunidade Z.

Pontos como gênero e etnias também devem fazer parte dos anúncios, uma vez que os jovens querem enxergar pessoas reais, que aparentam estar no mesmo ciclo social, mesma ideia etc. Foque diálogos bem humorados, sempre de forma fluida, natural e descolada.

Afinal, o que é relevante para a Geração Z?

No momento da criação, busque entender e mapear os interesses desse público, fazendo com que os anúncios sejam relevantes. 

Uma pesquisa realizada pelo Google, por exemplo, mostra que uma boa parte da Geração Z, o equivalente a 40%, prefere realizar pesquisas no TikTok e Instagram em vez de realizá-las no Google Search e Google Maps.

Outros dados fundamentais para entender essa relevância faz parte do Relatório Culture & Trends, onde mostra que:

  • 61% da Geração Z se define superfã de algo ou alguém;
  • 59% desse público utiliza aplicativos de vídeos, sempre em formatos curtos, para ficar por dentro dos fatos, e, caso desperte interesse, assiste a versões mais longas e completas;
  • 57% dessa geração afirma gostar de marcas que fazem o uso de memes;
  • cerca de 83% da Geração Z já fez uso do YouTube para assistir conteúdos de relaxamento;
  • 69% dessa comunidade diz assistir criadores ou conteúdos que causam uma sensação de conforto, enquanto 82% faz do YouTube um canal para relembrar momentos nostálgicos.

Assim, com base nessas informações, compreende-se que tudo aquilo que é novo, digital e fora dos padrões normais, torna-se relevante para prender a atenção e proporcionar curiosidade ao público da Geração Z.

2. Pense em camadas

Sons, imagens, legendas, mensagens, memes, enfim… todas as formas de chamar atenção devem transmitir uma sensação de conexão com o dia a dia de cada pessoa. Ou seja, os anúncios devem passar uma imagem de que foi feito especialmente para a pessoa que está visualizando tal anúncio.

Procure criar algo que demonstre uma personalização, mostrando conteúdos relevantes e importantes sobre o anúncio que está sendo passado.

Pense da seguinte forma: criar um vídeo com as tendências do momento só terá relevância se ele passar tudo o que for necessário para criar uma conexão emocional entre anúncio e Geração Z. 

A dica é sempre compreender os formatos que mais podem causar fluidez e, ao mesmo tempo, sanar as necessidades do público.

3. Entenda qual a linguagem mais adequada

De acordo com o YouTube Way, uma maneira de criar anúncios mais relevantes, é justamente apostar em uma linguagem que seja criativa. 

Com a Geração Z não é diferente. Algumas técnicas podem e devem ser utilizadas, principalmente para elaboração de conteúdos na plataforma YouTube. Entenda a seguir!

  • Imersão: fuja das mesmices e foque no visual, fazendo com que o usuário se transporte para outro universo, sempre apostando em uma beleza tecnológica bem elaborada, dando de fato a impressão de algo real.
  • Relaxamento para os sentidos: não intensifique a velocidade, pois os vídeos devem contemplar as informações, proporcionando momentos de prazer, regados com descanso e longe de ruídos em excesso.
  • Surreal e absurdo: um tipo de linguagem que usa o absurdo em forma de estratégia para eliminar a indiferença. O foco deve se atentar em fazer com que as pessoas sintam o que o anúncio quer passar, longe da incompreensão.
  • Som e fúria: anúncios que apostam no exagero para capturar usuários, muitas vezes não obtêm sucesso. Então, opte por gerar picos de atenção para que os usuários visualizem detalhadamente todos os conteúdos.

Além de todas essas dicas, é superimportante apostar em plataformas focadas em anúncios, como o Google Ads, por exemplo, que é capaz de gerar resultados quase que imediatos para o seu negócio, sempre auxiliando na busca por palavras-chaves e por potenciais clientes nos mais variados estágios do funil de vendas.

