Google AI Overviews: tudo o que você precisa saber com relação à grande novidade do mecanismo de busca

No dia 14 de maio, durante sua conferência anual Google I/O — e apenas um dia após a OpenAI apresentar o ChatGPT-4o ao mundo, em 13 de maio de 2024 —, o Google introduziu o AI Overviews, um aprimoramento do que era o Search Generative Experience (SGE).

Esse avanço representa um salto significativo na forma como os motores de busca operam, visando transformar de forma profunda a experiência do usuário em todo o mundo.

Isso porque o AI Overviews marca uma evolução da tradicional lista de links para uma abordagem mais intuitiva e integrada, na qual a IA oferece uma resposta completa à pergunta logo no topo dos resultados de busca, por meio de texto, localizações no Google Maps, imagens, vídeos — e o que mais for necessário para satisfazer a dúvida do usuário. 

Alguns especialistas até nomearam o dia 14 de maio como o ‘dia zero’ da busca do Google. Parece exagero, mas talvez não tanto assim. 

Essa mudança tem o objetivo de otimizar a recuperação de informações, permitindo que os usuários entendam rapidamente temas complexos sem precisar sair da sua consulta de busca inicial.

Ao aprimorar as capacidades introduzidas inicialmente com o SGE, o Google continua a expandir os limites do que a IA pode alcançar em termos de resultado de busca — deixando tudo mais rápido, preciso e bem mais fácil de usar

À medida que o AI Overviews é disponibilizado para usuários nos Estados Unidos com planos de expansão global, os profissionais de marketing e SEO precisam ficar atentos, pois, como era de se esperar, as implicações para o comportamento de busca, estratégia de conteúdo e marketing digital são profundas. 

Neste artigo, vou trazer o que a AI Overviews envolve a partir da apresentação oficial feita pela Google e uma reflexão (sempre em andamento) do que essa mudança significa para o futuro das buscas na web. Acompanhe! 

Visão Geral da AI Overviews (sim, eu fiz isso): evolução da busca 

Inicialmente introduzida no ano passado como SGE, a tecnologia foi refinada e, de certa forma, passou por um rebrand para AI Overviews, que, convenhamos, dá melhor conta da sua funcionalidade — fornecendo um panorama abrangente no topo dos resultados de busca.

Essa mudança é mais do que semântica; representa uma integração mais profunda da Inteligência Artificial nas atividades cotidianas de busca. O novo modelo Gemini do Google está no coração dessa transformação, personalizado especificamente para tarefas de busca e para melhorar a precisão e a experiência do usuário. 

A seguir, você confere o resultado mostrado pelo AI Overviews para uma pesquisa sobre taxa de rejeição no momento da escrita deste artigo (maio/2024):

Até o final do ano, bilhões de usuários do Google verão resumos gerados por Inteligência Artificial no topo de muitos resultados de busca. Abaixo, você pode ver o vídeo publicitário que foi anunciado na conferência:

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“Google Does the Googling for You”: Google faz a busca por você

O ponto central dos AI Overviews é a ideia de que “o Google fará a busca por você.” Essa abordagem é sobre eficiência e profundidade.

Afinal, os usuários não precisam mais juntar informações de múltiplos links. Em vez disso, eles podem fazer uma pergunta — por mais complexa que seja — e receber uma resposta sintetizada que não apenas responde à consulta, mas também oferece uma gama de perspectivas e links para leituras adicionais na forma de carrossel. 

Você pode fazer sua pergunta com todas as suas subquestões e obter um resumo de IA em segundos.

Para ilustrar como o Google AI Overviews opera, considere este exemplo específico fornecido na conferência do Google. Suponha que você pergunte: “Encontre os melhores estúdios de yoga ou pilates em Boston e mostre detalhes sobre a oferta de introdução e o tempo de caminhada a partir de Beacon Hill”.

Em vez de simplesmente apresentar uma lista de links, ele sintetiza informações de várias fontes, como blogs de fitness, diretórios de negócios locais e avaliações de clientes, para entregar uma resposta completa com todas as informações mais relevantes sobre o que você perguntou.

Você obtém alguns estúdios com ótimas avaliações e ofertas de introdução, com a distância a pé. Tudo isso em uma única busca e em segundos. 

Fonte: Blog do Google

A ideia geral não mudou muito considerando o que analisamos recentemente com o Google SGE: esse sistema utiliza o processamento de informações em tempo real, sistemas de classificação e avaliação de qualidade dos conteúdos para entregar o melhor do que a web tem a oferecer diretamente ao usuário.

