IA na criação de conteúdo: dicas, truques e ferramentas para usar

Humanos e máquinas podem se ajudar de várias formas para produzir um conteúdo excelente. Mas como fazer isso da melhor maneira possível?

Aqui estão algumas questões que você deve considerar: 

  • Qual é o equilíbrio mais saudável e eficaz entre a criação de conteúdo por IA e por humanos?
  • Quais são os pontos importantes para aproveitar os recursos disponíveis ao máximo?
  • Como evitar que minha marca enfrente problemas ao gerar conteúdo com a ajuda de IA?

Este artigo vai abordar essas questões e trazer algumas ferramentas para melhorar sua criação de conteúdo com IA. Nosso objetivo é garantir que você mantenha sua visão criativa, usando o conhecimento necessário para aproveitar ao máximo esses recursos inovadores!

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Antes de começarmos

É importante lembrar que a IA não é apenas um único campo de estudo. De uma forma resumida, ela começou nos anos 60 e, desde então, surgiram várias áreas derivadas com abordagens mais específicas.

Entre elas estão as relacionadas à privacidade (questionando os limites do uso de dados), segurança (como esses limites impactam nossa segurança) e filosofia (ponderando as considerações éticas e implicações da IA).

Áreas derivadas da IA

Uma dessas áreas é a IA Generativa, que tem sido objeto de estudo por vários anos. Então, é natural se perguntar: se não é exatamente novo, qual foi a mudança essencial que colocou a IA em evidência? A resposta, sem dúvida, é o ChatGPT.

Tornar a IA acessível e fácil de usar revolucionou a forma como interagimos com a tecnologia, democratizando seu uso entre uma ampla audiência. Essa acessibilidade foi decisiva para seu crescimento explosivo, alcançando um milhão de usuários em apenas quatro dias (!!!!!). Sua simplicidade e rapidez na geração de conteúdo estabeleceram um novo padrão para ferramentas digitais.

Embora pareça “fácil” estimular uma IA para gerar conteúdo, surge a questão crucial: o resultado atenderá aos padrões de sua audiência?

Essa conveniência traz consigo uma responsabilidade significativa, o que nos leva a enfrentar uma preocupação no que diz respeito à IA generativa: o fenômeno da alucinação.

Não deixe a IA alucinar!

A alucinação da IA acontece quando esse sistema produz informações incorretas ou imaginárias, conforme explicado por Russell e Norvig no livro Artificial Intelligence: A Modern Approach. Pode parecer complexo, mas vamos ver alguns exemplos para entender melhor:

É claro que nem toda IA está cheia de informações falsas; no entanto, é essencial considerar os riscos associados ao uso delas, principalmente para as marcas que representamos. 

Podemos enfrentar alguns riscos quando a IA alucina, e mesmo que os pesquisadores estejam dedicando muito esforço a isso, os profissionais de marketing ainda precisam garantir que tudo seja verdade, principalmente os fatos.

Incorporar a experiência humana no processo de criação de conteúdo é essencial para garantir precisão e autenticidade. A intervenção humana tem um papel vital, não só para ter atenção com as alucinações da IA, mas também no enriquecimento do conteúdo com perspectivas e experiências de vida reais que a IA sozinha não pode oferecer.

A interferência humana ajuda a estabelecer uma conexão mais profunda entre o leitor e o conteúdo, garantindo que ele gere identificação a um nível mais pessoal. 

Além disso, revisores humanos são fundamentais para adaptar o conteúdo às necessidades do público e alinhá-lo com os objetivos estratégicos, aproveitando a intuição e compreensão deles para orientar a estratégia de conteúdo da melhor forma.

No entanto, algumas ferramentas serão decisivas em algumas dessas tarefas para aprimorar a criação de conteúdo, e é exatamente isso que mostraremos a seguir!

Ferramentas para impulsionar seu conteúdo!

O conteúdo escrito em si é apenas a ponta do iceberg. Antes mesmo de começar a escrever, é preciso dedicar um tempo a algumas etapas preparatórias essenciais. Entre elas está a fase de concepção de ideias, que determina o que escrever e para quem. 

Além disso, quando envolvemos a assistência de IA, é necessário identificar o talento humano necessário para tratar o conteúdo. A seguir, vamos descobrir várias soluções que auxiliam nessa jornada.

AI Persona Builder

Saiba mais

O primeiro passo na elaboração da sua estratégia de conteúdo é entender a fundo o seu público-alvo. Este conhecimento é essencial, pois define as diversas estratégias que você utilizará para se conectar com ele, sendo um aspecto essencial no planejamento da jornada do seu conteúdo para engajar os usuários.

No entanto, chegar a essa compreensão não é uma tarefa simples e envolve uma série de etapas. 

Felizmente, a Rock Content oferece uma ferramenta projetada para simplificar esse processo essencial. Ao adicionar os detalhes sobre o seu domínio e empresa, você pode usar esta ferramenta para obter informações valiosas sobre o seu público-alvo, facilitando uma estratégia de conteúdo mais direcionada e eficaz.

Fluxo do AI Persona Builder

Seja você uma agência ou não, utilizar o AI Persona Builder permite que você armazene vários perfis de personas. Essa funcionalidade é essencial para a criação de conteúdo, tanto aquela apoiada por IA quanto não. 

Além disso, garantir o alinhamento com suas diretrizes de conteúdo não apenas aprimora o impacto dos resultados gerados por IA, mas também oferece os insights necessários sobre seu público-alvo ao talento humano, garantindo a vantagem competitiva que seu conteúdo merece.

Leia também: Criação de persona com IA: descubra o poder do AI Persona Builder

AI Content Wizard

Saiba mais

Agora que você já definiu sua persona, o próximo passo é decidir qual conteúdo produzir. Imagine ter a habilidade de identificar e descobrir as lacunas nas estratégias dos seus concorrentes a seu favor. Essa é precisamente a função do AI Content Wizard.

Ao inserir o seu domínio e identificar seus concorrentes, o AI Content Wizard faz uma análise detalhada para identificar palavras-chave que representam as melhores oportunidades de classificação. Essa estratégia busca direcionar o tráfego para o seu domínio organicamente.

Fluxo do AI Content Wizard

Após realizar este diagnóstico, o Assistente de Conteúdo de IA conseguirá oferecer a você alguns temas para escrever com resumos de conteúdo, para que você possa produzir um material que entregue resultados.

Além disso, caso você busque recomendações de conteúdo por meio de metodologias alternativas, não se preocupe: oferecemos um portfólio abrangente de soluções. Você pode acessá-las convenientemente através do nosso menu, garantindo que você tenha uma alta variedade de opções para atender às suas necessidades específicas.

AI Content Idea Generator

Saiba mais (versão gratuita)

O AI Content Idea Generator oferece três métodos de geração de ideias de conteúdo: 

  • Gerar apenas com o domínio: usa apenas o URL do site do usuário para criar rapidamente ideias relevantes.
  • Adicionar detalhes da empresa para gerar ideias: esse método requer mais informações, como o site da empresa, palavras-chave, público-alvo e descrição do produto/serviço para ideias mais personalizadas. 
  • Adicionar pedidos recentes para gerar ideias: sugere novo conteúdo com base nos pedidos anteriores do usuário, ideal para ir além dos temas anteriores.

Smart Match Me Up

Reconhecendo o papel crucial da expertise humana no sucesso da criação de conteúdo, essa ferramenta foi projetada para otimizar o processo de aquisição de talentos para atender às necessidades únicas da sua marca. Utilizando um sofisticado framework de diagnóstico, avaliamos potenciais candidatos com base em cinco dimensões psicológicas fundamentais: Abertura, Conscienciosidade, Extroversão, Agradabilidade e Neuroticismo. 

Essa análise abrangente nos permite criar uma lista de talentos cujos perfis estão otimamente alinhados com as necessidades do seu projeto.

A partir daí, você terá a oportunidade de examinar o pool de talentos selecionados, obtendo insights sobre suas habilidades e experiência individuais. Isso facilita um processo de tomada de decisão bem informado, permitindo que você escolha os candidatos ideais para seus projetos com confiança.

AI Copilot

O AI Copilot é a nova ferramenta da Rock Content para criar conteúdo usando inteligência artificial. O AI Copilot ajuda você a criar tudo, desde artigos de blog até posts em redes sociais, e-mails, anúncios e muito mais. 

Ao criar artigos de blog, você recebe recomendações de humanização e tem a opção de solicitar a edição do seu conteúdo por um profissional especializado para garantir que a versão final seja revisada com um toque humano. 

Nossos habilidosos redatores humanos fazem correções relacionadas à identidade da marca, fact-checking e qualquer outra ação necessária para que seu conteúdo atinja seu potencial máximo. Além disso, garantem que o material seja mais seguro em relação aos riscos de SEO e reputação de marca associados à publicação de conteúdo gerado por IA sem supervisão humana.

Bônus: WriterAccess Humanizer

Saiba mais

Não exatamente uma ferramenta de IA, mas altamente relacionada. Reconhecendo a demanda por uma combinação de esforço humano + IA e a importância dos editores humanos para atendê-la da melhor forma, a Rock Content criou o WriterAccess Humanizer.

Com essa ferramenta, você pode contratar editores profissionais que analisam o conteúdo gerado por IA, verificam a precisão dos dados, a relevância das informações, a importância das citações e ajustam o material para estar em harmonia com a voz e estratégia da marca.

Esse processo garante que o conteúdo gerado por IA não apenas engaje o público-alvo, mas também esteja alinhado com as boas práticas de SEO.

Reflexões finais

  • Navegando pelo cenário estabelecido da IA: A IA está longe de ser um campo nascente, trazendo consigo discussões profundas sobre privacidade, ética e outras considerações cruciais para um uso responsável. Estar ciente desses aspectos é essencial conforme integramos a IA em nossos processos.
  • Protegendo-se contra os riscos de alucinação: O fenômeno das alucinações da IA (a geração de informações falsas ou irrelevantes) traz grandes riscos para a integridade da marca. É essencial não confundir a facilidade da IA na geração de conteúdo com relevância ou precisão garantidas.
  • Aprimorando a ideação com a IA: A IA se destaca na fase de idealização, oferecendo uma oportunidade única para colaboração entre humano e IA. Esta interseção é onde a criatividade é despertada e a inovação floresce, resultando em criação de conteúdo realmente impactante.
  • Garantindo a relevância do conteúdo por meio do olhar humano: O envolvimento de humanos no processo de criação de conteúdo é fundamental para garantir relevância e identificação com o público-alvo. O WriterAccess oferece ferramentas sofisticadas projetadas para conectar você aos melhores talentos, garantindo que seu conteúdo não apenas alcance, mas também engaje e convença sua audiência.

Esperamos que este post tenha ajudado você a entender como potencializar a criação de seu conteúdo com algumas ferramentas de IA fornecidas pela Rock Content. Aproveite e experimente a WriterAccess para oferecer ao seu público o melhor que ele merece.

8 filmes sobre Inteligência Artificial: do clássico ao contemporâneo

Filmes sobre Inteligência Artificial aguçam nossa imaginação. Ficamos abismados com o que a tecnologia pode fazer ou até que ponto ela pode nos levar. Mas o que antes era apenas ficção científica, nos últimos anos se tornou realidade no nosso dia a dia.

Quem trabalha com marketing sabe que Inteligência artificial esteve em todos os eventos da área e relatórios de tendências nos últimos anos. Segundo o The State of Marketing 2024 (estudo conduzido por HubSpot, Litmus, Rock Content e Search Engine Journal), 85% dos profissionais de marketing acreditam que a IA generativa vai impactar sua criação de conteúdo em 2024.

Já percorremos um longo caminho nas tecnologias relacionadas à inteligência das máquinas, que impactam no comportamento do consumidor e no desenvolvimento de produtos. Mas os filmes de IA nos levam a acreditar que ainda há muito a explorar.

Neste artigo, vamos conhecer alguns filmes sobre inteligência artificial que já mexeram com o nosso imaginário e que podem trazer algumas reflexões sobre o poder da tecnologia nas nossas vidas — e, é claro, no marketing. Confira as nossas indicações!

Filmes clássicos sobre Inteligência Artificial

Nos filmes clássicos de sobre IA, a tecnologia era colocada como algo muito futurístico, distante da realidade — sequer sabíamos como ela poderia agir na sociedade. 

Muitas representações trazem uma visão sinistra do avanço da tecnologia, muitas vezes colocada como antagonista, uma ameaça à humanidade.

Vamos ver agora algumas produções mais antigas que trazem o tema da Inteligência Artificial:

2001: Uma Odisseia no Espaço (1968)

Considerado uma das obras-primas de Stanley Kubrick, 2001: Uma Odisseia no Espaço ficou marcado na história do cinema por sua trilha sonora, pelos seus efeitos inovadores e por abordar questões existenciais complexas da humanidade.

No filme, uma missão espacial tripulada por humanos para Júpiter é acompanhada pelo computador HAL 9000, que passa a apresentar comportamentos estranhos na relação com os humanos. 

A produção inaugura uma visão, depois bastante explorada no cinema, da tecnologia sendo ameaçadora e controladora.

Onde assistir: ClaroTV+, Prime Video, YouTube

Trailer:

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Blade Runner (1982)

Dirigido por Ridley Scott e estrelado por Harrison Ford, Blade Runner é mais um clássico da ficção científica. Aborda um futuro distópico, em que um ex-policial é contratado para investigar uma rebelião de androides humanoides e capturá-los.

Os androides, chamados de replicantes, são criados para servir aos humanos e se assemelham a eles. 

No entanto, os modelos com tecnologia mais avançada se rebelam e se tornam uma ameaça à soberania humana. Aqui, mais uma vez a IA é intimidadora, mas dessa vez como um espelho da complexidade humana.

Onde assistir: Max, ClaroTV+, YouTube

Trailer:

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Matrix – Trilogia (1999-2003)

Em 1999, o filme Matrix inaugurou uma trilogia marcada por cenas de ação, efeitos visuais inovadores e profundas teorias. 

Neste longa, um grupo de rebeldes luta para libertar a humanidade, que vive em uma realidade controlada pela Inteligência Artificial.

Na virada do milênio, Matrix despertou discussões sobre o potencial da tecnologia em criar realidades simuladas — como hoje falamos em metaverso, realidade virtual e realidade aumentada, por exemplo. 

No entanto, o filme traz uma relação controversa com a tecnologia, que é capaz de controlar os humanos e até levar a uma guerra.

Onde assistir: Prime Video, Max, YouTube

Trailer:

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A.I.: Inteligência Artificial (2001)

Dirigido por Steven Spielberg, A.I.: Inteligência Artificial traz no nome o assunto deste artigo. O filme retrata um menino robótico, criado com tecnologias altamente avançadas, que busca se tornar uma pessoa “real” para recuperar o amor da sua mãe humana.

No enredo, humanos e robôs convivem diariamente. No entanto, essa convivência levanta questões éticas e morais da criação de seres robóticos conscientes. 

Embora sua autonomia possa gerar inúmeros benefícios sociais, inclusive emocionais, também pode criar relações repletas de dilemas, que fazem refletir sobre a própria condição humana.

Onde assistir: Prime Video, YouTube

Trailer:

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Filmes contemporâneos sobre Inteligência Artificial

As narrativas contemporâneas de filmes sobre Inteligência Artificial abordam toda a sua complexidade, nas mais diversas perspectivas. Entretanto, o que era uma curiosidade distante ou um futuro distópico nos filmes clássicos, agora se aproxima da realidade e do cotidiano.

A tecnologia já entra no dia a dia e traz uma série de reflexões e implicações. A seguir, vamos falar de mais quatro filmes sobre Inteligência Artificial, agora em tempos mais recentes:

Ex_Machina (2014)

O filme Ex_Machina traz a história de um jovem programador que foi convidado a realizar o Teste de Turing em Ava, um robô com inteligência artificial. No entanto, conforme interage com a IA, ele é envolvido por comportamentos imprevisíveis, manipulações e tensões.

No filme, a Inteligência Artificial em forma humana adquire consciência e demonstra emoções, criando relações complexas com os humanos. O enredo leva a nos questionar os limites entre os benefícios e os abusos da tecnologia, que trazem implicações éticas.

Onde assistir: Prime Video, Netflix, YouTube

Trailer:

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Her (2013)

Em Her, a tecnologia é tema de um drama romântico. Um escritor solitário, interpretado por Joaquin Phoenix, apaixona-se por Samantha, uma assistente virtual baseada em Inteligência Artificial que conversa sobre os mais diversos assuntos.

Mais próxima da realidade atual, a tecnologia se mostra como companhia para seres humanos em um contexto de solidão e afastamento entre as pessoas. A abordagem sensível afasta a IA dos cenários de ficção científica e fala sobre amor e intimidade.

Onde assistir: Prime Video, YouTube

Trailer:

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WALL·E (2008)

WALL·E é um filme de animação da PIXAR. A história é sobre um robô que fica responsável por compactar o lixo que restou na Terra após a humanidade poluir completamente o planeta. No entanto, WALL·E é surpreendido pela chegada de EVA, um robô moderno por quem se apaixona.

De maneira sensível e divertida, o enredo faz uma crítica à humanidade e sua capacidade de estragar o próprio habitat, a ponto de ter que deixar o planeta para viver em uma nave espacial. 

Mas também traz uma mensagem de esperança quando WALL·E enfrenta e vence AUTO, a IA antagonista, e consegue iniciar a restauração da vida na Terra.

Onde assistir: Disney+

Trailer:

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M3GAN (2023)

M3GAN é uma boneca, desenvolvida com IA por uma engenheira, que desejava oferecer conforto e companhia à Cady, que se tornara órfã. Só que a boneca começa a ganhar vida própria — e o que parecia uma relação de amizade ganha ares de terror.

M3GAN e Cady criam vínculos emocionais. Mas a boneca é apenas um robô. Por isso, o filme problematiza a proximidade da tecnologia na vida humana, a ponto de criar relações íntimas de amizade, e a capacidade das máquinas de tomar decisões próprias a partir de comandos realizados por humanos.

Onde assistir: Globoplay, Prime Video, YouTube

Trailer:

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Inteligência Artificial no cinema: o que os filmes dizem sobre a tecnologia

Dos filmes clássicos aos contemporâneos que abordam a Inteligência Artificial, a tecnologia tem sempre uma relação complexa com os humanos.

Por vezes é ameaçadora, controladora, em cenários apocalípticos — algo que dá até medo. Em outros casos, a IA nos faz refletir sobre a condição humana, o que nos diferencia das máquinas, mas o quanto estamos cada vez mais semelhantes.

No mundo atual, assim como alguns filmes sobre Inteligência Artificial anteviram, a linha entre real e virtual é cada vez mais tênue. Isso fica evidente, por exemplo, nas relações que criamos com chatbots e assistentes virtuais, todo dia mais próximos do comportamento humano, muito usados no atendimento ao cliente, personalização e produtos como Alexa e Siri.

Em muitos filmes, o caráter ameaçador das máquinas vem justamente da sua capacidade de pensar e agir como humanos. Elas podem tomar decisões autônomas — que, no limite, podem ser desastrosas para a humanidade.

Longe da ficção, esse contexto se apresenta nos sistemas de automação, inclusive no marketing, em que os algoritmos podem decidir segmentações de público, exposição de produtos em vitrines, disparos de e-mail e até produzir conteúdos, como a Rock Content tem usado a IA.