Além do Google ADS, você pode apostar no Instagram ADS, Facebook ADS ou qualquer plataforma que supra as suas necessidades.

Geração Z e a Era Digital

Enxergando a era digital como um verdadeiro pilar para a Geração Z, os nascidos dentro desse período são verdadeiros nativos digitais, convivendo com tablets e smartphones desde muito cedo, o que contribui para que a internet seja a principal característica dessa geração.

Os jovens da Geração Z não querem apenas esperar as mudanças, mas sim fazer parte delas. Não é à toa que aproximadamente 95% dessa geração tem acesso a smartphones e 97% acessa alguma plataforma digital, e, sendo assim, ambos utilizam mais de 5 redes sociais diferentes ao longo do dia.

Uma coisa é certa, a cultura digital passou por mudanças, criando novas conexões e se fazendo cada vez mais presente no mundo online. Desde seu nascimento, a Geração Z faz o uso da internet de forma facilitada, encontrando informações com apenas um clique.

A Geração Z se sente confortável mediante o uso de novas tecnologias, interessando-se principalmente por inovações fora do padrão, linguagens mais naturais e até mesmo memes, sendo vista como idealista e inovadora. Essa realidade pode ser útil para muitos setores, principalmente para os tecnológicos. 

Este post foi desenvolvido pela Inside Digital, agência parceira oficial da Rock Content. Conheça melhor esta e outras parceiras incríveis na nesta página.

Instagram Threads: nossas primeiras impressões sobre o novo concorrente do Twitter

Já faz quase uma semana desde o lançamento do Instagram Threads, a nova rede social da Meta que concorre diretamente com o Twitter do Elon Musk. E não é a primeira vez que o Instagram “copia” outras redes sociais, não é mesmo? Os próprios Stories e Reels foram criados para reproduzir os recursos do Snapchat e do TikTok.

O Threads chega em um momento em que o relacionamento entre o Twitter e seus usuários está em crise, já que a empresa tem limitado alguns recursos, especialmente para os usuários da versão gratuita. A empresa justifica essas ações tentando interromper a coleta em massa de dados, fazendo referência a empresas de IA. No início de julho, Elon Musk twittou dizendo que algumas dessas limitações eram “temporárias”.

O fato é que a insatisfação dos usuários tem levado muita gente a procurar outras opções, abrindo espaço para o Koo, Mastodon, Bluesky e, agora, para a versão da Meta do Twitter — o Threads.

Twitter x Threads: semelhanças e diferenças

Para começar, ao testar o Threads, posso dizer que me senti bastante familiarizada. Isso porque o layout e as principais funcionalidades são basicamente idênticos aos do Twitter.

É claro que existem algumas diferenças em termos de recursos e botões. Por exemplo, em vez de “Tweet”, temos “Novo Thread” para criar uma nova postagem, assim como “Repost” equivale a “Retweet”. Mas, no geral, é basicamente a mesma coisa.

Também é possível compartilhar facilmente seu “Thread” no Instagram Stories, devido à integração das duas redes.

Quanto às funcionalidades, para ser sincera, não creio que existam muitas diferenças entre elas. Mas uma coisa que o Instagram destacou como uma diferença importante é que o Threads é uma rede social descentralizada.

Adam Mosseri, CEO do Instagram, explicou neste podcast do New York Times que o Threads, assim como o Mastodon, é construído no ActivityPub. 

Isso significa que eventualmente, no futuro, será possível que diferentes redes sociais construídas no ActivityPub funcionem entre si e também permitir que os usuários importem seus contatos de uma plataforma para outra, dando mais autonomia aos criadores de conteúdo.

Esta é uma grande mudança de filosofia que precisaremos esperar para ver como funcionará.

Como funciona o Threads?

Seu perfil do Threads é criado a partir de suas credenciais do Instagram. Iniciando o procedimento, existe a opção de importar as informações do seu perfil do Instagram e também seguir automaticamente toda a sua rede. Se o usuário escolher essa opção, um convite de conexão é enviado automaticamente para todos os seus contatos, o que acredito ser um grande benefício para os criadores de conteúdo que não precisarão começar seu posicionamento do zero.