Portanto, não é sem razão que o Google afirma: “Veja algumas das novas maneiras como a IA na Busca pode fazer o trabalho duro para que você não precise. Basta perguntar”. Você realmente não precisa fazer nada além de perguntar.

David Imel, no episódio do podcast “Hey ChatGPT, Summarize Google I/O” do Podcast WVFRM:

“Eu acho que eles estão tentando reformular completamente na sua mente o que significa procurar algo. Eles não querem que você tenha que procurar algo e depois encontrar a informação por conta própria. Na verdade, e o que eles repetiram várias vezes, é: ‘Deixe o Google fazer a busca por você’” (em tradução livre).

Inovações no processo de busca

Um dos avanços mais significativos apresentados na conferência por Elizabeth (Liz) Reid, VP e Chefe do Google Search, é a capacidade de lidar efetivamente com consultas complexas.

O que torna isso possível é o ‘raciocínio multietapas’. Isso envolve a decomposição de uma pergunta complexa em suas partes componentes, determinando a sequência em que cada aspecto deve ser abordado e, em seguida, entregando uma resposta coesa. 

Liz explica como isso funciona:

“O modelo Gemini atua como seu agente de IA, utilizando o que chamamos de raciocínio multietapas. Ele decompõe sua pergunta maior em todas as suas partes e descobre qual problema precisa resolver e em que ordem. Graças às nossas informações da vida real e expertise em classificação, ele utiliza as informações de mais alta qualidade disponíveis” (tradução livre).

Esse método expande dramaticamente o potencial do que pode ser alcançado com um simples prompt de busca, transformando consultas mais ‘truncadas’ e multicamadas em respostas diretas com mínimo esforço do usuário envolvido.

Se você atua com SEO, provavelmente já esbarrou com palavras-chave que são, na verdade, várias perguntas em uma só. 

No modo tradicional, o Google tenta oferecer uma lista dos melhores conteúdos disponíveis que possam responder ao tema geral daquela pergunta. Então, se você perguntar, por exemplo: “o que fazer de jantar para visitas que são vegetarianas, mas uma só também é vegana e a outra não pode comer glúten”. 

A SERP tradicional vai te entregar algo como:

Note que nenhum dos primeiros links responderam às perguntas em sua totalidade. O foco ficou mais nas refeições vegetarianas. Você precisaria clicar resultado por resultado para ver se algum fala das refeições sem glúten ou veganas, ou realizar uma nova pesquisa. 

Bem, com o AI Overviews, o responsável por essa pergunta conseguiria uma resposta precisa e completa para todos os questionamentos de uma só vez, com listagem de sugestões de pratos para todas essas necessidades:

É claro que essa resposta não é (ainda?) perfeita: há relatos de alucinações e contradições entre o que a AI entrega e os resultados da busca da SERP tradicional disponível logo abaixo.

Nesse próprio exemplo acima, não há uma especificação logo de cara que a manteiga ou queijo presentes em algumas opções precisam ser de origem vegetal para que um vegano pudesse aproveitar o prato, ou que seria preciso ficar atento à receita de panetone e chocotone para ver se ela não contém glúten — algo que não é óbvio ou de conhecimento geral para alguém que não está familiarizado com esse universo e exigiria uma busca extra.

Mas a evolução na forma de mostrar essa resposta é bem evidente.

AI Overviews nem sempre será a melhor escolha

Embora os AI Overviews representem um avanço revolucionário na tecnologia de busca, sua aparição nos resultados da busca do Google é seletiva e dependente do contexto.

O Google está gradualmente disponibilizando esse recurso para mais usuários, idiomas e regiões, ativando o AI Overviews apenas quando for mais benéfico.

Então, esses resumos são acionados quando a IA generativa pode aprimorar de forma mais significativa a compreensão do usuário sobre tópicos complexos, sintetizando informações de múltiplas fontes.

Essa implantação estratégica garante que os AI Overviews proporcionem valor substancial quando necessário, enquanto mantêm a experiência de busca tradicional para consultas mais simples. 

Logo, se você só quer buscar o site da Amazon ou da Rock Content, é pouco provável que a AI Overview seja ativada automaticamente. 

Consulta no Google por vídeo: quase lá! 

Um desenvolvimento que achei bem bacana é a introdução de consultas baseadas em vídeo no Google Search.