Os filmes levantam também questões sobre a ética na interação com a tecnologia. Não se pode esquecer que robôs são programados e controlados por humanos e, assim, refletem seus comportamentos. Talvez por isso saiam do controle na ficção e se tornam perigosos.

No mundo real, a ética na interação com a Inteligência Artificial está relacionada aos comandos criados para os sistemas e à privacidade dos dados utilizados. No marketing, a LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados) definiu que as empresas devem ser responsáveis pela proteção dos dados pessoais dos usuários.

Além disso, o cinema nos faz pensar sobre o potencial da IA no mercado de trabalho. Capazes de agir de forma autônoma, os robôs são capazes de executar inúmeras tarefas, inclusive criativas.

Dessa forma, provocam os profissionais de marketing a desenvolverem novas habilidades — se você se comportar como uma máquina, talvez logo seja substituído por ela. Mas, se você souber usá-la a seu favor, pode explorar inúmeras ferramentas de IA no seu dia a dia.

É claro que os filmes exploram a IA em um patamar que não vivemos ainda hoje e que só a ficção permite. Seres humanos robóticos ainda estão distantes, mas os algoritmos já tomam decisões sozinhos e já estão impregnados no nosso cotidiano, tanto que muitas vezes sequer percebemos.

Nas empresas, a IA também já está entranhada, inclusive no marketing de conteúdo, como mostra o State of Marketing 2024 que trouxemos na introdução deste artigo: 85% dos profissionais percebem maior eficiência no seu conteúdo com a ajuda dessa tecnologia.

Então, os filmes sobre Inteligência Artificial ajudam a refletir sobre esse cenário atual, mas que vem se desenhando há muitos anos e que ainda vai mudar muito. Entender a IA pelo cinema pode ajudar você a perceber a tecnologia na sua realidade e te preparar melhor para um mercado permeado pelas máquinas inteligentes — hoje e no futuro.

Agora, para se aprofundar um pouco mais nos usos da Inteligência Artificial, aproveite para assistir ao webinar que produzimos sobre IA no Marketing de Conteúdo: riscos e recomendações.

Creator economy: o que é e como impacta o mundo do marketing!

Por ser uma tendência crescente nos últimos anos, podemos esbarrar na expressão “creator economy” com frequência, mas você sabe realmente o que ela significa?

A creator economy, ou economia dos criadores, é o ecossistema econômico centrado em criadores de conteúdo digitais. São eles que produzem, distribuem e monetizam seu material usando plataformas, sua influência, criatividade e interação com os usuários.

É um fenômeno impulsionado pela consolidação das plataformas digitais como espaços nos quais os criadores de conteúdo podem não apenas se relacionar diretamente com o público, mas também monetizar seu trabalho.

Se você quer estar por dentro dessa tendência em ascensão e entender como ela está mudando o jogo para marcas e criadores de conteúdo, continue lendo. É hora de entender o que é creator economy e descobrir como ela está redefinindo o Marketing!

O funcionamento da creator economy: uma breve explicação

Embora as pessoas ganhem a vida criando conteúdo na internet há quase duas décadas, o que antes era uma indústria nascente está crescendo.

Nesse ecossistema próspero, os criadores de conteúdos são aqueles que produzem vídeos, podcasts, lives, posts em redes sociais, artigos em blogs e outros formatos para entreter, educar ou informar os usuários.

Esses conteúdos são distribuídos pelos próprios criadores no YouTube, Instagram, TikTok, Twitch e em outras plataformas que permitem a relação direta com a audiência.

Mas o que de fato torna a creator economy tão revolucionária é a capacidade de os creators comercializarem seu trabalho de forma autônoma e de maneiras diferentes.

Um dos meios mais populares é a venda de produtos próprios ou conteúdos exclusivos, como cursos, ebooks e acesso antecipado a vídeos.

Muitos creators estão ganhando dinheiro dessa forma. Uma pesquisa com usuários da Hotmart mostrou que os infoprodutores de conteúdo que têm como renda principal a plataforma têm uma média mensal de R$ 11.959,00 como retorno em faturamento.

Entre aqueles produtores que possuem outras fontes de renda, a estimativa do faturamento médio na Hotmart é de R$ 4.194,00.

Mas, além da venda de produtos próprios, outra maneira de monetização na creator economy é a arrecadação de “doações” de fãs.

Importância do Patreon e outras plataformas

Essas contribuições podem ser realizadas em plataformas como o Patreon, na qual os fãs apoiam financeiramente seus criadores de conteúdo favoritos. 

Você já notou como alguns canais no YouTube encerram seus vídeos com uma lista de nomes, muitas vezes extensa, de patrocinadores? Essas são pessoas que apoiam o trabalho do criador de conteúdo, geralmente por meio de planos que variam de poucos a vários dólares mensais. 

Um exemplo é o canal “Tasting History with Max Miller” (@TastingHistory) no YouTube, que frequentemente encerra seus vídeos com uma lista de nomes de apoiadores do Patreon.

Essas são pessoas que contribuem financeiramente para o trabalho de Max, permitindo que ele continue recriando receitas históricas de várias épocas e culturas, compartilhando curiosidades e contextos históricos por trás de cada prato. 

No Patreon, os apoiadores podem escolher diferentes níveis de contribuição, cada um com seus próprios benefícios exclusivos, como acesso antecipado a conteúdo, participação em encontros virtuais e muito mais. 

Também é comum que os creators ganhem dinheiro com a participação em programas de afiliados e com o patrocínio de marcas para promoção de produtos ou serviços nas redes sociais — o chamado “marketing de influência”.

Histórias de sucesso: os casos de Huda Kattan e Casimiro

Fora das plataformas voltadas exclusivamente para a venda de conteúdos, existem os creators que se beneficiam de múltiplos canais de vendas para construírem suas reputações e venderem seus produtos. A Huda Kattan talvez seja o melhor exemplo.

Kattan começou sua jornada na economia do criador como uma blogueira de beleza, compartilhando tutoriais de maquiagem e dicas de beleza em seu blog.

Em 2013, ela transformou seu canal de comunicação de beleza em uma marca de cosméticos bilionária, a Huda Beauty.

Na creator economy Brasil, um dos melhores exemplos do potencial dos criadores é o streamer e influencer Casimiro Miguel.

Com o nome de ‘Casimito’, o streamer ganhou fama quando começou a fazer lives durante a pandemia da Covid-19 em seu canal na Twitch.

Ainda hoje com o formato de lives com 5, 6 e até 7 horas de duração, ele reage a jogos de futebol, reality shows, programas de TV, entre outros conteúdos.

O ‘Casé’, como também é conhecido, se consagrou como um dos maiores streamers do Brasil, com um público de mais de 3,8 milhões de seguidores. Além disso, ele soma milhões de seguidores no Instagram, X (antigo Twitter) e YouTube.

Esses números não poderiam deixar de chamar atenção das marcas. O CazéTV, canal do YouTube para transmissões esportivas, fechou parceria com marcas como Coca-Cola, McDonald’s e Esportes da Sorte para transmitir nada menos que a Copa do Mundo da FIFA de 2022.

Essas conquistas ilustram como a economia dos criadores leva as pessoas a transformarem suas paixões em negócios lucrativos, e as marcas a se beneficiarem desse ecossistema.

Gostando do conteúdo até aqui? Os artigos abaixo podem complementar sua leitura:

A importância dos criadores de conteúdo

Uma estratégia de conteúdo não é apenas algo interessante para as empresas. Sem um ótimo conteúdo e uma presença de alto nível na internet, uma marca praticamente não existe. É aí que os creators podem fazer a diferença.

Eles conectam pessoas com interesses semelhantes, criam espaços seguros para compartilhar ideias e motivam suas audiências. Tudo isso pode ser bem aproveitado pelas marcas. Veja, logo abaixo, como isso tem sido feito na prática.

Humanização do marketing

Os consumidores adoram se conectar com pessoas reais, não apenas com logotipos e slogans. Por isso, os criadores têm o poder de humanizar o marketing de uma marca.

Ao contrário dos anúncios tradicionais, que muitas vezes são ignorados ou até mesmo vistos como intrusivos, o conteúdo dos criadores é percebido como mais confiável.

Colaboração entre criadores e pequenas marcas

Não são apenas os influenciadores famosos e marcas de grande porte com milhões de seguidores que têm a oportunidade de fechar parcerias de sucesso na creator economy.

Na verdade, os criadores que estão começando ou que estão em nichos específicos também fecham parcerias e divulgam produtos ou serviços de médios e pequenos negócios.

Um bom exemplo é a GreenHome, especializada em cosméticos veganos para skincare. A empresa foi criada em 2020 e hoje tem um pouco mais de 50 mil seguidores no Instagram.

A GreenHome tem uma parceria com a creator Juliana Feijó, conhecida por dar dicas de maquiagem e beleza na rede. A conta dela no Instagram tem mais de 15 mil seguidores.

É uma colaboração ganha-ganha. Para a GreenHome, trabalhar com Juliana Feijó permite que a marca alcance uma audiência direcionada, composta por pessoas interessadas em beleza e cuidados com a pele. Com isso, a marca consegue ter um retorno sobre o investimento mais efetivo, sem comprometer seu orçamento de marketing.

Já para Juliana Feijó, a parceria oferece a oportunidade de compartilhar produtos interessantes para sua audiência e fortalecer o relacionamento com os seus seguidores. 

Além disso, colaborar com marcas menores permite que ela mantenha uma conexão autêntica e próxima com sua comunidade, já que seus seguidores valorizam recomendações genuínas e personalizadas. Isso fortalece a confiança e a lealdade do público. 

Os impactos da creator economy no marketing

A crescente demanda das marcas por marketing de influência é um claro indicador de como a creator economy está transformando o cenário do Marketing Digital.

Uma pesquisa da Influencer Marketing Hub mostra que mais de 85% das empresas entrevistadas pretendem dedicar um orçamento ao marketing de influência ainda em 2024.

Marcas de todos os setores têm sido atraídas por uma série de vantagens que o trabalho dos criadores tem a oferecer para a divulgação de seus produtos e serviços.

Abaixo, veja quais são esses impactos da creator economy no Marketing Digital.

Autenticidade

Estamos céticos em relação à publicidade tradicional e buscamos conexões reais com as marcas. Por isso, na creator economy, autenticidade é uma moeda de alto valor.

As pessoas sabem que os criadores de conteúdo têm a liberdade para compartilhar opiniões honestas e transparentes, sem a pressão de vender um produto específico.

Então, quando um criador fala sobre um produto ou serviço que ele realmente gosta e usa, os seguidores confiam em sua opinião porque sabem que é baseada em experiências reais.

Alcance direto

Plataformas como YouTube, Instagram e TikTok dão aos criadores a chance de alcançar milhões de pessoas instantaneamente. Para as marcas, essa é uma oportunidade de atingir públicos segmentados num piscar de olhos.

Influência na decisão de compra

Segundo uma pesquisa da plataforma LTK em parceria com o Retail Analytics Council da Northwestern University, 73% da Geração Z, 68% dos Millennials e 57% da população em geral recorrem aos criadores para tomar decisões de compra.

Isso quer dizer que, sempre que um creator recomenda um produto ou serviço que se encaixa no estilo de vida, interesses ou necessidades de sua audiência, isso pode levar os seguidores a considerarem seriamente essa recomendação na hora de fazer compras.

Dúvidas frequentes sobre creator economy

Se você ainda ficou com algumas dúvidas sobre a economia dos criadores, confira o nosso FAQ com algumas perguntas e respostas sobre o assunto.

O que quer dizer a palavra creator?

O “creator” é um criador, na tradução para o português. É alguém que produz conteúdo autêntico para uma audiência online. Eles podem criar vídeos, fotos, textos, podcasts e muito mais, compartilhando suas paixões, conhecimentos e experiências com seu público.

Quais são alguns exemplos da economia dos criadores?

Alguns exemplos incluem patrocínios de marcas a influencers, doações em lives, vendas de conteúdo na Hotmart e criação de produtos digitais, como ebooks, cursos e materiais exclusivos para assinantes.

Quantos creators existem no Brasil?

É uma estimativa difícil, pois o número não para de crescer. Mas um estudo recente realizado pela Nielsen revela que o Brasil é o país com maior número de influenciadores, com aproximadamente 500 mil deles que têm pelo menos 10.000 seguidores.

Como enxergar o futuro do marketing de influência no Brasil para os próximos anos?

Nos próximos anos, é provável que vejamos um aumento na profissionalização dos influenciadores, com marcas buscando parcerias mais duradouras. Além disso, podemos ver uma maior diversificação nos tipos de influenciadores, com nichos específicos.

Quanto dinheiro existe na economia dos criadores?

De acordo com um levantamento da Goldman Sachs Research divulgado em 2023, o mercado global da economia dos criadores vale cerca de 250 bilhões de dólares e pode chegar a quase meio trilhão de dólares (480 bilhões) até 2027.

Você pode ganhar a vida na economia dos criadores?

Sim, é possível ganhar a vida na creator economy. Muitos criadores conseguem monetizar seu trabalho com parcerias com marcas, programas de afiliados, vendas de produtos próprios, doações de fãs e outras formas de monetização.

O que vem a seguir para a economia dos criadores?

Segundo a TrovaTrips, plataforma de organização de viagens para criadores de conteúdo, podemos esperar: mais influenciadores de nicho, parcerias a longo prazo entre criadores e marcas, e a migração dos fãs para canais exclusivos de interação com os criadores.

Conclusão

Como profissionais de marketing, é fundamental que reconheçamos e aproveitemos o potencial da creator economy em nossas estratégias.

Os criadores de conteúdo são verdadeiros especialistas em engajar e influenciar audiências, e podem agregar um enorme valor às campanhas de marketing.

Se encontrar os talentos certos pode ajudar sua estratégia de conteúdos, você também precisa conhecer a plataforma WriterAccess.

Com uma ampla gama de talentos criativos, incluindo redatores, designers e especialistas em mídias sociais, a WriterAccess oferece às marcas acesso a uma diversidade de habilidades para criar conteúdo autêntico e humanizado.

Está procurando bons profissionais para sua estratégia de marketing? Faça um teste grátis na WriterAccess e encontre um talento para o seu projeto!

5 lições de marketing de marcas no Rock in Rio

Por que analisar a relação entre Rock in Rio e marketing? O marketing de experiência é uma das principais estratégias para surpreender a audiência, fidelizar clientes e criar uma base de fãs. 

Dentro dessa estratégia, os eventos conquistam resultados expressivos com o público, ampliando o alcance da marca de forma eficiente. Dessa forma, as marcas patrocinadoras do Rock in Rio podem aproveitar este grande palco como oportunidade de inovar nas estratégias. 

Com uma expectativa de 700 mil participantes na edição de 2024, o Rock in Rio não impacta apenas o público que vai até a cidade do Rock. O contato do público com o evento vai desde experiências de conteúdo até os shows em si.

Neste artigo, apresentaremos 5 lições de marketing que aconteceram no Rock in Rio 2022. Essa é uma ótima oportunidade para nos inspirarmos em estratégias de sucesso enquanto aguardamos as novidades para a edição de 2024, cujas vendas ao público geral iniciam em maio.

Na edição de 2024, temos o Itaú como patrocinador master do Rock in Rio, além de outras marcas como Heineken, Ipiranga, Doritos, Prudential, Tim, C&A, Volkswagen, Coca-Cola, Natura, Seara e KitKat. 

Continue lendo e inspire-se para usar o Rock in Rio e marketing como lema para turbinar as ações do seu negócio!

Lição 1: Tenha parcerias estratégicas 

Como patrocinador master do Rock in Rio 2022, o Itaú Unibanco teve um espaço exclusivo dentro do evento: a Arena Itaú. Estes espaços temáticos dentro de eventos são excelentes estratégias para ampliar o posicionamento da marca e reforçar a exposição dela com o público.

Foi neste ambiente que o banco fez uma parceria com a rede social TikTok, criando uma ação de marketing experiencial bastante inovadora. 

Eles desenvolveram um conceito chamado “O Palco é Todo Seu”, no qual artistas foram selecionados por uma curadoria realizada pelo TikTok para tocar no Rock in Rio. Ao final, tivemos apresentações de artistas escolhidos pelo público como Baco Exu do Blues, Dead Fish e Pedro Sampaio, que também puderam ser acompanhados ao vivo no perfil do Itaú no TikTok.

Ficou interessado em fazer algo semelhante? Não pense que esse tipo de estratégia está atrelada apenas a empresas gigantes. 

Para montar uma proposta de parceria de sucesso como esta ação de comunicação e marketing Rock in Rio feita pelo Itaú + TikTok, vale a pena considerar alguns pontos em seu planejamento, válidos para qualquer negócio:

  • público — antes de fechar a parceria é importante pensar qual é o público que a empresa ou personalidade vai alcançar e descobrir qual é o nível de proximidade deste perfil com o que você oferece;
  • benefícios — é preciso ficar claro o que cada um vai ganhar com essa parceria, tanto sua empresa e a outra empresa parceira quanto o público que será impactado;
  • escopo — aqui entra um ponto importante da parceria que é a descrição de tudo o que vai fazer, quais são os responsáveis por cada etapa, prazos e expectativas de resultados.

Dessa forma, você consegue potencializar o investimento em marketing, oferecer uma experiência ainda mais surpreendente e para um público ainda maior (se for considerado a soma das audiências das partes envolvidas na estratégia).

Lição 2: Aposte no marketing de experiência

Quem disse que patrocinar um evento significa se restringir à exibição da logomarca? Se o objetivo do Rock in Rio é o compromisso de contribuir para a construção de um futuro melhor para a sociedade, então a música, mesmo que seja o ponto central da programação, não precisa ser o único foco da ação de todos os espaços e empresas presentes.

Foi pensando dessa forma que a Natura decidiu apresentar algo diferente no seu espaço dentro do Rock in Rio 2022. 

A Natura é uma marca renomada por sua linha de produtos cosméticos, destacando-se pelo uso de ingredientes naturais e pela valorização de fragrâncias únicas que remetem à riqueza da biodiversidade brasileira. No Rock in Rio, a empresa ofereceu uma ação de experiência imersiva, construindo o que foi conhecido como Nave Natura. 

A Nave Natura foi concebida não apenas como uma simulação da floresta amazônica, mas como uma celebração profunda e multifacetada da Amazônia Contemporânea — uma Amazônia que transborda. 

Esse ambiente inovador foi meticulosamente planejado para transcender a mera representação física da floresta, mergulhando os visitantes em uma experiência que abraça a pluralidade, a ancestralidade e a contemporaneidade da região.

Em uma imersão na arte, cultura, música e ambiente presentes na floresta, o espaço contou com o uso de muita criatividade e, claro, tecnologias, para promover estímulos visuais. Além disso, a experiência também contou com sons, aromas e outros recursos para expandir a percepção dos participantes. 

Fonte: site Natura 

O espaço foi enriquecido com projeções que variavam do chão ao teto, contando histórias da Amazônia sob a perspectiva de artistas locais e potencializado pela maior aparelhagem já construída por João do Som, transformando a Nave em uma festa pulsante que representou a diversidade da região.