Por outro lado, como usuária, isso pode ser inconveniente. Considerando que você pode ter um propósito diferente para os Threads e querer fazer conexões diferentes por lá, talvez sinta um certo desconforto em ignorar os convites e até se sentir obrigado a seguir de volta as mesmas pessoas do seu Instagram.

E se eu quiser deletar meu perfil do Threads? Bem, isso é algo que irritou alguns usuários. Por ser integrado ao Instagram, a conta se torna única, então para deletar Threads você vai precisar deletar os dois. Mas calma! Você ainda pode desativar seu perfil do Threads e ocultá-lo, mantendo seu perfil ativo no Instagram.

Quais são as oportunidades para as marcas no Threads?

A nova rede social de Zuck já atingiu 100 milhões de usuários segundo seu próprio Thread. Somente nas primeiras horas, o novo aplicativo do Instagram foi baixado mais de 30 milhões de vezes.

Rolando o feed pela primeira vez, a maioria das postagens disponíveis para mim eram de influenciadores e marcas que costumo seguir no Instagram. Talvez por ter optado por não seguir automaticamente meus contatos do Instagram, tendo uma rede muito pequena no início, existe uma grande possibilidade de eles terem usado os dados do Instagram para entender o que poderia ser relevante para mim.

Mas, agora, cinco dias depois de usá-lo e depois de aceitar alguns convites e ter alguns meus aceitos, vejo Threads da audiência que escolhi seguir com mais frequência, e menos recomendações.

Suponho que você queira saber sobre anúncios e quando estará disponível no novo aplicativo. No mesmo podcast que mencionei antes, Adam Mosseri afirmou: “Não quero enganar ninguém. Acreditamos em anúncios. Achamos que são uma forma de oferecer serviço gratuito em todo o mundo. Achamos que é uma coisa boa. Mas agora, não é o foco do aplicativo”. Ele também explica que o foco é fazer algo que as pessoas amem e queiram continuar usando ao longo do tempo.

Até lá, como podemos ver no Twitter, acredito que as marcas vão manter a mesma estratégia com postagens rápidas que atraiam comentários e compartilhamentos, fazendo com que o alcance cresça gradativamente. No Twitter, é comum ver as marcas também conversando de forma divertida, atraindo ainda mais interação dos seguidores. Portanto, acredito que isso funcionará da mesma maneira em Threads.

[Novo relatório] Os profissionais de marketing planejam aumentar os investimentos em SEO este ano

É quase impossível falar de marketing digital ou marketing de conteúdo sem mencionar a importância do Search Engine Optimization (SEO).

Por isso, neste artigo abordarei esse tema trazendo dados e insights do State of Marketing Report 2023. Publicado pela HubSpot, Litmus, Rock Content e Wistia, o relatório visa ajudar os profissionais de marketing a priorizar suas estratégias e ir além dos seus objetivos. Uma das principais conclusões do estudo é que 88% dos profissionais de marketing que já fazem trabalho de SEO planejam aumentar ou manter seu investimento este ano.

Podemos dizer que o SEO ajuda as pessoas a encontrar o que realmente procuram — e as marcas a expor sua solução para o público correto, no lugar certo. No final das contas, o SEO é responsável por ajudar as pessoas a resolver seus problemas, ao mesmo tempo que desempenha um papel importante no marketing digital e nos resultados de vendas dos negócios.

O SEO não envolve uma única tática ou ação. Trata-se de algo complexo, que requer planejamento e tempo, principalmente quando falamos de resultados orgânicos. Então, se você está começando a aprender sobre o assunto, tenha em mente que os resultados para ter um bom ranqueamento nos mecanismos de pesquisa costumam levar meses ou até anos para chegar.