Em breve, os usuários poderão fazer perguntas simplesmente por meio de vídeo, tornando o processo de busca ainda mais intuitivo e alinhado com o comportamento mais natural do usuário ao fazer uma chamada de vídeo via WhatsApp, por exemplo. 

Essa capacidade não apenas enriquece a experiência do usuário, mas também estabelece um novo padrão para acessibilidade e interação dentro dos ambientes de busca digital.

Você pode ver a demonstração ao vivo no vídeo abaixo:

Fonte: Blog do Google

Impacto dos AI Overviews nas estratégias de marketing

A mudança do Google para uma interface de busca movida por IA representa uma mudança significativa na forma como os usuários interagem com os motores de busca.

Já observamos isso há algum tempo, com experimentos do SGE, análises, revisões de especialistas e assim por diante. No entanto, com o anúncio recente e a integração desta tecnologia nas práticas padrão de busca nos EUA, o impacto parece mais imediato e tangível do que nunca.

Para os profissionais de marketing, essa evolução significa adaptar-se a um cenário no qual os usuários esperam insights imediatos e abrangentes no topo dos seus resultados de busca.

Essa mudança exige um foco na produção de conteúdo que não apenas tenha uma boa classificação, mas que também resuma de forma sucinta informações-chave para atender aos critérios dos AI Overviews.

Isso é algo que já discutimos em nossa análise do Google SGE: a página de resposta da IA ocupa a primeira página inteira. E com o Google AI Overviews, temos uma opção na barra lateral que é chamada (surpreendentemente) de web. 

Onde você pode encontrar (adivinhe o quê) resultados no ‘modo antigo’, em outras palavras: uma lista de links azuis da web, conforme imagem abaixo: 

Captura de tela mostrando o resumo gerado com IA para a palavra-chave 'o que é marketing de conteúdo', com a opção Web no canto superior direito.

Captura de tela mostrando o resumo gerado com IA para a palavra-chave 'o que é marketing de conteúdo', com a opção Web no canto superior direito.

Captura de tela mostrando o resumo gerado com IA para a palavra-chave 'o que é marketing de conteúdo', com a lista de links azuis (o modo tradicional da SERP).

Captura de tela mostrando o resumo gerado com IA para a palavra-chave 'o que é marketing de conteúdo', com a lista de links azuis (o modo tradicional da SERP).

Logo, ter uma boa classificação torna-se mais desafiador e ainda mais crítico — ocupar a primeira posição da SERP em si pode não ser tão vantajoso quanto antes, mas é essencial ser visto como relevante e demonstrar expertise e experiência para que a IA do Google possa considerá-lo como fonte para suas respostas.

E como fazer isso? O GEO pode ser a resposta. O advento da Generative Engine Optimization (GEO), ou Otimização para Motores Geradores, em tradução livre, significa uma mudança fundamental nas práticas de SEO, alinhando-as com as capacidades de motores de busca movidos por IA como os AI Overviews do Google e o Bing Chat da Microsoft.

O GEO adapta estratégias tradicionais de SEO à era da IA, otimizando conteúdo para esses motores gerativos. Essa nova abordagem é crucial para os criadores de conteúdo que visam prosperar em um ambiente de busca cada vez mais dominado pela IA.

Entender e implementar estratégias de GEO pode aumentar significativamente a visibilidade do conteúdo dentro de ambientes de busca movidos por IA. Isso é bem importante, pois, como vimos, esses motores não apenas buscam informações, mas criam respostas ricas e integradas que podem satisfazer as consultas dos usuários diretamente.

Se você nunca ouviu falar de GEO e/ou deseja se aprofundar no tema, criamos um artigo completo sobre o assunto. Basta clicar aqui.

Adaptação da estratégia de conteúdo

À medida que o Google permite aos usuários “deixar o Google fazer a busca”, os profissionais de marketing precisam repensar suas estratégias de conteúdo

A capacidade da IA de compilar respostas abrangentes de várias fontes exige que o conteúdo da web seja tanto rico em informações quanto altamente relevante.

Isso pode incentivar os profissionais de marketing a desenvolver conteúdo mais detalhado e autoritativo, que possa ser facilmente sintetizado pela IA do Google para aparecer nos Overviews. Sim, estamos falando, mais uma vez, sobre EEAT e conteúdo orientado por especialistas. 