Ao incorporar diferentes aspectos que reforçam a pluralidade cultural e riqueza da região, a marca conseguiu criar uma conexão direta com sua linha de produtos, reforçando sua identidade e valores.

O marketing de experiência tem a grande vantagem de marcar o participante — seja em um evento, seja fora dele. 

E, ao contrário do que possa parecer, não é necessário fazer um investimento grande para este tipo de ação: o mais importante é conhecer muito bem sua persona, quais são seus desejos e seu jeito de ser para adaptar suas ideias ao orçamento disponível. 

Quer ver alguns exemplos?

Se você possui um negócio de entretenimento ou uma loja de jogos, pode criar uma experiência de escape room temática. Um “Escape Room de Mistério de Detetive” onde os participantes são imersos em um cenário de investigação criminal e precisam resolver enigmas e pistas para desvendar o mistério antes que o tempo acabe.  

Se você tem uma loja de artesanato ou um espaço cultural, organize uma oficina de arte sustentável, onde os participantes possam criar suas próprias obras de arte usando materiais recicláveis ou naturais. Esse tipo de experiência imersiva não só promove a conscientização ambiental, mas também valoriza a cultura e a arte local. 

As possibilidades são infinitas!

Lição 3: Tenha sustentabilidade como foco

Nesta era do consumidor ultrarracional e mais consciente, fica cada vez mais importante que as ações de marketing estejam alinhadas a outras pautas como a responsabilidade social e ambiental. Vale destacar que estas ações devem passar da pura publicização e se transformar em propósito e valores da própria empresa.

É a partir deste ponto que é possível mostrar para o público o quanto sua marca está alinhada aos princípios e propósitos dos clientes. Um exemplo de Rock in Rio e marketing que mostrou essa lição foi a microfloresta urbana criada pela Heineken na edição de 2022 do evento.

A empresa, em parceria com a Agência Atenas, criou o Rock District, espaço de 900m2 no Parque Olímpico, com espécies nativas da Mata Atlântica. Esta iniciativa está contida no objetivo maior da Heineken de implantar pequenas florestas urbanas em 19 capitais brasileiras até 2030, visando promover a sustentabilidade e a conexão com a natureza em ambientes urbanos.

Esse ambiente proporcionou uma experiência imersiva, unindo música e sustentabilidade, ao permitir que os visitantes compusessem músicas interagindo com espécies nativas da Mata Atlântica. 

Dentro de um domo iluminado e decorado com plantas, os participantes puderam criar melodias originais a partir dos sons captados das vibrações das plantas, em uma atividade desenvolvida em colaboração com a rapper indígena Brisa Flow e seu grupo musical. 

Os visitantes também puderam explorar os aromas e texturas das plantas, tornando a visita uma jornada sensorial e interativa. 

Além de contribuir para a compensação de carbono, reduzindo a pegada ecológica do evento, este tipo de ação é muito bem recebido pelo público. Abaixo, você confere um vídeo-case da iniciativa.

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Vale destacar que existem ações sustentáveis para empresas dos mais variados custos de investimento. Por exemplo, criar um pequeno projeto de hortas urbanas pode ter um valor baixo e ser bem mais acessível para sua realidade.

O importante é que a ação seja coerente com sua empresa e esteja dentro de um plano e não acabe se transformando em uma prática de greenwashing (uma espécie de falso marketing verde).

Lição 4: Não abra mão do engajamento do público

DJs e encontros musicais inéditos, diversidade e muitas tendências ditadas por influenciadores foram alguns dos pontos fortes que a Coca-Cola ofereceu no seu espaço Coke Studio, mais uma das arenas Rock in Rio e marketing, com 600m2 de interação e música. 

A empresa apresentou na edição de 2022 do Rock in Rio uma programação de músicos presencialmente, sempre inovando com a integração entre estilos diversificados dividindo o palco. Além disso, a Coca-Cola também apostou em uma ação que já foi um sucesso em outras edições do evento: o Rock in Verse. No metaverso, a marca ofereceu uma experiência inédita do jogo Fortnite.

Com essa aposta, a Coca-Cola talvez tenha mostrado qual é um dos pontos mais fortes para conseguir o engajamento do público: alinhar suas ações com a expectativa da audiência. Muitas empresas deixam de desenvolver ações de engajamento com o público por acreditarem que esse tipo de estratégia não tem previsibilidade.

A verdade é que o trabalho para engajar o público, assim como nas outras etapas do marketing, consiste em conhecer muito bem que cliente é esse, como ele pensa, age e no que ele acredita.

Quando o assunto é aumentar o engajamento, é fundamental pensar em alguns pontos como:

  • desenvolvimento da persona — conheça muito bem seu público e desenvolva ações coerentes com o que ele espera ou está vivendo naquele momento;
  • linhas editoriais — entenda quais temas relevantes para sua audiência também fazem sentido para sua empresa e descubra em qual perspectiva você pode trabalhar sobre o assunto;
  • presença — estabeleça quais canais (físicos ou online) são mais relevantes e escolha como engajar o público em cada um deles;
  • originalidade — desenvolva um tom de voz para a marca e aposte em um relacionamento autêntico, assim, as pessoas vão se conectar de forma muito mais fácil e verdadeira.

Lição 5: Maximize a exposição da marca

Estreando no Rock in Rio e marketing, a KitKat superou a exposição da marca durante o evento. O chocolate foi o item campeão de vendas durante o Rock in Rio 2022, entregando mais de 215 mil chocolates para o público. Além disso, a marca apostou na distribuição de brindes.

Com o intuito de se aproximar do público jovem, a marca do chocolate apresentou dois novos sabores em sintonia com o Rock in Rio: o KitKat Sunrise e o KitKat Sex on The Beach. 

Apesar de tudo isso, um dos maiores retornos na exposição da marca talvez tenha sido na geração da mídia espontânea. A marca gerou quase 9 milhões de reais em mídia espontânea no Rock in Rio.

Isso mostra que apostar na comunicação e marketing Rock in Rio ou em qualquer outro evento tem efeitos muito mais eficientes quando a empresa aposta em ações e conteúdos surpreendentes, que atraiam o olhar da imprensa e a curiosidade do público.

E como adaptar para sua realidade? Se você possui uma loja de roupas ou acessórios, pode criar uma experiência de marca que inclua a distribuição de brindes personalizados. Durante um evento local, ter um estande onde os clientes podem personalizar camisetas ou bonés com estampas exclusivas relacionadas ao festival.

Além disso, você pode criar um espaço interativo com música, fotografia e outras atividades que reflitam o espírito do evento, incentivando os clientes a compartilhar suas experiências nas redes sociais, gerando mídia espontânea para sua marca.

Conclusão

Gostou de ver como Rock in Rio e marketing é uma estratégia fundamental para que grandes marcas ganhem visibilidade e aumentem o alcance do público por meio de experiências únicas? 

Uma perspectiva interessante sobre isso é oferecida por pesquisadoras em um estudo sobre o festival:

“(…) o Rock in Rio pode ser considerado como um serviço self-service, pois cada pessoa pode fazer o seu próprio roteiro do festival, criando uma experiência particular (…). Esta abordagem do marketing de experiência fornece um momento agradável ao consumidor de forma direta e sutil, despertando sensações e emoções que ficam na memória e faz com que a marca esteja sempre associada ao momento inesquecível.(…)”

Então, fica claro que eventos como esse oferecem oportunidades valiosas para aumentar a visibilidade, engajar e fortalecer o relacionamento com o público. Além disso, o conteúdo desempenha um papel essencial para intensificar o impacto de todas as ações promocionais.

As lições de marketing extraídas das estratégias de grandes marcas no Rock in Rio podem servir de inspiração para empresas de todos os tamanhos. As abordagens apresentadas devem ser adaptadas aos contextos específicos dos eventos nos quais as marcas da sua audiência estão envolvidas. 

Encorajamos os profissionais de marketing a se inspirarem nessas ideias e a considerarem como elas podem ser aplicadas de maneira criativa e eficaz em suas próprias iniciativas de marketing! 

O primeiro passo começa aqui: experimente a plataforma WriterAccess e descubra como garantir os melhores conteúdos para potencializar o apoio da sua empresa em eventos e parcerias estratégicas!

Google Core Update: vou ser penalizado por usar IA para criar conteúdo?

Se você atua com Marketing de Conteúdo e SEO, é bem provável que tenha ouvido falar do Google Core Update de março de 2024, com foco em remover spam e conteúdo ruim dos mecanismos de busca, e toda a discussão sobre uso de IA para criar conteúdo.  

Essa está sendo considerada uma das mais importantes atualizações do Google dos últimos tempos. Sites com conteúdo considerado de má qualidade foram simplesmente retirados da SERP (Search Engine Results Page, ou Página de Resultados do Mecanismo de Pesquisa).

Coincidentemente ou não, a grande maioria desses sites era alimentado por conteúdos gerados em massa por Inteligência Artificial, com pouquíssima (ou nenhuma) edição humana. 

Mas e aí, o Google está penalizando sites que usam IA na criação de conteúdo? Spoiler alert: a resposta mais simplificada é não. Porém, em SEO, nada é tão simples e óbvio assim. Entenda as nuances! 

Core Update de março e IA: o que você precisa saber

O fato de muitos dos sites penalizados pelo Google conterem diversas páginas geradas por Inteligência Artificial instaurou um certo pânico no mundo do SEO, com afirmações de que, a partir dessa atualização, o Google passaria a penalizar qualquer tipo de uso de IA. 

Vemos muitas discussões e preocupações acompanhadas de perguntas como: “Vou perder tráfego? Minhas páginas vão continuar ranqueando no Google? É o fim da IA na produção de conteúdo?”.

Não posso mais usar IA para criar conteúdo?

Por aqui, não trabalhamos com pânico infundado. Então, respire fundo: o Google não disse nada diretamente sobre penalizar uso de Inteligência Artificial. O que foi dito — e sempre é — está relacionado a conteúdo de má qualidade e não original, feito apenas para mecanismos de busca, e não pessoas. 

Então, de forma resumida, você não vai ser penalizado porque usou IA no seu site; mas pode ser penalizado se fez conteúdo ruim e superficial, pensando só em atingir as primeiras posições da SERP.

A questão principal é analisar, de forma sincera, se o seu conteúdo é útil, aprofundado, confiável e que prioriza pessoas. 

Isso não é algo novo para profissionais de SEO. Em janeiro de 2022, em uma das várias atualizações do Google, um dos fundadores da Rock Content, Vitor Peçanha, já enfatizou:

“O buscador vem aperfeiçoando sua interpretação da consciência humana e se transformando para focar no usuário e no ser humano. Ele também deve se adaptar para sobreviver, caso contrário, os resultados das buscas não serão tão valiosos. O Google está forçando todos nós a nos concentrarmos nas necessidades de pessoas reais. Ignore o Google. Satisfaça os usuários”.

Espera-se que a combinação dessa atualização com os esforços anteriores, que vêm sendo feitos desde do lançamento do Google Helpful Content de 2022, resulte em uma redução de 40% no conteúdo de baixa qualidade e não original nos resultados de pesquisa. 

Atualização após atualização, o Google reforça o objetivo de garantir a qualidade e relevância do conteúdo que está ranqueando.

Se não penaliza IA, como a atualização do Google de março de 2024 funciona?

As core updates do Google, que foram ainda mais frequentes ao longo de 2023 (com modificações feitas em março, agosto, outubro e novembro), têm sempre o objetivo de melhorar a qualidade dos resultados de pesquisa.

Agora, não há mais um indicador ou sistema usado para realizar essa análise, mas um conjunto de sistemas. 

O foco dessa mais recente atualização, divulgada em 5 março de 2024 e que tem o prazo de um mês para ser finalizada, está sendo:

  1. Aprimoramentos na classificação de qualidade: a atualização inclui melhorias nos algoritmos de classificação para destacar informações mais úteis nos resultados de pesquisa e reduzir o conteúdo não original. 
  2. Atualização e aprimoramento das políticas de spam: as políticas de combate ao spam foram revisadas para excluir da pesquisa os conteúdos de mais baixa qualidade, como sites expirados usados como repositórios de spam.

Segundo Elizabeth Tucker, diretora da área de produto da Google:

“Esta atualização envolve aprimorar alguns de nossos sistemas principais de classificação para nos ajudar a entender melhor se as páginas da web são inúteis, têm uma experiência de usuário ruim ou parecem ter sido criadas para mecanismos de busca em vez de pessoas”. 

Temos um artigo completo aprofundando em como o Core Update do Google de março funciona. Recomendamos a leitura, caso você queira saber mais.

Uma batalha contra conteúdos medíocres, não contra a Inteligência Artificial

O Google está penalizando conteúdo de má qualidade escrito em massa para atrair cliques — independentemente de como ele é criado. 

Se você ainda está em dúvida, esse é o comentário de Danny Sullivan e Chris Nelson, em nome da Equipe de qualidade da Pesquisa Google sobre o uso de Inteligência Artificial

“Recompensando conteúdo de alta qualidade, não importa como foi produzido. O objetivo dos sistemas de classificação do Google é recompensar conteúdo original e de alta qualidade que demonstre qualidades do que chamamos de E-E-A-T: experiência, autoridade e confiabilidade. 

Ao avaliar seu conteúdo dessa maneira, independentemente de você usar o conteúdo de IA ou não, será mais fácil se manter de acordo com o que nossos sistemas buscam recompensar.”

A relação entre os sites penalizados após a atualização e o uso da Inteligência Artificial vem do fato de que, muitas vezes, o conteúdo gerado por IA de forma generalizada carece de alguns atributos de qualidade, por vezes sendo raso, superficial e até mesmo desatualizado.

A Originality.ai trouxe alguns dados interessantes relacionando sites que usavam IA em massa e o processo de desindexação (ou seja, quando o Google não mostra mais sua página ou seu site no ar): 2% dos sites analisados sofreram sanções manuais. E metade dos sites que foram totalmente desindexados tinham mais de 90% de conteúdo gerado por IA. 

Fonte: Originality.ia 

Fonte: Originality.ia 

Fonte: Chris Long 

(Tradução da imagem)

Chris Long | VP de Marketing da Go Fish Digital e Palestrante na MozCon: O Google está mirando em sites com grande volume de conteúdo de IA. Há inúmeros relatos de sites sendo COMPLETAMENTE desindexados das buscas:

Em 5 de março, o Google anunciou a Core Update Março 2024, que falava sobre tomar medidas contra sites com “conteúdo em escala”.

No dia seguinte, Mark Williams-Cook foi um dos primeiros a citar um estudo de caso onde um site de IA estava sendo completamente removido.

Parece que os proprietários de sites estão recebendo penalidades do tipo ação manual. No Google Search Console, estão recebendo notificações de “spam puro” que informam sobre a penalidade contra eles (via Bill Hartzer).

Lily Ray twittou um exemplo de 10 sites que foram completamente removidos das buscas da noite para o dia.

Jacky Chou teve todos os sites vinculados à conta do Search Console que ele gerencia removidos. Sites que não estavam na conta não foram afetados.

Julian Goldie tem um canal no YouTube onde frequentemente fala sobre estratégias de conteúdo de IA para SEO. Ele relatou que muitos dos sites que ele gerencia foram afetados.

Estou fazendo algumas análises adicionais sobre esses tipos de sites, mas parece que tinham uma produção agressiva de conteúdo, utilizavam IA nessa produção e ganhavam muitas novas páginas e tráfego orgânico rapidamente.

Resumo da ópera: o problema não é a IA em si, mas conteúdo ruim, de má qualidade, sem fontes, pouco original, com experiência do usuário inadequada. 

Inclusive, nas palavras do Google

“Não há nada novo ou especial que os criadores precisam fazer para essa atualização [de março 2024], desde que eles tenham criado um conteúdo satisfatório feito para as pessoas”.

Agora, talvez você esteja se perguntando: “Ok, entendi. Mas o que é exatamente conteúdo de qualidade aos olhos do Google?”. Eles têm um guia bem completo explicando como criar conteúdo útil, confiável e que prioriza as pessoas. Vamos destrinchar isso logo abaixo!

Google E-E-A-T e a criação de conteúdo confiável

Uma dessas estratégias envolve o foco na E-E-A-T: Experience (experiência), Expertise (expertise), Authoritativeness (autoridade) e Trustworthiness (confiabilidade). A E-E-A-T é uma métrica importante usada pelo Google para avaliar a qualidade do conteúdo. 

Apesar de não ser diretamente um fato de ranqueamento, o Google afirma que “é útil usar uma combinação de fatores que identifique o conteúdo com E-E-A-T adequado”.

E o que cada item dessa sigla significa? 

  • E: Experiência (Experience) – Avalia se o conteúdo foi criado com conhecimento prático ou vivência no assunto abordado.
  • E: Especialização (Expertise) – Verifica se o autor do conteúdo tem conhecimento especializado no tema.
  • A: Autoridade (Authoritativeness) – Considera a reputação do autor e do site em relação ao assunto tratado.
  • T: Confiança (Trustworthiness) – Avalia a confiabilidade do autor, do conteúdo e do site.

O próprio Google afirma que, desta lista, o mais importante é a confiança, com os outros itens complementando esse fator principal.

Analisando na prática…

Imagine que você está com uma dúvida sobre pagamento de horas extras e adicional noturno na sua empresa. Ao buscar sobre o assunto, esbarra com um artigo em um blog mais genérico, com parágrafos muito longos, apenas texto. 

Nenhum indício de que aquele conteúdo foi escrito (ou averiguado) por um profissional de RH ou Departamento Pessoal. As informações estão aparentemente corretas, mas não há nada que você já não tenha lido antes. 

Porém, ao buscar informações em outra fonte, encontrou um artigo escrito por Rodrigo Antunes, que trabalha na área de RH há mais de 10 anos e é chefe de Departamento Pessoal numa empresa de tecnologia da informação. 

Ele fala de leis, traz dados recentes e acrescenta informações ligadas à experiência dele atuando na empresa. No meio do conteúdo, há uma calculadora que ajuda você a ter uma noção de quanto vai pagar em horas extras esse mês. Além de ser fácil de ler no celular, escaneável, com links internos para aprofundar mais informações. 

Qual parece mais atraente? 

Deu para perceber que implementar estratégias de marketing de conteúdo focadas em E-E-A-T pode ajudar seu site a se alinhar com as expectativas do Google Core Update. 

Afinal, em meio de uma leva de conteúdos produzidos apenas por IA com afirmações genéricas, você estará estabelecendo uma relação com pessoas que estão saturadas desse mais do mesmo, trazendo insights realmente relevantes, experiências únicas, novas perspectivas e histórias que conectam. 

Dicas práticas para criar conteúdo que prioriza as pessoas

Já entendemos que, ao criar conteúdo, mais do que se perguntar se você vai ser penalizado por IA, é fundamental basear-se nas diretrizes do Google para a produção de material útil e confiável, com foco no usuário. 

Não sabe por onde começar? A própria gigante das buscas encoraja uma autorreflexão sincera com base nas perguntas a seguir: 

Perguntas que o Google encoraja você a se fazer para avaliar o seu conteúdo atual: é hora da autoavaliação. 

Após esse momento de autorreflexão, mãos à obra. O que priorizar, então? 