Antes de entrar nos dados e insights que o relatório nos traz, vamos atualizar alguns pontos importantes sobre SEO.

Quais são os 5 pilares do SEO?

Pesquisa de palavras-chave

Se você deseja estar no topo dos resultados dos mecanismos de pesquisa, precisa saber o que seu público potencial está procurando e seus concorrentes estão oferecendo. Use ferramentas de pesquisa de palavras-chave para fazer uma análise dessas intenções.

Isso vai permitir que você entenda melhor volume de pesquisa, a concorrência e a intenção do usuário, entre outros aspectos. Depois, encontre a melhor maneira de inserir essas palavras-chave estrategicamente no conteúdo do seu site.

Para facilitar esse trabalho de encontrar as palavras-chave certas e obter sugestões de otimização do seu conteúdo de acordo com esses termos, você pode contar com o nosso Assistente de Conteúdo baseado em IA.

Conteúdo de qualidade

Crie conteúdo rico e de alta qualidade, que atenda às dúvidas do seu público. É importante fornecer informações claras e valiosas, em um conteúdo bem estruturado e fácil de ler, que apresente naturalmente as palavras-chave que você está segmentando. Não se esqueça de atualizar o conteúdo, para que os buscadores entendam que é relevante para o público.

Otimização on-page

Certifique-se de que os elementos nas suas páginas sejam claros não apenas para seu público, mas também para os motores de busca que vão classificá-las.

Tags de título, meta descrições, tags de header, URLs e tags alt de imagem desempenham um papel importante nas classificações. A velocidade de carregamento da página e a compatibilidade com dispositivos móveis também devem ser considerados.

Link building

Crie uma estratégia de backlinks das suas páginas para outros canais para obter tráfego de diferentes fontes. Você pode fazer isso publicando guest posts, criando parcerias com influenciadores e fazendo colaborações de conteúdo com sites de autoridade no seu setor. Isso ajuda os mecanismos de pesquisa a avaliar a credibilidade e a autoridade do seu site.

SEO técnico

Mantenha seus aspectos técnicos de SEO atualizados. Otimizar URLs, corrigir links quebrados, usar as palavras-chave e tags corretas, assim como garantir que sua rastreabilidade e indexabilidade estejam funcionando corretamente, são ações necessárias para conseguir uma boa reputação perante os mecanismos de pesquisa.

Agora que atualizamos as informações básicas sobre SEO, vamos nos aprofundar nas tendências recentes.

Quais são as tendências?

De acordo com o State of Marketing Report 2023, 52% dos profissionais não esperam ter um orçamento de marketing maior este ano. E se olharmos para o cenário atual do mercado, isso é fácil de entender, não é?

O relatório menciona que, ao passo que eventos presenciais e anúncios impressos e físicos devem ter alguns cortes este ano, o SEO pode ser útil para profissionais de marketing com um orçamento mais enxuto, uma vez que a estratégia é capaz de oferecer bons resultados.

O SEO é o 4º colocado em um ranking que considera as tendências de marketing com maior ROI, sendo que 6% dos entrevistados o elegeram como a fonte com melhor retorno sobre o investimento. Ao mesmo tempo, 10% desses profissionais afirmaram que os vídeos curtos (TikTok, Reels, YouTube Shorts etc.) têm o melhor ROI, representando outra boa oportunidade para estratégias de SEO.

Como explorar as novas possibilidades de SEO?

O relatório aponta os canais que mencionamos e traz alguns insights, mas não se aprofunda nas possibilidades de ranqueamento dos vídeos. Os vídeos de curta duração são uma tendência, mas podem trazer resultados ainda melhores quando combinados com estratégias de SEO.

As plataformas de vídeo, como YouTube e TikTok, se tornaram uma enorme fonte de informação, sendo também motores de busca. De acordo com o Google, quase 40% da Geração Z prefere pesquisar no TikTok e no Instagram em vez do Google e Google Maps. As pessoas usam essas plataformas para encontrar respostas para suas perguntas; por sua vez, os algoritmos estão se especializando em fornecer o conteúdo que o usuário procura.