A ênfase em EEAT (Expertise, Autoridade, Confiança e Experiência) e conteúdo baseado em especialistas é mais crucial do que nunca para se alinhar com os critérios da IA para fontes de alta qualidade.

EEAT avalia a credibilidade e a experiência do usuário fornecidas pelo conteúdo, enquanto o conteúdo baseado em especialistas utiliza conhecimento especializado profundo para oferecer insights detalhados e autoritativos. Essa combinação não apenas enriquece o pool de informações, mas também ajuda a elevar a visibilidade do conteúdo nas visões gerais de busca geradas por IA.

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Engajamento do usuário e conversão

Embora os AI Overviews possam inicialmente diminuir o número de cliques para páginas web reais, eles também apresentam uma oportunidade para os profissionais de marketing capturarem interesse de forma mais rápida. Se a IA “puxar” conteúdo do seu site para o overview, que contém aquele carrossel com links, isso poderá aumentar a visibilidade da marca e a percepção de expertise.

Os profissionais de marketing precisarão ser estratégicos sobre o posicionamento de conteúdo e o uso de dados estruturados para garantir visibilidade tanto nos AI Overviews quanto nas listagens de busca tradicionais.

Implicações para negócios e usuários

Conforme relatado por Michael Liedtke em seu artigo na AP News, há preocupação entre os editores sobre o potencial impacto econômico dos AI Overviews.

Como afirmamos, a capacidade da tecnologia de sintetizar conteúdo pode levar a uma diminuição nas visitas às páginas tradicionais, afetando as receitas de anúncios.

Isso é algo sobre o qual já falamos, especialmente porque vimos como o tráfego geral dos sites caiu e o CTR continua diminuindo com o tempo. Conforme o estudo “2024 Digital Experience Benchmark Explorer” da Contentsquare, 55% dos sites em diversas indústrias tiveram uma redução no tráfego em 2023 em comparação ao ano anterior. Se já está assim em geral, o que podemos esperar no futuro?

Marc McCollum, diretor de inovação da Raptive, observou que cerca de 25% do tráfego na web poderia ser negativamente afetado pelos novos recursos de busca, o que pode resultar em perdas significativas de receita para criadores de conteúdo e editores que dependem de impressões de anúncios, conforme apresentado por Michael Liedtke em seu artigo.

Mudança na dinâmica dos editores

A introdução da IA no ecossistema de busca do Google também alterou (ainda mais?) sua relação simbiótica de longa data com os editores de conteúdo.

Ao usar o conteúdo deles para treinar seus modelos de IA, o Google está essencialmente transferindo valor dos editores para suas plataformas, o que McCollum descreve como uma “transferência de riqueza” de pequenas empresas independentes para grandes corporações tecnológicas.

Apesar dessas preocupações, os testes do Google revelaram que os AI Overviews levam a um aumento nas buscas, pois os usuários são incentivados a fazer perguntas mais complexas que, anteriormente, eram muito mais desafiadoras de fazer.

“Porque eles de repente podem fazer perguntas que eram difíceis antes”, explicou Liz Reid em entrevista para a Associated Press. No entanto, dados específicos sobre os volumes de cliques em links durante os testes não foram divulgados.

Reid ainda enfatizou o interesse contínuo em explorações mais profundas: “Na realidade, as pessoas querem clicar para a web, mesmo quando têm um AI Overview. Elas começam com o AI Overview e depois querem se aprofundar mais”. Esta entrevista foi conduzida pela Associated Press, fornecendo insights sobre o impacto evolutivo da IA nos comportamentos de busca.

Isso indica que, embora os resumos ofereçam um ponto de partida, eles não substituem necessariamente o envolvimento mais profundo que vem com a visita às páginas web reais.

Se isso é realmente verdade, teremos que esperar para ver.

Os famosos testes e análises

Os profissionais de marketing devem empregar testes rigorosos e análises para entender como as mudanças nas funcionalidades de busca do Google afetam o comportamento do usuário.

Analisar as tendências nas respostas das consultas de busca e adaptar-se ao ciclo de feedback fornecido pelos AI Overviews será essencial. 

Isso significa refinar continuamente o conteúdo para alinhar com o que a IA considera mais útil e relevante, potencialmente alterando como os profissionais de marketing avaliam a eficácia do seu conteúdo online, busca de palavras-chave relevantes e muito mais. 

Os dados recentes coletados por Brodie Clark, um Consultor SEO independente, fornecem insights valiosos sobre a implantação dos AI Overviews.