Leia também: Como criar conteúdo que ranqueia no Google em 2024

Citar fontes de dados e pesquisas de fontes de autoridade 

Pense em órgãos governamentais, entidades reconhecidas da área, universidades, centros de pesquisa, publicações acadêmicas e autoridades no setor. Ou seja, nada de usar apenas a experiência do primo de segundo grau que leu num grupo de WhatsApp. 

Entreviste especialistas 

Busque especialistas no assunto desejado e faça perguntas para se aprofundar no tema do conteúdo. Incluir evidência de especialização envolvida e o histórico do autor são sinais externos tipicamente associados à expertise e trazem a confiabilidade tão estimada pelo Google. 

Esses especialistas podem ser da sua própria empresa ou referências externas, ou até mesmo uma mistura de ambos. Percebeu que, aqui mesmo neste artigo, trouxemos desde falas relevantes de autoridades do Google até do Peçanha, um dos fundadores da Rock Content?

Importante: certifique-se de que as pessoas escolhidas para contribuir com o seu artigo sejam realmente autoridades com experiência e expertise para contribuir com o tema. Não adianta pegar “qualquer fala” que você achou aleatoriamente na internet, tampouco trazer apenas citações que não foram feitas especificamente para seu conteúdo.

Aqui na Rock Content, por exemplo, nossa equipe seleciona especialistas específicos para cada nicho de mercado de nossos clientes, garantindo relevância e confiabilidade.

Aproveite os especialistas da própria empresa

Está fazendo um conteúdo sobre design? Chame o líder do setor para dar uma dica, comentar sobre o assunto, trazer a experiência de dentro da sua marca para o assunto. Traz confiança, originalidade e, de quebra, trabalha a autoridade do seu negócio.

Faça webinars, entrevistas, lives ou simplesmente peça um comentário sobre o assunto para incluir nos seus conteúdos. Coloque entre aspas, com nome, cargo e perfil no LinkedIn, por exemplo. 

Considere utilizar um mesmo conteúdo de diferentes formas

Não é preciso inventar a roda o tempo todo. Tem um artigo que está performando muito bem, que sempre atrai tráfego? Que tal transformá-lo em um carrossel para redes sociais, adaptando o conteúdo para o formato? 

Outra possibilidade: fez um webinar com algum especialista no YouTube? Que tal aproveitar para elaborar um artigo assinado pelo apresentador? Fazemos isso aqui na Rock Content com o nosso webinar quinzenal Bastidores do Marketing e dá muito certo. 

Por exemplo, mais recentemente, Carolina Simões, uma das especialistas em Estratégia de Conteúdo aqui na Rock Content, fez um webinar em inglês com o tema How to create content that will rank in 2024 (Como criar conteúdo que vai ranquear em 2024). 

Depois, pedimos para ela adaptar a apresentação em formato de blog post e localizá-lo para português, para publicar aqui no blog, adicionando informações extras que não foram para o webinar. Confira a versão final aqui. 

Mesmo conteúdo, diferentes formatos, adaptando-se ao público e chegando a pessoas com preferências distintas. Bingo! 

Invista em conteúdo interativo 

Conteúdo interativo é um tipo de material que permite a interação direta do usuário, como quizzes, calculadoras e hubs de conteúdo. Esses formatos aumentam o engajamento, expandem a base de dados e incentivam a produção de futuros conteúdos. 

No contexto do Google E-E-A-T, o conteúdo interativo melhora a experiência do usuário e demonstra a autoridade e a confiabilidade do site, contribuindo para uma melhor classificação nos resultados de busca. 

Além disso, ao fornecer uma experiência mais envolvente e personalizada, o conteúdo interativo pode aumentar a retenção e a satisfação do usuário.

Leia também: Como a Rock Content utiliza o conteúdo interativo na estratégia de marketing

Conte com edição humana

A figura do editor se torna essencial nesse contexto. Embora a IA possa auxiliar na geração de ideias e na otimização inicial do conteúdo, por meio de prompts bem redigidos e completos, a edição humana é essencial para garantir a qualidade, autenticidade e relevância do material.

O editor especialista vai verificar dados, informações, a pertinência das citações e adequar o conteúdo conforme necessário.

Recentemente, um profissional de SEO, Gustavo Dionisio Garcia, compartilhou em seu LinkedIn os resultados intrigantes de um experimento pessoal que iniciou há cerca de um ano, quando o ChatGPT começou a ganhar destaque. 

Com uma pitada de humor sobre suas habilidades visuais, Garcia apresentou um gráfico comparativo de dados extraídos do Google Search Console, exibindo o desempenho de conteúdos 100% humanos, 100% gerados por IA sem revisão humana, 100% IA com revisão humana e humanos com revisão em IA, que você vê abaixo:

Fonte: post do Gustavo Dionisio no LinkedIn

É essencial salientar que os dados apresentados por Garcia, embora não sejam de um estudo científico formal, são resultado de testes práticos realizados por um especialista na área. Eles demonstram que a colaboração entre IA e humanos pode ser eficaz quando integrada de maneira estratégica e responsável.

A principal mensagem é focar na criação de conteúdo que atenda às necessidades do público-alvo, buscando resultados significativos e dedicando-se ao estudo contínuo. A maneira como a IA será integrada nesse processo, seja como ferramenta de apoio, seja em conjunto com o esforço humano, dependerá exclusivamente da estratégia e escolha de cada um.

Conheça o WriterAcess Humanizer

Atentos à demanda de combinação de esforço humano + IA e a importância do editor humano para atendê-la da melhor forma, a Rock Content criou o WriterAccess Humanizer

Por meio dessa ferramenta, você contrata editores profissionais que analisam o conteúdo gerado por IA, verificam a precisão dos dados, a pertinência das informações, a relevância das citações e ajustam o material para que esteja em harmonia com a voz e a estratégia da marca. 

Este processo assegura que o conteúdo IA não só engaje o público-alvo, mas que também esteja alinhado com as melhores práticas de SEO.

Aposte no User Generated Content (UGC)

Essa abordagem permite aproveitar o conteúdo autêntico e natural produzido pelo público, como avaliações, postagens em mídias sociais e vídeos, para promover a marca de forma orgânica e confiável. 

Exemplo de UGC nas redes sociais: gopro

Além de fortalecer o engajamento e a lealdade do cliente, o UGC pode aumentar a visibilidade da marca e proporcionar insights valiosos sobre as preferências e comportamentos do público-alvo.

Pense em SEO e User Experience sempre em conjunto

Vendo tudo o que mostramos até agora, deu para perceber a importância da experiência do usuário ao produzir o seu conteúdo. Aqui na Rock Content, isso é lei: pensamos sempre em SEO e experiência do usuário em um conjunto

Para começar seu novo momento de autoanálise com relação ao seu conteúdo e sua estratégia de SEO atual, responda mentalmente às seguintes questões: 

  1. O conteúdo está fácil de ler e adaptado para dispositivos móveis?
  2. Ao clicar em um link interno, ele está contextualizado com o momento da leitura? 
  3. O leitor consegue identificar os principais pontos daquele texto ao realizar uma leitura mais dinâmica, ou seja, dando saltos entre os intertítulos e o parágrafo logo abaixo de cada um deles? 
  4. Ao ler a introdução, você ficaria com vontade de continuar lendo? 
  5. Caso tenha banners inseridos, eles contêm ofertas relevantes para a pessoa interessada naquele tema? Eles atrapalham a leitura? 
  6. Os CTAs são adequados? Os links estão funcionando? 
  7. Você teria paciência de ler este conteúdo estruturado da forma que está? 
  8. Você conversa com outros stakeholders da empresa (profissionais de Customer Success, UX, UI etc.) para entender as necessidades dos usuários, suas dúvidas e feedbacks antes de produzir conteúdo?

Se respondeu ‘não’ a muitas dessas perguntas, é importante rever o UX do seu site/blog o quanto antes. 

Ao priorizar as necessidades e expectativas dos usuários, as empresas podem melhorar a satisfação do cliente, aumentar a lealdade à marca e, em última análise, impulsionar o crescimento dos negócios.

Esses elementos são indicativos de um conteúdo bem fundamentado e confiável. Esse olhar e cuidado humano são essenciais para evitar a dependência excessiva da IA e para manter a singularidade e a profundidade do conteúdo. 

Talvez você já tenha notado pessoas comentando coisas como “obrigada, ChatGPT” para comentários em redes sociais e conteúdos engessados que, bem, parecerem ter sido 100% redigidos por IA. 

Acreditamos que nenhuma marca deseja ter esse tipo de associação, certo? 

Conteúdo orientado por especialista: a chance de se destacar

Como falamos anteriormente, a Rock Content valoriza materiais especializados que incluem citações de especialistas e dados confiáveis. E temos visto os resultados disso na prática.

O que é conteúdo orientado por especialista?

Esse tipo de conteúdo é construído por redatores especializados em conteúdo e SEO, mas recebe o embasamento de especialistas no assunto, oferecendo conhecimento e perspectiva em primeira mão sobre um tema específico. 

Notando as mudanças no universo do marketing digital, SEO e conteúdo desde o advento do ChatGPT em 2022, pensamos em estratégias para implementar e entender como pensar conteúdo orgânico nesse cenário dominado, cada vez mais, por IA. 

E ficamos felizes em ver que, mesmo em meio a essas mudanças, nossos clientes que contaram com esse tipo de conteúdo só cresceram em tráfego orgânico — enquanto quem manteve uma estratégia mais tradicional de SEO teve declínio: 

Sabemos que encontrar especialistas no setor pode não ser uma tarefa fácil, que demanda tempo e dedicação. Por isso, contamos com os especialistas da nossa rede de talentos para essa etapa. 

Os dados do exemplo abaixo são de uma postagem do blog iFood Parceiros, um de nossos clientes, criada inteiramente com nosso grupo de talentos em um fluxo de trabalho de produção de conteúdo orientado por especialistas: 

Ao atualizar conteúdos orientados por especialistas, obtemos melhorias significativas não apenas no ranqueamento, como também na taxa de cliques (CTR). 

Estamos falando de um aumento de 67% na posição na SERP e de 398% na taxa de cliques em três meses após as atualizações seguindo esse formato.

O papel da Inteligência Artificial na criação de conteúdo

Já entendemos que a Inteligência Artificial não é uma vilã para o Google. E muito menos para a gente aqui na Rock Content.

Na WriterAccess, nossa plataforma com uma rede de mais de 15.000 freelancers especializados, incluindo redatores, editores, estrategistas de conteúdo e designers, contamos com ferramentas de IA desenvolvidas especificamente para auxiliar na geração de ideias e na produção de conteúdos otimizados. 

Elas contribuem (e muito!) para ganharmos agilidade e eficiência, e potencializam a escalabilidade e a criatividade de nossos conteúdos — o que, em nossa opinião, é a melhor maneira de usar IA na produção de conteúdo. 

Leia também: Como a equipe da Rock Content utiliza a Inteligência Artificial

Imagem: Página inicial da WriterAccess

AI Content Idea Generator 

[Conheça a versão gratuita aqui]

Encontre ideias de conteúdo para seu calendário editorial com nossa lista gerada por IA. Essa ferramenta ajuda a encontrar tópicos atuais e relevantes para seu público-alvo, servindo como uma fonte de inspiração para construir conteúdos que engajam e dialogam com sua audiência.

AI Persona Builder

[Conheça aqui]

O AI Persona Builder é uma ferramenta que utiliza Inteligência Artificial para auxiliar na criação de personas detalhadas e precisas para estratégias de marketing de conteúdo. 

Com base em dados e análises, essa ferramenta gera perfis de público-alvo que refletem as necessidades, interesses e comportamentos dos potenciais clientes, facilitando a criação de conteúdos mais direcionados e eficazes.

Leia também: Testado e aprovado: AI Persona Builder para criar buyer personas eficazes em minutos

Bônus: se você tem a versão paga do Chat-GPT, pode testar também o plugin Persona Creator da Rock Content direto no GPT-4 (aqui está o caminho).

AI Content Wizard

[Conheça aqui]

Utilizando uma análise aprofundada e customizada, o AI Content Wizard identifica oportunidades de conteúdo, analisa as lacunas de palavras-chave e fornece pautas para blogposts otimizados para conquistar as melhores posições no Google. 

Com insights detalhados sobre sua audiência e concorrência, a ferramenta é projetada para entregar uma estratégia de conteúdo alinhada com as necessidades do seu negócio, prontamente aproveitadas pela nossa rede de talentos freelancers para criar conteúdos que se destacam pela qualidade e relevância.

AI Backlink Matcher

[Experimente aqui]

O AI Backlink Matcher é outra inovação da WriterAccess que transforma a maneira como os profissionais de SEO e marketing de conteúdo abordam a construção de backlinks. Esta ferramenta utiliza IA para analisar conteúdo e identificar oportunidades de backlinks altamente relevantes, contribuindo para o aumento da autoridade e visibilidade online.

Fazer match entre seu conteúdo e sites de alto valor para backlinks pode ser uma tarefa árdua e complexa, mas o AI Backlink Matcher simplifica esse processo. Ele fornece recomendações personalizadas que se alinham com o conteúdo e o nicho do seu negócio, facilitando a obtenção de backlinks de qualidade que podem elevar seu posicionamento nos motores de busca.

Leia também: É possível utilizar Inteligência Artificial para Link Building? Conheça o AI Backlink Matcher 

AI Copilot 

[Veja aqui]

AI Copilot é a nova ferramenta da Rock Content para criação de conteúdo com Inteligência Artificial. AI Copilot te ajuda a criar desde artigos para blog (com o bônus que ela já foi criada pensando especificamente na criação de conteúdos e SEO) até posts para mídias sociais, e-mails, anúncios e mais.

Ele redige textos considerando a persona do público-alvo, palavras-chave relevantes para o setor, informações da marca, entre outros fatores essenciais para a criação de conteúdo otimizado e alinhado com os objetivos de marketing. 

Além disso, usando AI Copilot para criar artigos para blog, você recebe recomendações de humanização e tem a opção de solicitar a edição do seu conteúdo por um professional especializado para garantir que a versão final estará revisada com um toque humano.

Imagem: Página inicial da AI Copilot

Embora a AI Copilot seja capaz de produzir conteúdos inteiros, tendo em vista tudo o que apresentamos aqui, é altamente recomendado que esses textos passem por uma edição humana (não à toa, você consegue enviar o conteúdo para nossos editores freelancers direto na plataforma, se quiser).

É importante pensar nos diferenciais de qualidade que mencionamos ao longo deste artigo, como conteúdo orientado por especialistas, dados atualizados e referências confiáveis, garantindo assim a autenticidade e relevância do material. 

Giuseppe Caltabiano, VP de Marketing da Rock Content, reforça essa necessidade de usar a IA com sabedoria para ter os melhores resultados: 

“Nosso foco é priorizar a produção de conteúdo de qualidade, utilizando a Inteligência Artificial como um recurso para aumentar a produtividade e a eficiência, sem substituir o expertise e a originalidade humana“.

Essa estratégia assegura que o conteúdo não apenas atenda aos critérios de E-E-A-T, mas também se destaque por sua autenticidade e valor informativo.

Ao seguir essas diretrizes, os criadores de conteúdo podem garantir que seu trabalho seja centrado no usuário, respeite as diretrizes do Google e mantenha uma qualidade superior que não pode ser replicada pela IA. 

É o que afirma Roger Montti, do Search Engine Journal

“As qualidades importantes do conteúdo são aquelas fornecidas por um humano que uma IA é incapaz de oferecer, como a origem, a evidência de expertise, a origem e o background que um humano traz para o tópico sobre o qual se escreve. Humanos trazem a Experiência, Expertise, Autoridade e Confiabilidade.

Conclusão

Apesar do susto que atualizações mais aprofundadas nos algoritmos do Google possam causar, não deixe de lado o objetivo principal delas: garantir que os resultados da busca sejam sempre os melhores possíveis para o usuário, com conteúdo original, pertinente, confiável, atualizado e útil. Ao focar sempre nesse princípio, as chances de core updates afetarem o seu tráfego diminui consideravelmente. 

E, sejamos otimistas: essas mudanças com relação ao uso de IA para criar conteúdo também trazem oportunidades para melhorar o seu conteúdo e ficar à frente da concorrência

O Google Core Update de março de 2024 não é um bicho de sete cabeças se você estiver preparado e informado. E essa preparação envolve não apenas compreender o update, mas também saber como integrá-lo em sua estratégia de marketing de conteúdo de forma efetiva. 

Aproveite a combinação única de inovação em IA e a mestria de talentos humanos especializados em uma variedade de indústrias. Dê o próximo passo para um conteúdo excepcional: experimente o WriterAccess Humanizer gratuitamente!

O que é Generative Engine Optimization (GEO) e qual o impacto em SEO? Entenda!

A era da inteligência artificial (IA) está transformando tudo ao nosso redor, inclusive a forma como buscamos informações online. 

Com o surgimento de generative engines (motores geradores), como o Gemini (ex-Bard) do Google e o Bing Chat da Microsoft, as pesquisas tornaram-se mais dinâmicas e abrangentes, gerando respostas multimodais que vão além do texto. Mas espere aí: já ouviu falar em Generative Engine Optimization (GEO)? 

Se você está se sentindo perdido em meio a tantas siglas e termos técnicos, não se preocupe: não é o único. Vamos descomplicar tudo isso e entender como a IA está revolucionando as pesquisas nos mecanismos de busca.

Curioso para saber formas de adaptar sua estratégia de Marketing de Conteúdo a essa nova realidade? Continue lendo!

O que é Generative Engine Optimization (GEO)?

É uma abordagem inovadora de otimização de motores de busca que se adapta à era dos motores de busca baseados em inteligência artificial, também conhecidos como generative engines (GEs, ou motores geradores). 

Nunca ouviu falar do termo GEO? Não se preocupe: ele é bem recente, tendo sido oficializado em um estudo colaborativo realizado em novembro de 2023 pela Universidade de Princeton, Georgia Tech, o Instituto Allen de IA e o IIT Delhi.

Mas o que é Generative Engine?

Antes de falar sobre otimização para generative engines, precisamos entender o que elas são, certo? 

De acordo com os pesquisadores do estudo, “os motores geradores geralmente atendem às consultas sintetizando informações de múltiplas fontes e resumindo-as com a ajuda de Modelos de Linguagem de Grande Escala (LLMs)”.

Assim, as GE não apenas buscam a informação, mas também geram uma resposta à pergunta da pessoa usuária a partir de múltiplas fontes, o que pode incluir texto, vídeo, infográfico, ofertas de e-commerce e o que mais parecer pertinente para responder de forma satisfatória à dúvida. 

Exemplos mais conhecidos são Gemini (ex-Bard), Bing Chat e Google SGE. 

Qual o impacto de GEO no SEO?

A perspectiva é que essa mudança traga um alto impacto para negócios e pessoas, sobretudo pensando em tráfego e otimização para mecanismo de busca (Search Engine Optimization, ou SEO).

Giuseppe Caltabiano, VP de Marketing da Rock Content, fez a seguinte observação:

“Generative Engines representam uma mudança transformadora no paradigma dos motores de busca, oferecendo respostas diretas e abrangentes às consultas dos usuários e, assim, potencialmente reduzindo a necessidade de visitar sites de forma direta. Isso pode levar a uma queda no tráfego orgânico para os sites e impactar severamente sua visibilidade”.