Dito isso, por que não aproveitar esses canais de resultados para ter um desempenho e ranqueamento ainda melhores? Se você quiser aprender mais sobre como lidar com essa nova realidade, recomendo estes dois artigos:

Conforme mencionado no State of Marketing Report, 88% dos profissionais de marketing que já utilizam o SEO como estratégia de marketing digital pretendem manter ou aumentar seus investimentos nesse canal este ano. Isso significa que a concorrência pela posição mais alta nos mecanismos de busca pode ficar mais acirrada. Então, não perca tempo!

O SEO tem um dos melhores ROI, uma vez que requer investimentos baixos quando comparado a anúncios ou eventos pagos. Porém, não se esqueça de que leva tempo para dar resultados efetivos. Por isso, é importante fazer um planejamento e começar a agir com antecedência para aumentar as chances de colocar sua marca nas primeiras páginas.

Como se destacar?

Oferecer um conteúdo diferenciado é fundamental para se destacar na concorrência. As estratégias orgânicas valem muito a pena, uma vez que reduzem seu investimento em mídias pagas.

A seguir, temos duas sugestões para você diferenciar seu conteúdo e deixá-lo mais mais atrativo para os usuários na internet.

Conte com redatores especializados

Se você quer estar no topo da SERP, seu conteúdo deve ser o melhor. A autoridade é crucial quando se trata de SEO, então você realmente precisa criar conteúdo de alta qualidade para trabalhar sua reputação.

Se sua equipe não tiver redatores especializados, ou se você estiver sem o tempo e a expertise necessários para gerar artigos especializados em grande escala, pode terceirizar a criação de conteúdo com especialistas do setor. Conheça WriterAccess e encontre escritores especializados de vários setores para alavancar sua criação de conteúdo.

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Crie experiências engajadoras

E-books muito longos podem ser chatos e desincentivar os leitores a consumir o conteúdo. O mesmo acontece com infográficos, já que imagens estáticas podem dificultar a leitura, além de não ajudarem muito no SEO.

As experiências interativas podem ser otimizadas para conseguir um bom ranqueamento nos mecanismos de pesquisa. Além disso, elas permitem que você colete dados primários dos usuários enquanto eles interagem com sua marca, gerando melhores resultados e mais conversões se comparado com experiências estáticas.

Quer ver como aplicar isso na sua marca? Conheça o Ion da Rock Content e obtenha uma demonstração gratuita!

Podemos perceber que o SEO é fundamental para empresas que buscam conquistar seu espaço no meio digital. Como reforçamos, a estratégia oferece um ótimo ROI e bons resultados para os baixos investimentos financeiros necessários, mas também se trata de um trabalho que requer pesquisa, planejamento e leva tempo. E tenha certeza: sua empresa vai colher bons frutos desse investimento!

Deseja ter mais insights de especialistas de empresas líderes mundiais? Baixe o State of Marketing Report 2023 e obtenha informações atualizadas sobre últimas tendências em marketing de conteúdo!

O novo filme da Barbie é uma máquina de marketing (e eu posso provar)

É o mundo da Barbie – até mesmo o de marketing.

O filme da Barbie está a poucos dias de seu lançamento oficial em 21 de julho, e sua divulgação continua sendo um brilhante exemplo de marketing.

A campanha tem todos os ingredientes que fazem brilhar os olhos. Estou falando sobre a utilização inteligente de uma das cores de marca mais reconhecidas em todo o mundo, toneladas e toneladas de parcerias de produtos e até mesmo o uso de IA e interatividade.

Talvez você fosse uma criança que brincava com Barbies, talvez não. Mas é fato que a campanha de marketing atingiu o ponto certo para despertar a curiosidade desse novo e esperado público para o próximo filme da Warner Bros: nós, os adultos.