Os insights de Brodie Clark do Semrush Sensor revelam que, em 17 de maio, os AI Overviews foram oficialmente rastreados como um recurso de SERP, semelhante a outros elementos como “Pessoas Também Perguntam”, snippets de imagens e sitelinks, para usuários não logados nos EUA.

Estatísticas importantes dos dados de Clark indicam que os AI Overviews aparecem em uma pequena fração das buscas—0,55% em desktop e 0,81% em mobile. 

Claro, isso provavelmente mudará logo mais — não só os dados em si, mas como a SEMRush está coletando essas informações. E é por isso que é importante continuar monitorando como seu site aparece no SERP. 

No entanto, é bom saber que uma ferramenta amplamente utilizada como o SEMrush já pensou nessa questão e permite esse tipo de visão geral para dar um norte.

Fonte: Post no LinkedIn de Brodie Clark

Impacto da IA nas habilidades de pesquisa

Por último, mas não menos importante, talvez só possamos perceber completamente o impacto dessas mudanças nos próximos anos. 

A transformação iniciada pela busca movida a IA do Google poderia ter efeitos duradouros sobre como as futuras gerações interagem com e processam informações.

Marques Brownlee, outro participante do episódio do podcast “Hey ChatGPT, Summarize Google I/O” do Podcast WVFRM, levanta uma preocupação sobre as implicações de longo prazo das visões gerais de busca movidas a IA do Google, particularmente para as gerações mais jovens.

Já que o Google AI sintetiza e apresenta respostas abrangentes no topo de seus resultados de busca, cresce a apreensão de que as crianças podem não desenvolver a habilidade crítica de navegar pelos resultados de busca para validar e aprofundar seu entendimento das informações.

Brownlee e seus companheiros temem que esse novo paradigma de busca, no qual a primeira resposta apresentada é frequentemente tomada como a mais precisa, possa diminuir os incentivos dos usuários para questionar ou verificar as informações, fomentando uma aceitação passiva dos dados.

Essa mudança poderia alterar (e muito) como as futuras gerações interagem com informações e o SERP, afastando-se da abordagem tradicional e mais investigativa para uma que poderia depender excessivamente de respostas geradas por IA. 

Essa reflexão faz parte de uma conversa bem mais ampla sobre o papel da tecnologia na formação de habilidades críticas de pensamento e pesquisa em uma era na qual a facilidade de acesso à informação poderia, ironicamente, levar a indivíduos menos informados.

Isso é algo sobre o qual já estamos desde o avanço do TikTok como um motor de busca, mas mais uma vez, parece ser mais real agora.

Muito longo, Larissa, dá para resumir?

Lançado oficialmente pelo Google em 14 de maio, os AI Overviews representam um avanço significativo na tecnologia de busca, transitando da tradicional lista de links para fornecer resumos gerados por IA no topo dos resultados de busca.

Esses resumos, inicialmente lançados como parte da Search Generative Experience (SGE) e agora implementados para todos os usuários nos EUA, visam oferecer aos usuários uma compreensão rápida de tópicos complexos logo no topo da página de resultados de busca. 

Sendo uma ‘generative engine’, ele gera uma resposta à sua consulta incluindo texto, imagens, listas, locais do Google Maps etc., dependendo do que você pergunta.

Ao resumir informações-chave usando IA, o Google permite que os usuários entendam a essência de suas consultas sem a necessidade de vasculhar várias páginas da web.

A implementação dos AI Overviews para todos os usuários nos EUA marca o início de uma expansão global, levantando preocupações que têm sido discutidas desde a primeira apresentação do conceito como Google SGE ao longo de 2023.

Uma das principais preocupações é a possível diminuição do tráfego na web e os desafios que isso representa para as estratégias de marketing digital e monetização. A capacidade da IA de satisfazer consultas com respostas sintetizadas pode reduzir o número de cliques dos usuários para sites externos, impactando as receitas de anúncios de tráfego pago e o engajamento com o conteúdo.

No entanto, esse desenvolvimento também apresenta uma oportunidade única: se o seu conteúdo for selecionado como uma fonte pela IA, ele será destacado em um carrossel, sobressaindo-se em comparação com outros resultados. Essa visibilidade aprimorada pode, como mencionado por Liz, aumentar a probabilidade de cliques e promover um engajamento mais profundo com seu conteúdo.