A diminuição de tráfego não é novidade no mundo do marketing digital. De acordo com a pesquisa “2024 Digital Experience Benchmark Explorer”  da Contentsquare, em diversas indústrias, 55% dos sites registraram menos tráfego em 2023 que no ano anterior.

Com a IA-Search, muitos apostam que haja uma queda ainda maior de tráfego com intensificação dos resultados ‘zero clique’, sobretudo aqueles com intenções menos específicas, ou seja, mais no topo do funil. 

A lógica é simples: a resposta dada pela IA a essas dúvidas mais gerais provavelmente já vai satisfazer esse usuário, diminuindo as chances de ele clicar e ir até o seu site. 

E tendo em vista que muitos negócios se baseiam em tráfego e visibilidade online para gerar conversão e venda, há a discussão de como as GEs têm um potencial muito alto de afetar a economia daqueles que trabalham com Marketing de Conteúdo em geral.  

É justamente por isso que surgiu o GEO: para ajudar esse grupo a lidar melhor com essa mudança pela qual estamos passando e sem muita certeza de quais serão os próximos passos. 

Nas palavras do estudo:

“Para abordar isso, apresentamos a GENERATIVE ENGINE OPTIMIZATION (GEO), um novo paradigma para auxiliar criadores de conteúdo a melhorar a visibilidade de seu conteúdo nas respostas do GE por meio de um framework de otimização para otimizar e definir métricas de visibilidade.

A ideia é que, ao entender e implementar métodos GEO, os criadores de conteúdo aumentem significativamente a visibilidade em ambientes de busca movidos por IA.

GEO e SEO, qual a diferença? 

Após entender a definição de cada termo, você pode estar se perguntando: mas e o SEO? Não existe mais? Não seriam as mesmas técnicas? Qual a diferença? Entenda melhor a seguir. 

Foco em algoritmos de IA

O GEO se concentra em otimizar o conteúdo para algoritmos de IA dos motores geradores. 

Já o SEO tradicional visa melhorar a classificação nas páginas de resultados de motores de busca (SERPs) com base em diferentes critérios, como palavra-chave, backlinks, qualidade do conteúdo, experiência do usuário e velocidade de carregamento da página. 

Respostas multimodais

Como vimos, os motores geradores geram respostas multimodais, combinando informações de várias fontes e com variados formatos, em contraste com os resultados baseados em links mais relevantes para responder à dúvida do SEO tradicional.

Dúvidas complexas 

Ao realizar buscas com consultas longas e detalhadas, as páginas de resultados dos motores de busca (SERPs) muitas vezes não conseguiam abordar toda a demanda específica, optando por fornecer conteúdos que consideravam mais relevantes para a dúvida de forma geral. 

No entanto, com a evolução das Generative Engines (GEs), essas plataformas passam a gerar respostas considerando palavras-chave mais específicas e de fundo de funil, oferecendo soluções mais precisas e direcionadas às necessidades dos usuários. 

Isso implica uma mudança na abordagem de criação de conteúdo, exigindo uma atenção maior às dúvidas detalhadas e específicas do público-alvo.

Relevância do posicionamento na SERP

No modelo tradicional de motor de busca, a visibilidade é frequentemente medida pelo ranking médio de um site nas páginas de resultados de busca.

No entanto, essa métrica é menos relevante para os motores geradores, que priorizam respostas estruturadas ricas em vez de uma simples lista de links.

Tabela comparando os resultados de uma busca mais tradicional e os resultados de uma GEs. Fonte da imagem: artigo “GEO: Generative Engine Optimization” (novembro/2023)

Quais os principais exemplos de Generative Engines?

Tudo parece muito teórico? É bem mais simples do que parece e está bem próximo do nosso dia a dia nos últimos tempos. Como mencionamos na introdução, temos exemplos de GEs bem populares atualmente. 

Gemini (ex-Bard)

Gemini é uma ferramenta de inteligência artificial desenvolvida pelo Google, inicialmente chamada de Bard. Funciona como um assistente de linguagem generativa, capaz de compreender e responder a perguntas complexas, além de gerar conteúdo relevante e informativo. 

Utilizando técnicas avançadas de processamento de linguagem natural e aprendizado de máquina, Gemini visa oferecer respostas mais precisas e humanas. Pode ser usado no lugar do Google Assistente, inclusive. 

Clique no “play” abaixo e veja um vídeo de como funciona uma pesquisa e resposta no Gemini.

Vídeo com pesquisa feita no Gemini

Bing Chat

É um motor de busca desenvolvido pela Microsoft, projetado para fornecer resultados de pesquisa relevantes e precisos para os usuários. 

O Bing Chat utiliza uma versão modificada do ChatGPT, desenvolvido pela OpenAI, para fornecer suas funcionalidades de conversação, permitindo que o chatbot responda a perguntas e participe de conversas de maneira mais natural e informativa.

Assim, o Bing incorpora recursos de inteligência artificial para aprimorar a experiência de busca, oferecendo respostas diretas e personalizadas às consultas dos usuários.

Clique no “play” abaixo e veja um vídeo de como funciona uma pesquisa e resposta no Bing.

Vídeo com pesquisa feita no Bing Chat

SGE do Google

O SGE, ou Search Generative Experience, é uma iniciativa do Google para integrar capacidades de geração de linguagem natural baseadas em IA aos seus resultados de pesquisa. 

Ele visa melhorar a capacidade do mecanismo de busca de fornecer respostas diretas, resumos e explicações geradas de forma inteligente para as consultas dos usuários. 

Utilizando modelos de linguagem avançados, o SGE busca entender a intenção do usuário e gerar respostas que sejam informativas, concisas e contextualmente relevantes.

Abaixo, você confere um Gif de como funciona uma pesquisa e resposta com o Google SGE.

Gif ilustrando uma busca via Google SGE
Gif ilustrando uma busca via Google SGE

Como foi possível notar, atualmente, as fontes usadas para gerar a resposta são sinalizadas em forma de link com título e pequeno resumo. Assim, caso a pessoa deseje, pode clicar e ler a fonte completa. 

Entendido o que e quais são as principais GEs e a importância dessa nova forma de pesquisa, podemos passar para o próximo passo. 

Como funcionam as estratégias de otimização para GEO?

Elas são projetadas para melhorar a visibilidade do conteúdo nos motores geradores, que sintetizam respostas a partir de várias fontes. 

Essas estratégias diferem em alguns momentos das práticas tradicionais de SEO, pois se concentram em tornar o conteúdo mais relevante e atraente para os algoritmos de IA desses motores de busca avançados.

A pesquisa que trouxemos no início enfatiza a importância de se adaptar a esse paradigma emergente, pois as estratégias tradicionais de otimização para motores de busca podem não se traduzir diretamente em sucesso no contexto de busca impulsionada por inteligência artificial.  

Inclusive, as descobertas do estudo sugerem que a dominância e relevância de uma marca nas páginas de resultados de motores de busca do Google não garante visibilidade semelhante em ambientes de busca por IA. 

Sobre isso, Giuseppe Caltabiano afirma que:

“Essa mudança também provoca uma redefinição da concorrência no espaço de SEO, pois a paisagem agora inclui não apenas os players estabelecidos, mas também novas startups que são hábeis em aproveitar os algoritmos de IA para sua vantagem”.

À medida que os algoritmos de IA se tornam mais sofisticados, compreender e otimizar o conteúdo para esses sistemas requer uma abordagem mais dinâmica e focada na naturalidade da linguagem e na relevância do contexto. 

Quais são as principais estratégias de otimização para GEO?

O estudo colaborativo mencionado na introdução examinou nove estratégias distintas voltadas para otimizar o conteúdo do site especificamente para motores geradores. 

Conforme enfatizado por Giuseppe Caltabiano,

“[as estratégias] parecem ser uma combinação de técnicas tradicionais de SEO, como otimização de palavras-chave, aderência aos princípios de E-E-A-T (Expertise, Authoritativeness, Trustworthiness e Experience), riqueza semântica e uso de links externos, todas adaptadas às demandas exclusivas das plataformas de busca gerativas”. 

Estas estratégias incluem:

Authoritative (Autoritativo)

Modifica o estilo do texto do conteúdo da fonte para ser mais persuasivo e autoritário, fazendo afirmações com confiança.

Keyword Stuffing (Saturação de Palavras-chave)

Modifica o conteúdo para incluir mais palavras-chave da consulta do usuário, semelhante às estratégias tradicionais de otimização de SEO.

Statistics Addition (Acréscimo de Dados Estatísticos) 

Modifica o conteúdo para incluir estatísticas quantitativas em vez de discussão qualitativa sempre que possível, adicionando evidências baseadas em dados.

Cite Sources (Citação de Fontes)

Menciona as fontes utilizadas para apoiar afirmações ao longo do conteúdo do site.

Quotation Addition (Adição de Citações)

Incorpora citações de fontes relevantes para melhorar a autenticidade e profundidade do conteúdo do site.

Easy-to-Understand (Facilidade de Entendimento)

Simplifica a linguagem e estrutura do conteúdo do site, tornando-o mais acessível e atraente para o motor gerador e usuários.

Fluency Optimization (Otimização da Fluência)

Melhora a fluência e legibilidade do texto do site, garantindo uma experiência de leitura suave e coerente.

Unique Words (Palavras Únicas)

Adiciona vocabulário único e intrigante ao conteúdo do site, tornando-o mais destacado e aumentando seu apelo.

Technical Terms (Termos Técnicos)

Incorpora termos técnicos e jargão relevante para o domínio ou indústria, demonstrando expertise e atendendo a públicos específicos.

Quais as estratégias mais eficazes na otimização para GEO?

Nesse estudo, as três estratégias que se destacaram em termos de eficácia foram Cite Sources, Quotation Addition e Statistics Addition, que, com mudanças mínimas no conteúdo original, melhoraram a visibilidade do site em 30-40% nas GEs em comparação com as demais estratégias. 

O estudo mostrou também que a eficácia das estratégias de otimização variou dependendo do domínio do conhecimento. 

Por exemplo, a otimização Autoritativo funcionou melhor para conteúdo relacionado ao domínio histórico, enquanto a Citação de Fontes foi mais eficaz para consultas de pesquisa factuais, e a Acréscimo de Dados Estatísticos provou ser benéfica para perguntas relacionadas a leis e ao governo. 

Imagem: artigo “GEO: Generative Engine Optimization” (novembro/2023) 

Ainda de acordo com o estudo, adicionar mais palavras-chave da consulta de pesquisa ao conteúdo (Saturação de Palavras-chave) não foi eficaz e teve um desempenho pior do que a linha de base em 10%.

Giuseppe também compartilha uma lista com dicas mais práticas que estão sendo sugeridas por diversos especialistas, como Malte Landwehr, para ter um norte de como influenciar positivamente a IA-Search. 

Elas incluem as estratégias do estudo que mencionamos acima, mas vão além, com outras sugestões como:

  • Tenha avaliações de usuários reais.
  • Tenha uma análise de especialista.
  • Tenha uma lista de prós e contras.
  • Tenha um resumo para qualquer conteúdo longo que seja relevante, mas muito extenso para ser citado.
  • Adicione mais conteúdo. Não apenas aumente o número de palavras, mas o número de palavras únicas relacionadas.
  • Tenha UGC (conteúdo gerado pelo usuário). Resuma-o de forma citável.
  • Escreva sobre novos tópicos e eventos que não fazem parte dos dados de treinamento dos LLMs (modelos de linguagem de grande escala).
  • Certifique-se de não ter problemas de rastreamento ou indexação.
  • Mencione e explique termos técnicos relevantes para o seu tópico.
  • Mantenha o conteúdo atualizado.
  • Use listas, especialmente para aspectos-chave do tópico que você está cobrindo.
  • Todos os conselhos comuns sobre EEAT (Experiência, Expertise, Autoridade e Confiança) se aplicam também.

Essas descobertas e surgimento de primeiras estratégias sublinham a importância de adaptar o conteúdo para atender às demandas dos motores geradores, utilizando estratégias específicas de GEO para manter e melhorar a visibilidade online em um ambiente de busca cada vez mais dominado por IA.

O que esperar do futuro do SEO com o GEO?

Como toda novidade, muita coisa pode (e está) mudando rápido. Giuseppe Caltabiano traz uma discussão importante à tona: quantas pessoas estão realizando buscas via IA atualmente? E como isso vai impactar (mais) o tráfego, já em queda, como vimos? 

“Em primeiro lugar, a taxa na qual os usuários estão migrando dos motores de busca tradicionais para os motores de busca gerativos movidos por IA permanece ambígua, com um relatório da Gartner prevendo um declínio significativo de 50% no tráfego de busca orgânica até 2028 devido à proliferação da busca por IA.” 

Outra análise interessante é sobre como as GEs escolhem suas fontes, sobretudo com relação à SERP e a questão do posicionamento. Vimos que ter uma boa posição na SERP não está diretamente relacionado com ser eleito pelos motores geradores.

Durante o evento SEO Square da Semji de outubro de 2023, os palestrantes Sélim Dahmani e Amiel Adamony da HubSpot France, em sua conferência “Allier le contenu à l’expérience utilisateur : la clé pour convertir avec votre site web en 2023” (“Aliar o conteúdo à experiência do usuário: a chave para converter com o seu site em 2023”, disponível aqui), já enfatizavam a necessidade de focar os esforços de marketing de conteúdo para se tornar uma das fontes utilizadas pela IA na geração de respostas.

Agora, testemunhamos o surgimento do GEO com foco justamente nessa questão. 

Em outra palestra do mesmo evento, “L’avenir du SEO s’appelle Google SGE”, de Charley Bouzerau e Jérémie Conde, os dois mostraram, inclusive, que a maioria dos sites presentes no Google SGE como fontes das respostas geradas (aparecendo ao lado ou embaixo da resposta em si) não seguia exatamente a ordem dos top 10 da SERP, e muitos nem estavam nesse top 10.

Tradução: A maioria dos sites presentes no SGE não estão no top 10. Pesquisa: tênis de trilha

  • Em azul: todos os sites estavam no top 10.
  • Em vermelho: alguns estavam no top 10.
  • Em amarelo: nenhum estava no top 10

 

Imagem: apresentação de “L’avenir du SEO s’appelle Google SGE”, de Charley Bouzerau e Jérémie Conde, de outubro/2023 (“O futuro do SEO se chama Google SGE”, disponível aqui)

Por um lado, há quem defenda que isso abre novas possibilidades para marcas e sites menores ganharem visibilidade. 

Por outro, conforme Giuseppe Caltabiano destaca, pode ser que isso dê ainda mais relevância a marcas de grande autoridade:

“Existe uma perspectiva oposta que sugere que os motores de busca baseados em IA podem favorecer, por natureza, sites maiores e mais estabelecidos, potencialmente exacerbando a disparidade entre essas entidades e pequenas empresas no ecossistema digital”. 

Nenhuma das afirmações ou dados que trouxemos é ou se propõe a ser uma verdade absoluta. São nortes a ter em mente nesse momento de muitas mudanças e com tendências sendo desenhadas. 

Na conclusão do estudo sobre GEO, inclusive, os próprios pesquisadores o definiram como “(…) um primeiro passo para entender o impacto dos motores gerativos no espaço digital e o papel da OTIMIZAÇÃO DE MOTORES GERATIVOS nesta nova era dos motores de busca”.  

Logo, a própria disciplina ainda está em fase inicial e muita coisa certamente vai mudar. 

Porém, por tudo o que vemos notando, além das técnicas tradicionais de SEO, entendemos que o investimento profundo nos princípios de EEAT (Experience, Expertise, Authoritativeness e Trust) se tornam ainda mais relevantes na era AI-Driven. 

Afinal, como mostrado, muitos critérios usados pela GEs parecem estar atrelados a eles, que visam garantir que os usuários recebam conteúdo de alta qualidade, confiável e relevante em suas buscas online.

EEAT e GEO: qual a relação?

Em uma explicação rápida, EEAT é um acrônimo para Expertise, Experience, Authoritativeness e Trustworthiness, usados para avaliar a qualidade e a confiabilidade do conteúdo de um site. Eles se referem a:

  • Expertise (Experiência): refere-se ao conhecimento e à habilidade do autor do conteúdo em um determinado assunto ou área;
  • Experience (Experiência): relaciona-se com a profundidade e a relevância da experiência do autor no tópico, garantindo que o conteúdo seja informativo e útil para o usuário;
  • Authoritativeness (Autoridade): mede o reconhecimento e a credibilidade do autor e do site no campo em questão;
  • Trustworthiness (Confiabilidade): avalia a confiabilidade e a segurança do site, incluindo aspectos como a precisão do conteúdo e a proteção das informações do usuário.

A relação entre EEAT e GEO é intrínseca, pois o EEAT serve como um excelente norte em mudanças voltadas a mecanismos de busca. 

Essas mudanças sempre têm em mente inclusive o que o Google enfatiza desde sempre e com ainda mais frequência depois do Google Helpful Content: fornecer aos usuários o conteúdo mais relevante, útil e de alta qualidade. 

Portanto, manter o foco na excelência do conteúdo e seguir o estabelecido pelo EEAT é uma estratégia sólida não apenas para o SEO tradicional, mas também para navegar com sucesso nas mudanças trazidas pela ascensão da busca por IA. É nisso que acreditamos, mesmo com a ascensão da IA Search e muitas dúvidas nesse sentido.

Conclusão

Sabemos que é muita coisa nova e parecemos navegar por um mar tortuoso com um barco que não funciona muito bem. 

Porém, não pense em largar tudo e modificar toda sua estratégia de conteúdo do dia para a noite, apostando todas as fichas na Generative Engine Optimization para manter a relevância e a visibilidade em ambientes de busca movidos por IA. Lembre-se de que tudo está em fase inicial. Observe as movimentações, acompanhe as novidades, faça testes, meça resultados e tente de novo. 

Não sabe por onde começar? Experimente o WriterAccess. Com mais de 15.000 talentos especializados em diversos segmentos e recursos avançados de IA, a WriterAccess é a ferramenta ideal para otimizar seu processo de criação e garantir que seu conteúdo se destaque mesmo na era do Generative Engine Optimization. 

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[Nova pesquisa] Personalização é o segredo para dominar o marketing de conteúdo em 2024

Se o mundo digital é uma arena de batalha, o conteúdo é uma arma poderosa. Mas há um detalhe importante: as pessoas estão mais exigentes do que nunca! Seus momentos de atenção são mais curtos, e os motores de busca estão dando prioridade ao “conteúdo útil” como nunca antes.

Isso significa que sua estratégia de conteúdo precisa de uma grande revisão, e a personalização é o segredo para desbloquear todo o seu potencial.

Este artigo é o primeiro de uma série que destaca as descobertas mais importantes do State of Marketing Report de 2024, um estudo abrangente conduzido por líderes do mercado como HubSpot, Litmus, Rock Content e Search Engine Journal.

Hoje, vamos nos aprofundar no futuro do marketing de conteúdo, um futuro onde a personalização é soberana.

Resumo

O problema: uma crise de conteúdo em um mercado saturado

  • A atenção do público dura pouco e o conteúdo genérico se confunde com o restante.
  • Os motores de busca priorizam “conteúdo útil” que atende à intenção do usuário.
  • Muitos profissionais de marketing têm dificuldade em gerar ideias novas de conteúdo e em obter engajamento.