Como as pessoas dizem: “O diabo trabalha duro, mas a equipe de marketing do filme da Barbie trabalha ainda mais”. E podemos aprender muito com eles.

Então, convido você a me acompanhar em uma visita ao mundo da Barbie e ver de perto o marketing por trás do novo filme.

Barbie é uma das marcas mais fortes do mundo – e ela sabe disso

Já imaginou a satisfação de saber que sua marca pode ser reconhecida e passar uma mensagem sem usar nenhuma linguagem escrita? Basta usar uma única cor.

Você não precisa ser consumidora da marca para reconhecer que um tom específico de rosa representa a boneca icônica da Mattel. A equipe de marketing do filme Barbie entende isso e o explora de maneira inteligente.

Um outdoor que consiste apenas em um retângulo rosa e uma data. No entanto, todos nós sabemos exatamente o que isso significa. (Fonte: Reprodução)

Lembro-me de uma ocasião específica em que minha sobrinha de dois anos viu um chaveiro rosa pendurado em minha bolsa. Ela apontou e disse: “Olha, é da Barbie!”

Na verdade, não era um chaveiro da Barbie. Era simplesmente rosa (o tom certo de rosa). E isso por si só foi o suficiente para criar reconhecimento de marca em uma criança de dois anos.

Claro, essa estratégia nunca poderia ter sido empregada no marketing do filme da Barbie de 2023 sem a história de mais de 60 anos da boneca.

Como Eliana Dockterman, jornalista da TIME, afirmou apropriadamente durante uma entrevista com a atriz principal do filme, Margot Robbie: “A palavra ‘Barbie’ tem o tipo de status globalmente reconhecido que apenas marcas como a Coca-Cola alcançam. Desde sua estreia em 1959 , ela tem sido um marco cultural.”

Não apenas as cores, mas também todas as características únicas da Barbie foram meticulosamente exploradas, desde o formato do pé até a complexidade dos cenários e figurinos. Tudo para dar vida aos brinquedos cor-de-rosa da nossa infância em um cenário de ação ao vivo. Citando a famosa música do grupo Aqua: A vida em plástico é fantástica.

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A atriz Margot Robbie fez um tour pela casa dos sonhos da Barbie, destacando cada pequeno detalhe do icônico brinquedo da Mattel.

Definitivamente, também há um charme nostálgico em tudo isso, o que é incrivelmente eficaz.

Os altos e baixos da Mattel

Não dá para ser uma marca com mais de seis décadas de história e esperar trilhar uma jornada sem enfrentar nenhum desafio.

A Barbie, em particular, é uma marca que carrega complexidade.

Embora tenha como objetivo inspirar as crianças a se imaginarem como astronautas e políticos, ela enfrentou críticas pesadas (e válidas) por promover padrões corporais irrealistas e potencialmente impactar a autoestima das crianças, com sua cintura tradicionalmente fina, loira e parecida com uma aparência de boneca.

Em 2016, a Mattel lançou uma nova linha com Barbies com diversos tipos de corpos. No entanto, demorou algum tempo para se recuperar. De acordo com Statista, a Mattel vivenciou um declínio nas vendas líquidas anuais de US$6,5 bilhões para US$4,5 bilhões entre 2013 e 2018.

Como mencionei, a Barbie é uma marca que gera polêmica. Então, como o marketing do filme da Barbie abordou esse problema? Abraçando a própria controvérsia. Como o trailer corajosamente declara: “Se você ama a Barbie, este filme é para você. Se você odeia a Barbie, este filme é para você”.

IA e interatividade

Em abril, nossos feeds de mídia social foram inundados com pessoas compartilhando fotos de si mesmas no pôster do filme da Barbie.