Essa dinâmica requer monitoramento e adaptação contínuos por parte de profissionais de marketing e criadores de conteúdo, pois a paisagem do consumo de informação digital está claramente evoluindo.

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Como o SGE (Search Generative Experience) vai impactar a busca orgânica em 2024?

A evolução constante das técnicas de otimização para mecanismos de busca (SEO) e o avanço da Inteligência Artificial (IA) estão deixando ainda mais desafiador o trabalho dos profissionais que atuam nessa área. Agora, a novidade é o lançamento do Google, o SGE, que pode afetar a SERP.

Isso mesmo, pensando em melhorar a experiência do usuário, o Google está fazendo testes em que disponibiliza resultados na página de busca que utilizam IA como base para a resposta. Mas, na prática, o que muda nas buscas, na jornada do usuário na SERP e, é claro, na performance orgânica do seu site?

Continue a leitura para tirar as suas dúvidas!

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O que é o SGE?

O Google Search Generative Experience, também conhecido como SGE, é uma abordagem de pesquisa desenvolvida pela Google para melhorar a eficiência e a qualidade das respostas fornecidas pelos motores de busca a partir do uso de Inteligência Artificial.

Na prática, o SGE utiliza avançadas técnicas de processamento de linguagem natural e machine learning para compreender as consultas dos usuários e gerar respostas mais relevantes e informativas. Ou seja, além dos resultados tradicionais de uma SERP, a ideia é gerar essas respostas personalizadas.

Imagem comparando SERP comum x SERP com o SGE.

Imagem comparando SERP comum x SERP com o SGE.

Quer esse gráfico no seu site? Copie o código abaixo e cole no seu site!

<a href='https://rockcontent.com/br/blog/como-sge-vai-impactar-a-busca-organica'><img src='https://rockcontent.com/br/wp-content/uploads/sites/2/2024/01/GoogleSGE_Illustration_PT-BR.png' alt='Imagem comparando SERP comum x SERP com o SGE' 540px /></a></p>

Com esse recurso, uma pesquisa simples no Google agora vai impulsionar um mecanismo que entende o contexto e as intenções por trás de cada busca, o que vai acabar resultando em respostas adaptadas de acordo com a necessidade de cada usuário.

Em resumo, o SGE é capaz de gerar resultados mais precisos, abrangentes e personalizados, tornando a pesquisa na web mais eficaz. Além disso, a ferramenta se beneficia das mesmas vantagens que a Inteligência Artificial tem para oferecer, já que está em constante evolução para dar respostas mais precisas.

Por que o Google lançou o SGE?

Apesar de não existir uma justificativa oficial do Google para o lançamento do SGE, existem alguns motivos naturais dentro desse mercado que ajudam a explicar essa nova funcionalidade.

Melhoria na qualidade dos resultados de busca

Um dos principais objetivos do Google sempre foi fornecer resultados de busca relevantes e úteis para os usuários, certo? A ideia, então, é conseguir oferecer respostas mais personalizadas que façam sentido dentro da crescente complexidade das consultas de pesquisa e a diversidade de conteúdo online.

Com o SGE, fica mais fácil aprimorar as respostas que são oferecidas pelo buscador. Afinal, os recursos de machine learning vão ajudar a ferramenta a entender melhor qual é o contexto e a intenção por trás das consultas dos usuário, o que resulta em respostas mais precisas e personalizadas.

Evolução das tendências de pesquisa

Não é porque o Google domina o mercado de pesquisas na internet que ele pode simplesmente ignorar o que está acontecendo ao seu redor. Com ferramentas como o ChatGPT, avanços de IA pela Bing e até outros recursos de pesquisa, como consultas por voz, estava na hora de adaptar a SERP.

Todos esses recursos do parágrafo acima indicam uma tendência de que o usuário não quer mais apenas fazer uma pesquisa e receber resultados parecidos se determinada palavra-chave foi digitada. A ideia com o SGE é conseguir manter a relevância do Google no mercado com consultas mais conversacionais.

Concorrência no mercado de busca

Como complemento aos dois tópicos acima, o mercado de busca online é altamente competitivo, com várias empresas buscando ganhar participação. Para se destacar, o Google precisava continuar inovando e oferecendo uma experiência de pesquisa superior.

Busca no Google com SGE

Sendo assim, o SGE é uma maneira de diferenciar o Google Search da concorrência, fornecendo resultados mais avançados e relevantes, atraindo assim mais usuários e mantendo sua liderança, que continua com outros recursos importantes em sua SERP além da Inteligência Artificial.