A solução: personalização é a chave

  • Conheça seu público: faça pesquisas, analise conversas nas redes sociais e baseie-se em métricas do site para descobrir suas necessidades e interesses.
  • Mapeamento de conteúdo: com base em sua pesquisa, crie um plano com temas, formatos e canais que geram identificação com seu público.
  • Pesquisa de palavras-chave com um toque pessoal: direcione palavras-chave de cauda longa que demonstrem intenção específica do usuário.

Personalização gera engajamento

  • Títulos e conteúdo genéricos são ignorados.
  • Títulos personalizados que abordam necessidades específicas chamam atenção.
  • Conteúdo personalizado ao longo do texto (exemplos, soluções) resulta em maior engajamento (cliques, compartilhamentos, comentários).

Conteúdo personalizado atrai o tráfego certo

  • Palavras-chave abrangentes atraem um público geral, não necessariamente consumidores interessados.
  • Conteúdo personalizado segmenta grupos específicos dentro do seu público (por exemplo, esportistas iniciantes ou experientes).
  • Isso atrai leads qualificados que já estão interessados no que você tem a oferecer.

Atendendo às expectativas E-E-A-T do Google

  • A atualização de março de 2024 do Google prioriza conteúdo útil e informativo que demonstra expertise (E-E-A-T).
  • Conteúdo personalizado se alinha naturalmente com o E-E-A-T porque aborda as necessidades de um público específico.
  • Isso aumenta as chances de seu conteúdo se posicionar bem nos resultados de busca.

Alcançando seu público: a personalização se destaca em meio ao ruído

  • Segmentação de conteúdo: divida seu público em grupos e personalize o conteúdo para cada um.
  • Conteúdo dinâmico: utilize ferramentas do site para entregar conteúdo com base no comportamento do usuário.
  • Personalização de email marketing: personalize assunto, saudações e recomendações de conteúdo.

Desbloqueando a geração de leads: personalização converte

  • Conteúdo genérico não consegue se conectar com o público e convertê-lo em leads.
  • Conteúdo personalizado que aborda seus problemas e oferece soluções promove confiança e prepara o terreno para a conversão.
  • CTAs claros: diga ao público o que fazer em seguida (inscrever-se, visitar a página do produto, contatar vendas).
  • Iscas para leads: ofereça recursos para download (ebooks e outros materiais) em troca de informações do usuário.
  • Landing pages personalizadas: certifique-se de que as landing pages sejam consistentes com o conteúdo e ofereçam um caminho claro para a conversão.

A urgência da personalização: o futuro do marketing de conteúdo

  • Ao priorizar as necessidades do seu público e criar conteúdo que gere identificação com ele em um nível pessoal, você alcançará seus objetivos de marketing.
  • Crie conteúdo que toque diretamente nos corações e mentes de seu público. O futuro do marketing de conteúdo é pessoal.

A crise de ideias de conteúdo: entender seu público é a resposta

Imagine esta situação: você entra em um mercado lotado, sobrecarregado por uma sinfonia incessante de gritos e vendedores disputando sua atenção. Todos parecem estar vendendo os mesmos produtos genéricos, seus discursos se misturando em um ruído indistinguível. Infelizmente, isso é uma metáfora para o estado atual do conteúdo online.

O relatório State of Marketing de 2024 revela uma verdade alarmante: o maior obstáculo para os profissionais de marketing é a criação de ideias de conteúdo. Surpreendentemente, 16% dos entrevistados têm dificuldade em encontrar ideias para novos conteúdos. Mas a solução não está em forçar temas aleatórios ou recorrer a estratégias sensacionalistas. A resposta está em entender seu público-alvo: suas necessidades, desejos, dores e aspirações.

Ao criar conteúdo que aborda suas preocupações específicas diretamente, você vai gerar um fluxo constante de ideias relevantes e envolventes.

Pense nisso assim: em vez de gritar características genéricas do produto no mercado lotado, você identifica um cliente com um problema específico e oferece a ele uma solução direcionada. De repente, sua voz se destaca no meio do ruído, e você tem toda a atenção dele.

Veja como a personalização pode ajudar você a superar essa crise de ideias de conteúdo:

  • Pesquisa de público: Realize pesquisas, analise conversas nas redes sociais e aproveite as métricas do seu site para obter insights aprofundados sobre seu público-alvo. Quais são seus interesses? Que perguntas eles continuam fazendo? Quais desafios eles enfrentam?
  • Mapeamento de conteúdo: Com base em sua pesquisa de público, crie um mapa de conteúdo que detalhe tópicos, formatos e canais de distribuição que ressoem com eles.
  • Pesquisa de palavras-chave com um toque pessoal: Não confie apenas em palavras-chave generalistas. Procure por termos de cauda longa que demonstrem intenção de usuário específica. Esses “micro-nichos” apresentam oportunidades de ouro para criar conteúdo altamente personalizado.

O enigma do engajamento: personalização gera interação

Conteúdo genérico é ignorado e ponto final. Ele se mistura ao ruído de fundo do mercado digital, incapaz de capturar a atenção ou gerar qualquer resposta significativa. Já o conteúdo personalizado que atende diretamente às necessidades de seu público gera ação.

O relatório State of Marketing destaca outro desafio importante para os profissionais de marketing: criar conteúdo que receba altos níveis de engajamento online. Surpreendentemente, 16% dos entrevistados lutam com esse aspecto. Aqui é onde a personalização entra em ação.

Imagine que você cria um blog post chamado “5 maneiras de melhorar suas habilidades culinárias em casa”. Esse título genérico pode atrair alguns cliques, mas ele carece da personalização necessária para realmente engajar. Agora, considere estas alternativas:

  • “Eleve o nível dos jantares da semana: 5 receitas fáceis e deliciosas para profissionais ocupados” (direcionado a profissionais ocupados)
  • “Domine a arte da confeitaria: um guia para iniciantes na criação de doces perfeitos” (direcionado a iniciantes em confeitaria)
  • “Saudáveis e econômicas: 5 ideias de preparo de refeições acessíveis para entusiastas da saúde” (direcionado a pessoas preocupadas com a qualidade de vida)

Esses títulos personalizados capturam imediatamente a atenção do leitor porque abordam necessidades e interesses específicos. Essa abordagem personalizada continua ao longo do próprio conteúdo. Você utiliza exemplos relevantes, aborda dores comuns dentro desse segmento e oferece soluções adaptadas à situação específica deles.

O resultado é um maior engajamento na forma de cliques, compartilhamentos, comentários e até mesmo mensagens diretas de leitores interessados.

Leia também: Como criar conteúdo que ranqueia no Google em 2024

O triunfo no tráfego: o poder da atração personalizada

Os dias de depender de palavras-chave generalistas para atrair visitantes para o site estão ficando para trás. Os motores de busca estão se tornando cada vez mais sofisticados, priorizando conteúdo que não apenas corresponde às consultas de pesquisa, mas também demonstra relevância para a intenção do usuário.

A personalização possibilita direcionar seu conteúdo para segmentos específicos do público. Esse foco preciso atrai o tipo certo de tráfego: potenciais clientes que já estão interessados no que você tem a oferecer.

Imagine que você é uma empresa que vende equipamentos voltados para trilhas. Usar uma palavra-chave genérica como “tênis de caminhada” pode atrair um público amplo, incluindo caminhantes casuais e até fashionistas procurando calçados modernos.

Mas ao personalizar seu conteúdo, você pode segmentar para grupos específicos dentro da comunidade de entusiastas da caminhada.

  • Crie conteúdo para caminhantes experientes: Foque em análises técnicas de equipamentos, recomendações de trilhas desafiadoras e dicas para técnicas avançadas.
  • Desenvolva conteúdo para iniciantes: Guias de equipamentos para compras pela primeira vez, dicas sobre como escolher as trilhas certas e informações essenciais de segurança.
  • Atenda a interesses específicos dos entusiastas por trilhas: Crie conteúdo para mochileiros, caminhantes de um dia ou demais interessados em aventuras específicas como escalada em montanha ou caminhadas no deserto.

Essa abordagem direcionada atrai leads qualificados. Eles já estão interessados em trilhas e estão ativamente buscando informações relevantes para suas necessidades específicas. Ao oferecer conteúdo valioso e personalizado, você se estabelece como uma fonte confiável e aumenta as chances de convertê-los em clientes fiéis.

Como seu conteúdo pode atender às expectativas de E-E-A-T do Google

A atualização de março de 2024 do Google enfatiza a priorização de conteúdo que seja útil, informativo e demonstre expertise.

Esse foco na qualidade se alinha perfeitamente com o conceito de marketing de conteúdo personalizado. Quando você cria conteúdo que aborda as necessidades específicas e dores de um público específico, está essencialmente criando peças informativas e úteis.

O algoritmo do Google provavelmente favorecerá esse conteúdo personalizado, pois ele demonstra uma compreensão mais aprofundada do tema e atende diretamente à intenção do usuário. Ao priorizar a personalização, você não está apenas criando conteúdo que gera identificação com seu público, mas também criando conteúdo que atende aos fatores de classificação em constante evolução do Google.

Aliás, já adiantei os possíveis impactos nos rankings de resultados de conteúdo, dependendo de como você cria o conteúdo.

Agora é a hora de agir dentro da janela de 2 meses oferecida pelo Google para garantir que você esteja criando conteúdo humano que seja confiável, que gera autoridade e é realmente útil para seu público. A base E-E-A-T (Experience, Expertise, Authoritativeness, Trust) é mais importante do que nunca.

Aqui estão as melhores dicas:

  • Nas próprias palavras do Google, “evite criar conteúdo focado apenas em mecanismos de busca”.
  • Elabore um briefing criativo robusto para sua marca e público para personalização do seu conteúdo.
  • Solicite pedidos de profissionais 6 estrelas.
  • Conte com a equipe da WriterAccess para recomendações de talentos dos nossos melhores redatores em cada setor ou nicho.
  • Converse com os redatores antecipadamente em nossa ferramenta de reunião para garantir alinhamento com seu público-alvo.
  • Tenha cuidado com o uso excessivo de conteúdo gerado por IA ou ferramentas de IA.

Os freelancers do WriterAccess são qualificados e estão prontos para criar conteúdo de valor com base nas necessidades da sua marca e público. Em outras palavras, conteúdo que ranqueia!

Alcançando seu público: a personalização se destaca em meio ao ruído

Imagine novamente aquele mercado lotado onde todos estão gritando a mesma mensagem. Os motores de busca estão inundados com conteúdo genérico, tornando difícil para os usuários encontrar o que eles realmente procuram.

A personalização permite que você se destaque do ruído e alcance seu público-alvo diretamente. Ao falar a língua dele e atender às suas necessidades, você se torna um farol que eles não podem ignorar.

Aqui estão algumas técnicas de personalização para alcançar o público certo:

  • Segmentação de conteúdo: Divida seu público em grupos distintos com base em dados demográficos, interesses e comportamento online. Em seguida, adapte seu conteúdo para gerar identificação com cada segmento.
  • Conteúdo dinâmico: Use ferramentas de personalização de sites para oferecer conteúdo que se adapta com base no comportamento e preferências do usuário. Por exemplo, um visitante que retorna pode ver uma postagem de blog diferente de alguém que está fazendo sua primeira visita.
  • Personalização no email marketing: Aproveite os dados do usuário para personalizar assuntos de emails, saudações e recomendações de conteúdo. Isso aumenta o engajamento e a taxa de cliques.

Desbloqueando a geração de leads: personalização converte

Conteúdo que gera identificação gera leads. E o conteúdo genérico muitas vezes falha em se conectar com o público em um nível mais específico, levando a uma desconexão entre conteúdo e conversões.

O relatório State of Marketing também destaca que, para 14% dos entrevistados, criar conteúdo que gera leads é outro desafio considerável. Quando você cria conteúdo personalizado que aborda os problemas específicos do seu público e oferece soluções valiosas, você está nutrindo a confiança e preparando o terreno para a conversão.

Vamos voltar ao exemplo de equipamentos para trilhas. Imagine um cliente em potencial lendo seu post no blog personalizado intitulado “As 5 melhores mochilas para aventuras de fim de semana”. O artigo aborda suas necessidades específicas, oferece análises detalhadas e oferece sugestões claras de compra. Essa abordagem personalizada promove a confiança e o posiciona como um especialista.

Agora, considere estas etapas adicionais para direcioná-los ainda mais pelo funil de conversão:

  • Inclua CTAs claros: Diga ao seu público o que você quer que ele faça em seguida, seja assinar sua newsletter, visitar sua página de produto ou entrar em contato com sua equipe de vendas.
  • Ofereça iscas aos leads: Ofereça materiais valiosos para download, como ebooks, whitepapers ou códigos de desconto em troca de informações do usuário. Isso permite que você capture leads e os nutra com mensagens de marketing direcionadas.
  • Personalize suas landing pages: Garanta que suas landing pages estejam consistentes com o conteúdo que levou o usuário até lá. Reforce a mensagem personalizada e ofereça um caminho claro para a conversão.

Conclusão: a urgência da personalização

O relatório State of Marketing de 2024 pinta um retrato claro: a personalização é o futuro do marketing de conteúdo.

Ao priorizar as necessidades do seu público e criar conteúdo que gera identificação a nível pessoal, você não apenas se destacará em um espaço online sobrecarregado, mas também gerará leads, aumentará o engajamento e alcançará seus objetivos de marketing.

Então, abandone aquela abordagem genérica e comece a criar conteúdo que toque diretamente nos corações e mentes do seu público. O futuro do marketing de conteúdo é pessoal, e está na hora de abraçá-lo.

Como criar conteúdo que ranqueia no Google em 2024

O comportamento dos usuários está em constante evolução. Em uma sociedade pós-pandemia e marcada pelo crescimento da inteligência artificial, isso é mais evidente do que nunca.

As pessoas estão mudando a maneira como consomem e produzem conteúdo online, como pesquisam e como interagem entre si e com as marcas.

Então, é natural que toda a estrutura da internet, incluindo mecanismos de busca, redes sociais e sites de notícias, esteja se adaptando a essas novas tendências.

O Google é um exemplo disso. 

No ano passado, vimos o gigante das buscas dar mais importância ao conteúdo de qualidade e, mais recentemente, neste mês, testemunhamos uma das maiores e mais importantes atualizações do Google Core, que removeu completamente sites de baixa qualidade dos resultados de busca.

Além disso, há também a Google Search Generative Experience, que promete transformar completamente a forma como interagimos com os resultados de busca hoje num futuro próximo.

De fato, o Google está se ajustando rapidamente. 

E para nós, donos de marcas, profissionais de marketing e especialistas em SEO, surge a pergunta inevitável: como criar conteúdo que ranqueia em 2024?

Aqui na Rock Content, estamos acompanhando de perto todas essas mudanças, desde o surgimento de novas ferramentas de IA até as atualizações do Google e as mudanças no comportamento do usuário.

Após vários teste e implementação de mudanças na forma como produzimos conteúdo (para nós e para nossos clientes), reunimos insights importantes com base em estudos recentes, nossa experiência e dados reais, para ajudar você a adaptar seu conteúdo para o futuro do SEO. Confira!

Search Generative Experience: Como será o futuro das SERPs?

Antes de mais nada, vale reforçar que temos um artigo totalmente dedicado a explicar a Search Generative Experience (SGE), e recomendo fortemente que você o leia se quiser aprofundar o assunto.

Aqui, explicarei brevemente como as SERPs do Google funcionarão em um futuro próximo, com a influência da IA, para ajudar você a entender melhor as estratégias de conteúdo que compartilharei posteriormente.

Leia também: Como o SGE (Search Generative Experience) vai impactar a busca orgânica em 2024?

Como mencionei, o algoritmo do Google está mudando. E precisamos prestar atenção nisso para continuar gerando tráfego orgânico.

Como a SERP do Google funciona hoje?

O blog da Rock Content na posição “zero” da SERP para a palavra-chave “Marketing Direto”, mostrado nos recursos de snippet

Agora, se a pergunta do usuário é mais complexa, o Google tenta apresentar resultados próximos que sejam relacionados ao tópico. Mas, se não houver nada tão específico que já tenha sido publicado por terceiros, ele não é capaz de ajudar.

Quando fazemos perguntas bem específicas, o Google mostra os resultados que melhor se encaixam na nossa intenção de pesquisa, mas raramente encontra a resposta exata de que precisamos. Neste exemplo, o Google descartou a parte dos “200 reais” da minha pesquisa e mostrou artigos mais generalistas em vez de me dar a resposta específica que eu queria.

De certa forma, o algoritmo obriga as pessoas a simplificarem suas perguntas. Ele prioriza suas páginas de resultados que direcionam o usuário para a melhor resposta, considerando principalmente os seguintes atributos:

  • Informação bem organizada;
  • Perguntas e respostas objetivas;
  • Expertise e autoridade;
  • Interatividade dentro das páginas;
  • Links estratégicos;
  • Materiais multimídia;
  • Dados estruturados;
  • Usabilidade.

Como a SERP do Google funcionará com IA (SGE)?

O exemplo acima ainda está em testes, mas foi apresentado pelo Google aqui como algo que será o futuro.

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A SGE do Google é um recurso alimentado por IA adicionado à interface de pesquisa que já conhecemos. Ela aproveita o poder da tecnologia de IA para aprimorar os resultados de pesquisa, oferecer visões gerais úteis da SERP e otimizar o processo de navegação na web.

Como você pode ver, o Google continua oferecendo respostas simples como sempre fez, mas agora está menos dependente da disponibilidade de uma página externa que responda a essa intenção de pesquisa. O Google mesmo apresenta uma resposta por meio da IA.

Em outras palavras, o mecanismo de busca agora é capaz de responder a perguntas únicas e específicas, como a do exemplo anterior.

Isso significa que o SEO morreu?

Levante a mão se você já ouviu algo assim este ano. As pessoas sempre tentam matar o SEO de vez em quando.

Não, pelo contrário. O SEO é mais importante do que nunca, e está elevando o nível do seu “jogo”.

O Google continua sendo um mecanismo de busca. Ainda não sabemos ao certo como o Google dará crédito ao conteúdo que gera respostas por meio de pesquisas impulsionadas por IA. Precisamos esperar para ver.

Leia também: O SEO na era da Inteligência Artificial

Mas também precisamos lembrar que, mesmo quando a SGE se tornar parte de nossa rotina de pesquisa, ainda teremos, logo abaixo da resposta gerada por IA, nossa tradicional SERP, com menos opções de resultados na primeira página e priorizando a mesma estrutura e qualidade de conteúdo.

E, falando nisso…

A atualização do Google de março de 2024 e o foco na qualidade do conteúdo

O Google vem enfatizando a importância de conteúdo de alta qualidade, útil, confiável e centrado nas pessoas há algum tempo. Vimos inúmeras atualizações nos últimos anos, todas apontando para esse foco.

Em março de 2024, isso ficou mais claro do que nunca: a mais recente atualização do algoritmo busca reduzir em 40% o conteúdo de baixa qualidade e não original nos resultados de busca. Temos um artigo completo explicando todos os detalhes sobre essa atualização, que eu recomendo fortemente que você leia aqui.