Obviamente, esse burburinho não aconteceu por acaso. A equipe de marketing do filme Barbie criou uma ferramenta de inteligência artificial que permite a qualquer pessoa fazer upload de sua foto e gerar um pôster de filme com um slogan customizado que diz “This Barbie is a ____ ” (em português: esta Barbie é uma ____)

Fonte: Warner Bros | Reprodução

Obviamente, a internet fez o que a internet faz de melhor e criou inúmeros memes como resultado:

Memes da Barbie inspirados no filme. (Fonte: Reprodução)

Do ponto de vista do marketing, isso foi brilhante por pelo menos três razões: inteligência artificial, interatividade e compartilhamento generalizado.

Integrar a inteligência artificial na promoção do filme foi uma jogada genial. Sejamos honestos: as pessoas são cativadas por qualquer coisa que envolva “IA” hoje em dia.

E executá-la em uma plataforma interativa que permite conteúdo gerado pelo usuário e incentiva o compartilhamento orgânico é a receita perfeita para gerar buzz e promover qualquer empresa.

Parcerias no Metaverso e no universo dos jogos

Nem o metaverso escapou do filme da Barbie. A Forever 21, em parceria com a icônica boneca, não apenas lançou uma linha de roupas em lojas físicas, mas também a replicou no mundo virtual do Roblox.

E tem mais: a parceria também incluiu um concurso onde o vencedor e seu estilo foram recriados na plataforma de jogos online.

A Forever 21 não apenas lançou uma linha de roupas em lojas físicas, mas também a replicou no mundo virtual da Roblox. (Fonte: Mattel | Reprodução)

O Xbox também está trazendo a Barbie para seu universo.

O console de jogos, de propriedade da Microsoft, não está apenas fazendo um concurso em que um sortudo vencedor receberá um console rosa dentro em uma mini réplica da casa dos sonhos da Barbie, mas os jogadores do Forza Horizon 5 também receberão uma réplica do jogo da Barbie e dos carros do Ken no filme.

A parceria também inclui um concurso para premiar as bonecas Barbie vencedoras vestidas com roupas da marca Xbox.

A parceria com o Xbox premia os usuários com uma réplica no jogo dos carros da Barbie e do Ken no filme. (Fonte: Forza.net | Reprodução)

Produtos da Barbie, mas não mais só para crianças

Por último, mas não menos importante, vamos falar sobre o aspecto mais atemporal e clássico do fenômeno Barbie: os itens promocionais. Inúmeros produtos, criados em colaboração com uma grande variedade de marcas.

O que é interessante notar é que, ao contrário do foco tradicional nas crianças, o que caracterizou o legado da Barbie nos últimos 60 anos, esses produtos agora são voltados para adultos, atendendo ao público-alvo do filme.

Fonte: Airbnb

Tenho certeza de que a ‘garota Barbie’ dentro de você ficaria emocionada por ter a oportunidade de ficar na casa dos sonhos da Barbie em Malibu ao lado de Ken. Bem, graças ao Airbnb, esse sonho pode realmente se tornar realidade.

A lista de produtos em parceria parece não ter fim, variando entre o esperado, como maquiagem e roupas, ao inesperado, como uma escova de dente com tema da Barbie e até uma experiência no cruzeiro da Barbie.

Você vai notar que grande parte do marketing do filme Barbie não foi realmente feito para e pela equipe de marketing do filme live-action

Vem do cuidado que a Mattel teve com a marca, permitindo que ela ficasse muito bem estabelecida por décadas (embora tenhamos que admitir, a equipe do filme fez um excelente trabalho em abraçar todos os aspectos, mesmo os polêmicos).

Ela também cobre vários pontos de divulgação, incluindo as últimas tendências como IA, o Metaverso e o mundo dos jogos — tudo perfeitamente direcionado para atingir o público específico do filme, que, devo mencionar, não é o mesmo que o público tradicional da boneca Barbie, o que adiciona um desafio a mais.

E, bem… o mundo é alimentado pelo burburinho gerado por pessoas e parcerias estratégicas com outras marcas.

Como eu disse, é o universo da Barbie — até mesmo o de marketing.