Melhoria na acessibilidade

Outro fator importante por trás dessa decisão do Google é a preocupação com acessibilidade. O SGE é projetado para ser mais inclusivo, oferecendo respostas mais compreensíveis e relevantes para usuários com necessidades especiais, como deficiências visuais ou de audição.

Ou seja, isso ajuda a Google a atender a uma audiência mais ampla e a se alinhar com os princípios de acessibilidade digital. Além disso, com tantos avanços em IA e PLN (Processamento de Linguagem Natural), a empresa se sentiu confortável em começar a testar esse recurso.

Como o SGE do Google impacta as buscas orgânicas?

Mas esses avanços do Google também podem representar um impacto nas buscas orgânicas. Afinal, é mais uma funcionalidade para o usuário explorar dentro da SERP, o que, teoricamente, reduz a necessidade de mais usuários clicarem em outros links, estimulando a permanência no Google.

Por outro lado, os resultados de SGE vão conter os links com as fontes de onde as informações foram retiradas. Assim, se o seu site estiver entre uma dessas referências e o conteúdo for relevante, mais usuários podem acabar clicando e indo para o seu site, ajudando a atrair mais tráfego orgânico.

Além disso, outro recurso importante do SGE que pode impactar as buscas orgânicas são as perguntas de follow-up. Ou seja, se você pesquisou “o que é brand awareness“, a ferramenta de IA sugere explorar um outro tópico, por exemplo, “como medir o brand awareness da minha marca”.

Busca no Google com o Generative AI

Em resumo, ainda não se sabe exatamente com o SGE do Google vai impactar os resultados das buscas orgânicas, mas essas teorias servem como um primeiro direcionamento sobre o que pode acontecer com os avanços dessa ferramenta.

Como determinar o impacto do SGE no tráfego orgânico do seu site?

O Google também não divulgou mais detalhes sobre como o SGE vai impactar o tráfego orgânico de um site e, por isso, é interessante utilizar algumas dicas específicas para fazer algumas suposições sobre esse impacto.

1. Entenda o CTR dos seus resultados orgânicos

O primeiro passo para avaliar o impacto do SGE é compreender o Click-Through Rate (CTR) dos resultados orgânicos do seu site antes da implementação desse recurso. Uma análise histórica vai ajudar a estabelecer uma base e determinar a taxa de cliques média que você tem com suas posições orgânicas.

2. Entenda o CTR com resultados SGE e compare

Agora é hora de usar um pouco mais de imaginação: nenhuma ferramenta oferece a opção de visualização para qualquer métrica que seja impactada pelo SGE atualmente. O que você pode fazer aqui é entender qual é o CTR na mesma região da SERP em que as respostas de SGE vão aparecer.

Moz fez um estudo otimista utilizando o espaço com os Knowledge Graph para ter como referência, imaginando que o SGE faria o link para os principais sites que utilizou como referência para gerar aquela resposta, enquanto a versão pessimista dividiria esse mesmo CTR na área da SERP por 10.

3. Entenda como as palavras-chave são buscadas em cada tipo de SERP

Outro passo importante aqui é fazer uma análise baseada em uma amostra de palavras-chave específicas. A sugestão aqui é analisar uma cesta de termos que represente, no mínimo, 50% do tráfego do seu site, mas lembre-se de considerar palavras de menor volume que sejam importantes para o seu negócio.

Ou seja, enquanto não existe nenhuma ferramenta específica para analisar o impacto do SGE nas palavras-chave específicas, a ideia é fazer esse monitoramento para entender como essa nova funcionalidade vai impactar os seus resultados.

4. Adapte suas palavras-chave

Com base na análise das palavras-chave utilizadas nas SERPs convencionais e nas SERPs geradas pelo SGE, é preciso ajustar a sua estratégia de palavras-chave. Uma dica é incluir termos que se alinhem com as consultas mais conversacionais típicas do SGE.

Na prática, pensando na rotina de produção de conteúdo, isso pode significar criar conteúdos mais informativos, além da utilização de palavras-chave de cauda longa que podem corresponder às intenções dos usuários em ambas as abordagens de busca.

Na era da transformação digital, o Google não poderia ficar atrás nessa corrida, não é mesmo? Com o SGE, portanto, o maior buscador volta se posicionar com destaque e cria um recurso para competir com qualquer uma das outras empresas de Inteligência Artificial.

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