Mas a conclusão é: você não pode ficar com o mesmo conteúdo e estratégias de SEO e esperar o mesmo crescimento.

Estamos enfrentando novas formas de interagir e distribuir conteúdo, com a mesma regra de ouro. Como declarado pelo Google Search Liaison no X:

“A principal orientação do Google é focar em fazer coisas para seus leitores que sejam úteis. Por exemplo, se faz sentido para seus leitores verem a assinatura de um artigo (e pode ser que sim!), faça isso por eles. Não faça isso porque você ouviu dizer que ter a assinatura do autor em seu artigo melhora seu ranking no Google (não melhora).

Coloque seus leitores e público em primeiro lugar. Seja útil para eles. Se você fizer isso, se estiver fazendo coisas para eles, é mais provável que se alinhe com sinais completamente diferentes que usamos para recompensar o conteúdo.”

E onde se encaixa o conteúdo gerado por IA nessa equação?

Talvez você tenha ouvido dizer que o Google está penalizando conteúdo gerado por IA. Bem, preciso esclarecer que o gigante das buscas não fez nenhuma declaração direta sobre penalizar conteúdo criado por inteligência artificial.

No entanto, quando entendemos que conteúdo de qualidade é o que o Google está priorizando agora, eu convido você a refletir:

Em 2024, com o uso generalizado de Inteligência Artificial, é mais fácil do que nunca criar conteúdo, mas também aumenta a probabilidade de gerar, publicar e consumir conteúdo pobre, superficial, impreciso e medíocre.

Quando analisamos a maioria dos sites que foram desindexados após a atualização do Google, o que encontramos é um padrão de conteúdo gerado em massa por IA com muito pouca (ou nenhuma) edição humana, resultando em conteúdo genérico, superficial e desatualizado que viola as diretrizes de spam do Google.

Isso significa que as marcas precisarão criar um conteúdo ainda melhor, pois o padrão de qualidade e as expectativas do usuário só continuam a aumentar. Conteúdo de alta qualidade torna-se vital para se diferenciar e obter resultados.

O valor e o potencial de resultados de conteúdo medíocre cairão drasticamente (linha azul), enquanto o valor e o potencial de resultados de conteúdo de alta qualidade aumentarão (linha laranja).  (Via LinkedIn)

Em um contexto em que a IA diminui a eficácia do SEO, um bom conteúdo vale ouro.

E então… qual é o futuro do SEO? E como se preparar para isso?

Agora que você entende para onde o Google está indo, é hora de ser prático: como você adapta sua estratégia de conteúdo para garantir que atenda às expectativas do futuro do SEO?

Podemos dividir as melhores práticas de planejamento de SEO em duas frentes:

  • Estratégia para escolha de tópicos;
  • Elementos essenciais de otimização on-page.

Vamos falar de cada um desses separadamente?

Estratégia para escolha de tópicos

A premissa principal deve ser produzir conteúdo focado na experiência do usuário, transmitindo experiência, expertise, autoridade e confiança (E-E-A-T, em inglês). Isso significa produzir conteúdo com novas informações e abordagens, que as ferramentas de IA não podem produzir, para obter uma vantagem competitiva.

Na prática, o foco deve ser em temas que:

  • Exijam análise aprofundada;
  • Ajudem o usuário a tomar decisões com base em seu contexto;
  • Transmitam expertise humana e um nível mais elevado de especialização;
  • Explore informações relacionadas a contextos e eventos recentes, priorizando a originalidade.

Case: palavra-chave em alta

Como mencionei, tudo o que estou apresentando neste artigo é baseado em pesquisa e fatos, e, mais importante ainda, em nossa própria experiência. Realizamos uma série de testes e atualizações em nossa própria estratégia, assim como na de nossos clientes, para garantir que nossos números continuem crescendo em uma realidade onde muitos sites estão perdendo tráfego.

Aqui está um bom exemplo de um artigo que criamos:

  • Uma análise aprofundada;
  • Expertise humana;
  • Originalidade;
  • E, mais importante ainda, um contexto atual e em alta.

Em julho de 2023, aproveitamos o buzz em torno do filme da Barbie para criar um artigo sobre o marketing do filme, que rapidamente se tornou o artigo mais acessado do mês, trazendo um pico de tráfego além dos artigos evergreen.

Este artigo foi escrito por uma de nossas Especialistas em Conteúdo, que engenhosamente trouxe sua expertise não apenas como profissional de marketing, mas como fã da “Barbieland”, para criar um artigo único, altamente oportuno, relevante para nosso público, com dados atualizados, que aproveitou uma palavra-chave em tendência do momento.

Elementos essenciais de otimização on-page

Além da estratégia adotada na escolha dos tópicos a serem explorados, alguns elementos precisam ser priorizados para garantir uma vantagem competitiva sobre a concorrência.

Algumas táticas que devem ser priorizados durante a produção de conteúdo incluem:

  • Inclusão de trechos com citações de especialistas, dando o devido crédito e inserindo hiperlinks para suas redes profissionais;
  • Identificação dos autores e suas qualificações/experiência;
  • Inclusão de elementos multimídia (vídeos, infográficos, materiais incorporados etc.) com o objetivo de trazer informações complementares e reforçar a intenção de busca no conteúdo;
  • Uso frequente de dados e informações de pesquisas e instituições/órgãos relacionados ao tema;
  • Utilizar conteúdos interativos embedados em seu conteúdo principal, como mini quizzes e calculadoras, para trazer uma experiência personalizada e ajudar sua persona a tomar decisões individuais.

Como isso se aplica em termos práticos?

Vamos pegar, como exemplo prático, como alguns títulos de blog posts poderiam ficar adotando as novas práticas discutidas aqui:

Exemplos de títulos que funcionavam antes das mudanças do Google Exemplos mais funcionais agora, para o futuro do SEO
Descubra quais são as 7 profissões do futuro Profissões do futuro: pesquisadores apontam quais são as principais
Como abrir um restaurante? Abrindo um restaurante: experiências daqueles que tiveram sucesso
Como fazer um aplicativo? Entenda o processo Como criar um aplicativo? Desenvolvedor explica
Como padronizar processos na gestão da empresa? Padronização de processos: especialista lista 5 segredos
O que é um documento eletrônico? Documento eletrônico: advogado explica os usos

Case: tráfego orgânico orientado por especialistas

Outro case que apoia nossa hipótese, desta vez de nossos clientes (cujos nomes manteremos confidenciais por motivos de privacidade), demonstra como o uso de conteúdo orientado por especialistas pode alavancar o crescimento do tráfego. Dê uma olhada no gráfico abaixo:

O “conteúdo orientado por especialistas” utiliza entrevistas com especialistas no assunto, oferecendo conhecimento e perspectiva em primeira mão sobre um tema específico. Esse tipo de material integra citações e ideias do especialista, enriquecendo a narrativa e oferecendo perspectivas originais que envolvem o público com análises autoritativas e perspicazes.

Como você pode ver, os blogs que implementaram conteúdo orientado por especialistas consistentemente desde o início demonstram um padrão claro de crescimento constante.

Por outro lado, aqueles que gradualmente introduziram conteúdo orientado por especialistas mostram sinais de estagnação com flutuações ocasionais. Além disso, os blogs que aderem a estratégias tradicionais de SEO sem se adaptarem à especialização de conteúdo estão enfrentando uma queda no tráfego.

Isso destaca a importância do conteúdo orientado por especialistas para se manter competitivo e alcançar um crescimento sustentável no cenário de SEO atual.

A tabela abaixo também mostra melhorias alcançadas em apenas três meses por um de nossos clientes (que também manteremos o nome confidencial), incluindo um aumento de 398% na taxa de cliques (CTR) e um aumento de 67% no posicionamento na SERP.

É importante reforçar que nossos clientes vêm de diversos setores. Para garantir que entregássemos conteúdo orientado por especialistas que refletisse a qualidade esperada, contamos com nossa base de 15.000 redatores dentro da WriterAccess, nosso marketplace de talentos.

Também adotamos um processo de entrevista com especialistas para garantir citações atuais e relevantes. Os resultados falam por si.

E um aviso importante…

Neste artigo, foquei no que você precisa fazer para elevar o nível do seu conteúdo e garantir uma vantagem competitiva nesta nova era de mudanças em SEO.

É claro que, além das dicas trazidas aqui, as boas práticas de SEO continuam sendo cruciais. Então, lembre-se de elaborar um plano de conteúdo robusto, realizar pesquisas de palavras-chave, implementar estratégias de construção de links, otimizar elementos dentro e fora da página, entre outros.

Se precisar de um pouco de ajuda aplicando o básico, você pode conferir nosso checklist de SEO.

Conclusão

Como você pode ver, produzir conteúdo personalizado, humanizado e de alta qualidade é essencial para atrair a atenção do usuário e também ter sucesso no futuro dos mecanismos de busca. Então, o foco da sua produção de conteúdo de SEO deve ser nesses elementos em 2024.

Se eu puder dar uma última dica, recomendo que experimente a WriterAccess e veja como nossos talentos podem ajudar você a criar conteúdo que não apenas sobrevive, mas também prospera no futuro do SEO. Você pode se inscrever aqui para um teste gratuito de 14 dias.

A sua empresa está pronta para o futuro?

Core Update de Março de 2024: Atualização do Google Remove Sites de Baixa Qualidade

A atualização do Google de março de 2024 está tendo um impacto significativo no mercado de SEO. Ela busca especificamente melhorar a qualidade da pesquisa, tendo como alvo e removendo conteúdos de baixa qualidade e spam das suas páginas de resultados.

Essa não é a primeira vez que vemos o Google se movimentando para priorizar conteúdos de qualidade, mas a atualização do Google Core Update de março 2024 está sendo descrita como uma das maiores e mais impactantes dos últimos tempos.

A expectativa é que essa atualização reduza em 40% o conteúdo de baixa qualidade e não original nos resultados de pesquisa. Vários sites já foram afetados e completamente removidos dos índices nas últimas semanas.

Mas calma, nada de pânico. Vamos te mostrar os detalhes desta atualização, o que o Google espera do seu conteúdo daqui para frente e como se adaptar a essas mudanças de forma eficaz.

Entendendo o Core Update do Google de Março 2024

A mais recente atualização do Google, anunciada em março de 2024, representa uma mudança significativa na forma como a gigante das buscas avalia e ranqueia os sites. Abaixo, vamos analisar mais a fundo as principais conclusões vindas diretamente da fonte:

Melhorias no ranking de qualidade

O Google está impulsionando seus sistemas principais de ranqueamento por meio de melhorias no seu algoritmo, com o objetivo de priorizar a entrega de informações mais úteis e relevantes, enquanto diminui o conteúdo não original nos resultados de pesquisa.

Isso inclui aperfeiçoar os sistemas de classificação para identificar páginas da web não úteis, como páginas com uma experiência do usuário ruim ou conteúdo criado especificamente para motores de busca, não para audiências humanas.

A diretora de produto do Google, Elizabeth Tucker, revela: “Esta atualização traz mais do que apenas ajustes algorítmicos. É um movimento estratégico para remodelar a narrativa em torno da qualidade de pesquisa do Google. Queremos enfatizar que a IA não é a inimiga; nosso foco está em garantir que conteúdo valioso e relevante suba para o topo.”

Novas políticas anti-spam

Para reduzir o volume de conteúdos de baixa qualidade e spam, o Google está implementando políticas anti-spam novas e aprimoradas. Elas buscam manter o conteúdo de menor qualidade fora dos resultados de pesquisa. O foco está em três áreas:

  • Abuso de domínios expirados: foca na manipulação dos rankings de pesquisa pela compra de domínios expirados e seu reaproveitamento para hospedar conteúdo de baixa qualidade.
  • Abuso de conteúdo em escala: o Google tem como objetivo restringir a criação de um grande volume de páginas com o intuito de manipular as classificações de pesquisa, resultando em altas quantidades de conteúdo não original e de baixo valor.
  • Abuso da reputação do site: mira na publicação de páginas de terceiros com mínima supervisão ou engajamento mínimo do site hospedeiro para manipular as classificações de pesquisa.

Redução de resultados de baixa qualidade e não originais

Partindo das iniciativas de 2022, o Google está aprimorando seus sistemas de classificação para reduzir conteúdo não útil e não original. O foco está em identificar páginas que possam parecer não úteis ou oferecer uma experiência ruim para o usuário. Além disso, mira em páginas criadas apenas para satisfazer a termos de buscas específicos.

Como mencionamos antes, o objetivo é reduzir o conteúdo de baixa qualidade e não original nos resultados de pesquisa em cerca de 40%.

Penalidades mais rápidas e comunicação inconsistente

Um destaque desta atualização é a implementação das “ações manuais”.

Quando o Google detecta um site que não segue suas diretrizes, pode impor uma “ação manual”, resultando na remoção completa do site de seus resultados de pesquisa, também conhecida como “desindexação”.

A partir de 5 de março, houve um aumento perceptível no número dessas notificações aparecendo no painel de ações manuais do Google Search Console para vários sites. Isso costuma resultar na exclusão total dos sites afetados dos resultados de pesquisa do Google.

(Tradução da imagem)

Ações manuais

1 problema detectado

Páginas afetadas por ações manuais podem ter seus recursos de exibição reduzidos, classificações mais baixas ou até mesmo remoção dos resultados de pesquisa do Google.

Spam puro

Descrição: Páginas neste site parecem usar técnicas de spam agressivas, como geração automática de texto sem sentido, cloaking, content scraping de outros sites e/ou violações repetidas ou flagrantes das políticas de spam do Google para pesquisa na web.

Afeta: Afeta todas as páginas.

Relatos nas redes sociais indicam casos em que sites foram completamente desindexados e foram aplicadas penalidades afetando todas as páginas.

No entanto, há algumas inconsistências na comunicação, com algumas empresas recebendo notificações por e-mail, enquanto outras percebem a ação manual em seu Google Search Console.

Somando isso à complexidade desta atualização, parece que as ações do Google vão além de simples penalidades para a remoção completa de certos sites de seus resultados de pesquisa. Essa ação parece ser principalmente direcionada a sites que utilizam predominantemente conteúdo gerado por IA.

Figuras influentes no campo do marketing digital compartilharam exemplos claros de sites conhecidos desaparecendo do índice do Google praticamente da noite para o dia.

A severidade dessa medida destaca a grande importância da conformidade com as diretrizes do Google e os perigos potenciais de depender muito fortemente da IA para a geração de conteúdo.

(Tradução da imagem)

Mark Williams-Cook | Diretor na Candour e Fundador da AlsoAsked: Estou vendo sites com conteúdo em massa de IA não sendo penalizados, mas completamente desindexados do Google agora, a coisa ficou séria.

Tenho tentado alertar as pessoas ao longo do último ano sobre os perigos potenciais de “roubos de SEO” e produção em massa de conteúdo de IA, e os primeiros indícios são de que o Google está agindo agora.

Um exemplo disso: o FreshersLive teve 10 milhões de visitantes na semana passada, hoje está completamente desindexado. Zero tráfego do Google. (grato a Kashif Riaz por este exemplo)

(Tradução da imagem)

Chris Long | VP de Marketing da Go Fish Digital e Palestrante na MozCon: O Google está mirando em sites com grande volume de conteúdo de IA. Há inúmeros relatos de sites sendo COMPLETAMENTE desindexados das buscas:

Em 5 de março, o Google anunciou a Core Update Março 2024, que falava sobre tomar medidas contra sites com “conteúdo em escala”.

No dia seguinte, Mark Williams-Cook foi um dos primeiros a citar um estudo de caso onde um site de IA estava sendo completamente removido.

Parece que os proprietários de sites estão recebendo penalidades do tipo ação manual. No Google Search Console, estão recebendo notificações de “spam puro” que informam sobre a penalidade contra eles (via Bill Hartzer).

Lily Ray twittou um exemplo de 10 sites que foram completamente removidos das buscas da noite para o dia.

Jacky Chou teve todos os sites vinculados à conta do Search Console que ele gerencia removidos. Sites que não estavam na conta não foram afetados.

Julian Goldie tem um canal no YouTube onde frequentemente fala sobre estratégias de conteúdo de IA para SEO. Ele relatou que muitos dos sites que ele gerencia foram afetados.

Estou fazendo algumas análises adicionais sobre esses tipos de sites, mas parece que tinham uma produção agressiva de conteúdo, utilizavam IA nessa produção e ganhavam muitas novas páginas e tráfego orgânico rapidamente.

Sobre IA e conteúdo de qualidade

É importante reforçar que o Google não fez nenhuma declaração em relação ao conteúdo gerado por IA nos resultados de pesquisa, mas a regra está mais clara do que nunca: a prioridade é para o conteúdo de alta qualidade, útil, confiável e focado nas pessoas.

Barry Schwartz complementa: “A especificidade desta atualização é importante. O Google não está apenas penalizando; eles estão claramente definindo seus alvos. O abuso de conteúdo em escala, abuso de domínios expirados e abuso da reputação do site estão em destaque. É um convite para os sites aprimorarem suas estratégias.”

O algoritmo do Google consegue distinguir conteúdo original e de alta qualidade que demonstra expertise, experiência, autoridade e confiabilidade (E-E-A-T).

E é aqui que a atualização do Google e seu Core Update de março se cruza com a discussão sobre conteúdo gerado por IA.

Quando analisamos a maioria dos sites que foram desindexados na última semana após a atualização do Google, o que encontramos é um padrão de conteúdo gerado por IA em massa com muito pouca (ou nenhuma) edição humana, resultando em conteúdo genérico, superficial e desatualizado que viola as diretrizes de spam do Google, agora mais do que nunca.

Conforme diz Matt G. Southern, do Search Engine Journal: “Uma década atrás, havia preocupações com o aumento do conteúdo humano gerado em massa. Em vez de proibir todo o conteúdo gerado por humanos, o Google melhorou seus sistemas para recompensar conteúdo de qualidade.

Agora, o Google diz que continuará a adotar uma abordagem responsável em relação ao conteúdo gerado por IA, mantendo um alto padrão de qualidade e utilidade das informações nos resultados de pesquisa.”

O argumento de Matt é reforçado por Giuseppe Caltabiano, VP de Marketing da Rock Content: “Isso serve como um lembrete para criadores de conteúdo e profissionais de SEO focarem na produção de conteúdo genuinamente valioso que atenda às necessidades de seu público, em vez de recorrer a soluções automatizadas que comprometem a qualidade em prol da eficiência.”

A estratégia do Google: lidar com spam sem antagonizar a IA

Vamos esclarecer uma coisa: o Google não está travando uma guerra contra a IA. O objetivo principal é combater o conteúdo sem originalidade e relevância.

Na verdade, essa atualização é um esforço direcionado para erradicar conteúdo fraco e repetitivo, independentemente de ser criado por IA ou outros métodos.

É um apelo por conteúdo real, não um descarte total da IA.

Indo mais fundo na postura do Google, não se trata de minar o potencial do conteúdo impulsionado por IA, mas sim garantir que cada material agregue um valor genuíno. O foco está em remover a mediocridade, seja ela proveniente de processos automatizados ou de métodos tradicionais de criação de conteúdo.

Entender o ponto de vista do Google requer reconhecer que a IA é uma ferramenta, não um adversário. A busca do Google é recompensar conteúdo significativo e envolvente que ressoa com os usuários. A dança complexa entre algoritmos e criação de conteúdo centrada no humano está no centro da visão do Google para uma experiência online mais enriquecedora.

Valorizando o diferencial humano

Conforme a realidade do SEO se adapta às mudanças, a mensagem é clara: a IA não é a inimiga, a batalha é contra a mediocridade. Tanto os sites impulsionados por IA quanto os convencionais devem abraçar essa mudança, priorizando o conteúdo de qualidade para lidar com sucesso com as atualizações do Google.

No centro desta narrativa está uma celebração da experiência humana na criação de conteúdo.

Beth Ashton, do The Independent, aponta com razão: “É essencial encontrar esse equilíbrio. O combate do Google contra o spam é válido, mas há uma responsabilidade de colaborar com os criadores de conteúdo para um futuro que se mantenha ao longo do tempo. Penalizações rápidas fazem parte da equação, mas uma igual atenção deve ser dada à recompensa por conteúdo de qualidade.”

No aprimoramento dos algoritmos, o objetivo não é descartar a tecnologia, mas combiná-la com o diferencial humano, garantindo que o cenário de conteúdo seja rico em substância, não apenas um volume superficial.

Percepções da Rock Content sobre conteúdo e autoridade pós-atualização

Como pioneira em soluções de conteúdo, a Rock Content permanece na linha de frente, orientando os clientes por essas evoluções.

Há algum tempo, estamos monitorando de perto todas as mudanças – desde o surgimento de novas ferramentas de IA até atualizações do Google e novos comportamentos do usuário. Realizamos inúmeros testes e nos aprofundamos no que define um conteúdo de qualidade, como criá-lo adequadamente e, o mais importante, garantir o crescimento sustentável de nossos clientes.

Nossas percepções sobre produção de conteúdo e construção de autoridade pós-atualização foram projetadas para capacitar as empresas a criar conteúdo de alta qualidade que não apenas esteja de acordo com as diretrizes do Google, mas também garanta as primeiras posições no ranking.

Aqui, compartilharemos descobertas-chave de nossa pesquisa e dicas práticas para ajudá-lo a se manter à frente no dinâmico mundo digital.

Conteúdo com o envolvimento de especialistas desempenha um papel fundamental no crescimento do tráfego orgânico

Este gráfico comparativo mostra o impacto positivo do conteúdo impulsionado por especialistas no crescimento do tráfego orgânico (por motivos de confidencialidade, os nomes dos clientes neste estudo foram omitidos):

“Conteúdo impulsionado por especialistas” é uma forma de conteúdo criado por meio de entrevistas com especialistas no assunto (SMEs), oferecendo conhecimento e perspectiva de primeira mão sobre um tópico específico. Esse tipo de conteúdo integra citações diretas e insights do especialista, enriquecendo a narrativa.

Ao examinar dados de vários clientes, podemos observar tendências distintas: blogs que implementaram consistentemente conteúdo impulsionado por especialistas desde o início demonstram um padrão claro de crescimento constante.

Em contraste, aqueles que introduziram gradualmente conteúdo impulsionado por especialistas mostram sinais de estagnação com flutuações ocasionais. E, por fim, blogs que aderem a estratégias tradicionais de SEO sem se adaptar à especialização de conteúdo estão enfrentando um declínio no tráfego.

Essas percepções destacam a importância do conteúdo com envolvimento de especialistas para permanecer competitivo e alcançar um crescimento sustentável no cenário atual de SEO.

A estratégia de SEO sugerida pela Rock Content vem de um planejamento rigoroso e refinamento contínuo, particularmente em resposta às atualizações do algoritmo do Google.

A tabela acima mostra as melhorias expressivas alcançadas em apenas três meses por um de nossos clientes, incluindo um crescimento de 398% na CTR (Taxa de Cliques) e um aumento de 67% no posicionamento SERP (Página de Resultados do Mecanismo de Busca).

O gráfico ilustra ainda mais o sucesso dessa abordagem, com uma ascensão constante nas sessões de tráfego orgânico.

Esses resultados não apenas enfatizam o poder do conteúdo impulsionado por especialistas, mas também reforçam nosso compromisso em melhorar as estratégias de SEO em alinhamento com as atualizações do Google.

Experiência, Toque Pessoal e Pesquisas Centradas em Pessoas

No segundo trimestre de 2023, notamos que as atualizações do algoritmo do Google enfatizaram experiências e expertise, destacando uma busca mais centrada no humano. Esse desenvolvimento contrasta com o aumento do conteúdo gerado por IA, enfatizando a importância contínua da expertise humana para consultas complexas e análises profundas.

Nossas hipóteses sugerem que o valor único da visão de especialistas e a adaptabilidade em tempo real (com checagem de fatos e dados atualizados) permanecem fatores decisivos.

Para se destacar no ruído digital, o conteúdo deve ser elaborado com um toque pessoal e ancorado por fontes credíveis e transparentes. Esses são os pilares que dão ao conteúdo sua vantagem em um mercado saturado.

O que faz o conteúdo se destacar

Portanto, nossas hipóteses, testes e primeiros resultados refletem que o conteúdo que se destacará é aquele que carrega:

Abaixo, temos uma estrutura sugerida para um post de blog de um cliente, pensada de ponta a ponta para nossa base de talentos de nosso marketplace de conteúdo, em um fluxo de trabalho impulsionado por especialistas:

  • Elabore um briefing de conteúdo para blog, incluindo 3 perguntas a serem respondidas e um perfil profissional a ser entrevistado;
  • Obtenha respostas escritas de um especialista profissional na área, relacionadas à sua experiência e análise sobre o assunto;
  • Escreva o conteúdo, considerando a entrevista como a principal referência e fonte de citações.

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Conclusão

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Gemini (ex-Bard): o que é e como usar a ferramenta de inteligência artificial do Google

A era digital está em constante evolução, e no cerne dessa transformação está a Inteligência Artificial (IA). Entre as inovações que estão redefinindo o campo, destaca-se o Google Gemini, uma ferramenta de IA que está mudando as regras do jogo. 

Esta evolução promete revolucionar a forma como profissionais de diversas áreas, especialmente no Marketing Digital, interagem com a tecnologia. 

Quer descobrir como o Gemini pode ser um divisor de águas para suas estratégias digitais? Acompanhe a gente nesta jornada e desvende os segredos desse modelo de IA que está dando o que falar.

O que é o Google Gemini?

É uma inteligência artificial (IA) multimodal generativa considerada sucessora do LaMDA e PaLM 2. Anunciada em dezembro de 2023, ela foi considerada concorrente do GPT-4 da OpenAI. 

Vale ter em mente que o Gemini é uma família de modelos, com três versões:

  • Gemini Ultra: É a versão mais robusta, voltada para profissionais que lidam com tarefas complexas, como desenvolvedores de software. 
  • Gemini Pro: É a versão intermediária, utilizada no chat do Gemini (ex-Bard). Temos a versão Pro 1.0 e, mais recentemente, foi anunciada a versão Gemini Pro 1.5
  • Gemini Nano: É a versão mais básica, ideal para usuários domésticos.

Sua capacidade multimodal de integrar e operar com diferentes tipos de informação, como texto, áudio, imagem e vídeo, o torna uma ferramenta versátil e poderosa para uma ampla gama de aplicações.

Além de ser uma família de modelos de IA, o Gemini está evoluindo para sustentar um ecossistema completo que abrange desde produtos utilizados diariamente por bilhões de pessoas até APIs e plataformas que auxiliam desenvolvedores e empresas a inovar.

Bard para Gemini 

Bard era um dos produtos Google nos quais o modelo do Gemini Pro era acessível ao público. Agora, para simplificar as coisas, tudo se chama apenas Gemini. 

O princípio permanece o mesmo: ao consultar https://gemini.google.com/, vamos esbarrar com o chatbot de inteligência artificial (IA) desenvolvida pelo Google para simular conversas humanas utilizando processamento de linguagem natural (PLN) e aprendizado de máquina.

Com capacidade de integrar-se a websites, plataformas de mensagens ou aplicativos, Gemini fornece respostas realistas em linguagem natural às perguntas dos usuários, além de complementar a Pesquisa Google. 

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Assim, o Gemini pode programar, resolver problemas matemáticos e auxiliar na escrita, planejamento e aprendizado. Ele está disponível em mais de 40 idiomas e em mais de 230 países e territórios com o modelo Pro 1.0. 

Mas o que mudou vai muito além do nome. Essa substituição de Bard por Gemini em fevereiro de 2024 traz consigo um marco importante no desenvolvimento de ferramentas de IA do Google, proporcionando aos desenvolvedores e clientes a oportunidade de construir e escalar com IA de forma mais eficiente.

Introdução ao Google Advanced

O Gemini Ultra, chamado oficialmente de Gemini Advanced, veio junto com a mudança de nome do chatbot da Google em fevereiro de 2024. É um serviço premium (e pago) da Google que permite acessar a tecnologia IA

Com ele, os usuários têm acesso ao Ultra 1.0, o modelo de IA mais avançado e capaz da Google até o momento. Com o Gemini Advanced, os usuários podem desfrutar de conversas mais longas e detalhadas, com uma compreensão aprimorada do contexto a partir de prompts anteriores. 

O modelo Ultra 1.0 possibilita que o Gemini Advanced execute tarefas altamente complexas, como codificação e raciocínio lógico, além de se conectar ao Gmail e Documentos Google.  

A versão Ultra pode ser utilizada em inglês em mais de 150 países, tornando-a acessível a uma ampla gama de usuários ao redor do mundo. 

Google Advanced para o público geral

O acesso para o público geral requer a assinatura do Plano Premium de IA do Google One, com preço de US$ 20 (quase R$ 100) por mês, mas com um período de teste gratuito de dois meses e 2TB de espaço extra, além de outros benefícios da Google One. 

Imagem: Página do Google

E para empresas?

Para empresas, é preciso assinar o Gemini para Google Workspace, um complemento. Assim, você terá acesso ao Gemini Advanced em e-mails no Gmail, documentos no Docs, apresentações no Sheets e gravações do Google Meet. Isso é útil, por exemplo, para resumir e-mails ou para que o Gemini faça anotações durante uma chamada de vídeo.

Imagem: Página do Google

O que muda do Bard para o Gemini?

Como falamos, o Google Gemini é um avanço importante, mas o que realmente mudou do Bard para essa nova versão da ferramenta de IA do Google?

Variedade de acesso

Anteriormente, o acesso estava restrito ao navegador, tanto em computadores quanto em dispositivos móveis. Agora, há um aplicativo do Gemini, disponível para Android e iOS, no qual os usuários podem iniciar conversas com o chatbot a qualquer momento e aproveitar a capacidade da IA de analisar fotos, áudios e textos. Por enquanto, apenas nos EUA. Com isso, é agora você também pode substituir o seu Assistente Google pelo Gemini.

Essa mudança representa um passo importante na construção de um verdadeiro assistente de IA que é conversacional, multimodal e útil, permitindo aos usuários obter ajuda em diversas situações enquanto estão em movimento.

Animação: Página do Google

Integração e flexibilidade aprimoradas

O Gemini introduz uma integração sem precedentes com o ecossistema de produtos Google, desde a busca generativa até o Chrome e anúncios. Essa abordagem holística facilita a implementação de soluções de IA personalizadas em uma variedade de aplicações empresariais, melhorando a eficiência operacional e a experiência do usuário.

Por exemplo, a capacidade do Gemini de interpretar e responder a consultas complexas em tempo real pode ser utilizada para otimizar a interação com o cliente em plataformas online, como e-commerce, proporcionando respostas mais precisas e personalizadas em menos tempo.

Capacidades multimodais

Outro diferencial é que o Gemini tem uma maior capacidade de processar e entender uma variedade de tipos de dados, incluindo texto, imagens, áudio e vídeo. Na prática, é por meio dessa versatilidade que os profissionais de Marketing conseguem gerar insights mais profundos e ações estratégicas baseadas em dados.

Imagine a aplicação dessas capacidades no desenvolvimento de campanhas de Marketing Digital, nas quais a análise automatizada de sentimentos em comentários de vídeos nas redes sociais pode informar ajustes em tempo real para otimizar o engajamento do público em um determinado canal.

Desempenho e escalabilidade

Além disso, a nova plataforma de IA do Google proporciona melhorias significativas em termos de desempenho e eficiência, permitindo uma operação mais econômica em centros de dados e dispositivos móveis.

No final das contas, isso ajuda na redução dos custos operacionais para grandes empresas, ao mesmo tempo em que mantém altos padrões de desempenho. 

Sem falar na capacidade de escalar soluções de IA de forma eficaz, que abre novas possibilidades para a inovação em produtos e serviços: das análises avançadas de dados até automação.

Impacto no Marketing e publicidade

Para gerentes de Marketing e donos de grandes empresas, a migração para Gemini representa uma oportunidade de alavancar IA avançada para personalizar e otimizar campanhas publicitárias.

Afinal, a integração mais profunda com a plataforma de anúncios do Google permite a criação de campanhas altamente personalizadas, baseadas em análise de dados em tempo real. O que não só melhora a taxa de conversão, mas também a satisfação do cliente, ao garantir que o conteúdo publicitário seja relevante para o público-alvo.

Quais são os diferenciais do Gemini?

Todos os avanços que listamos acima acabam se refletindo em diferenciais para o Google Gemini.

Geração de conteúdo avançada

O Google Gemini eleva a geração de conteúdo assistida por IA a novos patamares. Com sua capacidade de produzir textos, gráficos e até mesmo código de alta qualidade, as empresas podem automatizar a criação de conteúdo de marketing, economizando tempo e recursos.

Imagine gerar descrições de produtos, posts para redes sociais ou relatórios de análise de mercado em segundos, todos personalizados para atender às necessidades específicas do seu público-alvo.

Aprimoramento da busca generativa

A inovação do Google Gemini na busca generativa transforma a maneira como as informações são pesquisadas e apresentadas. Ao entender a intenção por trás das consultas de busca, Gemini pode fornecer respostas mais precisas e contextualizadas, melhorando a experiência do usuário.

Para as empresas, isso significa que o conteúdo pode ser otimizado para se destacar nesse novo cenário de busca, atraindo mais tráfego qualificado para seus sites, o que pode ajudar bastante no processo de geração de leads e até mesmo conversão.

Interoperabilidade e integração

A facilidade com que o Google Gemini se integra a outros produtos e serviços Google é outro diferencial chave. Essa interoperabilidade permite que as empresas tirem proveito do ecossistema Google, facilitando a implementação de soluções de IA em suas operações.

A capacidade de operar de forma conjunta com ferramentas como Google Ads, Google Analytics e Google Workspace torna o Gemini uma solução poderosa para otimizar fluxos de trabalho e impulsionar a eficiência operacional, aumentando a produtividade de toda a equipe.

Eficiência e escalabilidade

Projetado para atender às necessidades de empresas de todos os tamanhos, desde startups até grandes corporações, o sistema permite uma implementação de IA personalizada e dimensionável.

Isso significa que, à medida que sua empresa cresce, Gemini pode se adaptar, garantindo que você esteja sempre à frente da curva tecnológica. E o mais importante é sempre ter o tamanho necessário para otimizar a produtividade dos profissionais do seu time.

Gemini, Bard e o futuro da Search Generative Experience (SGE)

Com tudo isso, o Google Gemini representa um avanço significativo na esfera da Inteligência Artificial (IA), marcando uma transição estratégica da Google para redefinir a experiência de busca generativa (SGE).

Enquanto Bard lançou as bases para interações mais naturais e intuitivas com IA, Gemini aprimora essas capacidades, integrando-se profundamente em serviços como a busca generativa, para oferecer respostas mais precisas, contextualizadas e multifacetadas.

Para profissionais de Marketing e gestores, essa evolução sinaliza uma oportunidade de se antecipar a tendências de SEO, otimizando conteúdo para se alinhar com a capacidade da IA de interpretar e satisfazer intenções de busca complexas.

Como usar o Google Gemini?

Mas, afinal, como colocar o Google Gemini no dia a dia da sua equipe?

Integração e configuração

O primeiro passo para utilizar o Google Gemini é integrá-lo aos sistemas existentes da sua empresa. 

Ou seja, configurar o acesso à plataforma através do Google Cloud, na qual você pode gerenciar permissões e acessar APIs específicas do Gemini, ou via o complemento do Google Workspace, conforme mostramos. 

Para grandes empresas, é crucial estabelecer protocolos de segurança para proteger dados sensíveis. 

Recomenda-se sempre entrar em contato diretamente com o Google para verificar a melhor forma de realizar esse upgrade na sua empresa. 

Treinamento personalizado

Aproveitar o potencial completo do Gemini implica em treinar o modelo com dados específicos da sua empresa. 

Na prática, significa alimentar o sistema com informações relevantes ao seu setor, produtos e clientes. Ao personalizar o modelo, você garante que as respostas estejam alinhadas com as necessidades e a linguagem do seu negócio.

Aplicações práticas no dia a dia

Agora que você já organizou toda a infraestrutura para utilizar o Google Gemini, é hora de colocar em prática, como nos exemplos abaixo:

  • Atendimento ao cliente automatizado: utilize o Gemini para criar chatbots inteligentes que não apenas entendem e respondem a consultas complexas dos clientes, mas também são aprimorados com um toque humano para garantir interações mais naturais e empáticas, melhorando a satisfação do cliente e reduzindo o tempo de espera;
  • Geração de conteúdo: empregue o Gemini para produzir descrições de produtos, conteúdo para blogs ou mídias sociais, assegurando que o material gerado seja cuidadosamente revisado e ajustado por especialistas humanos para refletir o tom e a voz da sua marca de maneira autêntica e personalizada;
  • Análise de dados: implemente o Gemini para analisar grandes volumes de dados de feedback dos clientes, mas incorpore a análise humana para identificar tendências, preferências e áreas para melhoria com uma compreensão mais profunda das nuances e contextos que a IA pode não captar completamente.

Monitoramento e otimização

Depois disso tudo, ainda é preciso monitorar o desempenho das aplicações do Gemini para otimizar seu uso. Acompanhe métricas de engajamento, satisfação do cliente e eficiência operacional. Ajuste os modelos conforme necessário para aprimorar a precisão das respostas e a relevância do conteúdo gerado.

Devo usar IA para produzir conteúdo?

Sim, a resposta é simples: profissionais de Marketing de Conteúdo devem utilizar a IA, como Gemini e Chat GPT, para criar conteúdo. Afinal, essas ferramentas oferecem eficiência na geração de textos, análises de mercado e ideias criativas, permitindo que equipes se concentrem em ações mais estratégicas.

Porém, é fundamental a edição humana para assegurar que o conteúdo reflita a voz da marca e atenda às nuances do público-alvo. Além disso, o uso de IA específica, como Copilot, pode aprimorar a produção de conteúdo técnico ou especializado.

No final das contas, integrar IA com a supervisão humana maximiza a relevância, engajamento e o SEO, mantendo a autenticidade e a conexão emocional essenciais na comunicação de marca.

Em resumo, Google Gemini eleva o padrão para o uso de IA nas operações empresariais, oferecendo melhorias substanciais em termos de integração, capacidade de processamento, desempenho e aplicabilidade prática. O mais importante, então, é entender como essa ferramenta pode ser aplicada no dia a dia da sua empresa.

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